quinta-feira, 5 de maio de 2016

Um rio de cocô

Na foto do biólogo Mário Moscatelli, vemos a merda que sai da ilha da Gigóia, do Itanhangá, da Península e dos prédios, casas, shoppings e condomínios da Barra da Tijuca invadindo o mar e sendo levadas pelo vento para as praias de São Conrado, Leblon, para a Ipanema do aplauso ao pôr-do-sol e para o Arpoador, fazendo com que o banho na cidade maravilhosa seja um tratamento de pele em fezes humanas e demais produtos do esgoto sanitário.
O Leblon já apareceu cheio de gigogas, plantas que proliferam no esgoto e na matéria fecal.
O problema é que do nível do chão não dá pra ver isso, só do alto, e assim moradores e turistas vão lá curtir uma praia na "cidade mais linda do mundo", sem saber que estão sorrindo para suas selfies com um cagalhão diluído entre os dentes.
O Rio é um golpe de marketing, um estelionato turístico, um crime ambiental de proporções gigantescas e uma péssima cidade para se viver, trabalhar e até se divertir, a menos que você goste de boiar em cocô.
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