segunda-feira, 16 de maio de 2016

O Papa e o Pepe


A miséria mental a que o petismo condenou o Brasil pode ser facilmente identificada observando os "formadores de opinião" que têm espaço no país.

Não dá para levantar das quatro patas e assumir postura ereta enquanto um Gregório Duvivier, PC Siqueira, Marcelo D2 ou Tico Santa Cruz são convidados a opinar sobre a política e os destinos do país e, pior, existir gente que os ouça.

É óbvio que cada um deles tem todo o direito de expor sua visão, assim como o bebum que fala mal do prefeito jogando totó (pebolim) no boteco ou o aposentado da fila do Itaú, o problema é darem mais atenção a estas sub-celebridades do que dão ao bebum e ao tiozinho.

Nunca entendi essa fixação brasileira pela opinião de artistas sobre assuntos que não têm a ver com a área deles. Me interessa tanto o que atores de novela ou cantores de MPB têm para dizer sobre a política quanto a "arte" que eles produzem.

Mas viajei só para chegar no assunto de verdade desse texto: a Letícia Sabatella.

Desde que ela fez a Taís - namorada do "Sanhaço" ou "Beija-Flor", não lembro o nome do pássaro - nunca mais tinha ouvido falar dela. Coincidiu com a minha ida para a universidade e o desinteresse por novelas ruins.

Mas ela continuou por aí e nesse ocaso do PT virou uma espécie de "mediadora" da opinião política nacional. De repente comecei a receber compartilhamentos no Facebook de gente muito impressionada com o que a Letícia Sabatella disse sobre o "golpe", a "legitimidade do novo governo" ou "a imagem do Brasil no exterior".

Falando em exterior, a musa dos mortadelas foi até o Vaticano incomodar o Papa com esse papo de "golpe". 

Como muito bem me disseram no Twitter, depois de todos os recursos e chicanas imagináveis a turma da chupeta foi literalmente se queixar ao Bispo. De Roma.

Mas o mais curioso foi ver o pessoal que berra que "o estado é laico" e que se ofende com Crucifixos em prédios públicos ir logo na Sede da Igreja que eles mesmos chamam de "atrasada" pedir ajuda.

Essa esquerda amalucada brasileira agora deu pra achar que o Papa Francisco é o Pepe Mujica. 

Estão tão certos quanto a isso como quando avaliam a sua real importância, a qualidade do que dizem ou seu verdadeiro talento.
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