quinta-feira, 30 de junho de 2016

Bolsonaro, Maria do Rosário e o fascismo de verdade

Outro dia eu estava conversando e acabei falando um dos slogans do momento: palavras como "preconceito", "machismo", "racismo" ou "fascismo" não mereciam ser estupradas. 

Mais exploradas do que aposentado que é roubado por petista quanto pega empréstimo consignado, elas são usadas para se obter lucro indevido em qualquer tipo de debate.

O seu uso indiscriminado - tal qual acontece com antibióticos - criou uma nova cepa bactérias intelectuais resistentes ao pensamento.

De palavras pesadas e com forte cunho negativo, elas foram perdendo sua força, seu significado, de tanto serem pronunciadas para acusar, definir ou justificar tudo o que esteja em desacordo com o justiceiro social da vez.

Diga qualquer coisa que saia do bolo disforme e bege-acinzentado da opinião politicamente correta e fatalmente vai aparecer alguém te chamando de machistaracistafascistahomofóbicoetc.  Você só tem direito de discordar deles caso seja tão contundente quanto a frase "gosto de verde, mas respeito o amarelo e não deixo de apreciar o valor de todas as demais cores e suas matizes".

Ou seja, se for um isentão bunda mole.

E até isso já pode ser ousado demais, visto de você falou de "cores", o que pode ser confundido com "raças" - que aliás não existem, a não ser na hora de criar cotas raciais - e isso pode acabar em processo a menos que você escreva para o "blog da Dilma" e resolva chamar o Joaquim Barbosa de macaco, como aliás ocorreu.

Uma vez eu disse que acho o cinema nacional patrocinado pela lei Rouanet um amontoado de capítulos de novelas e séries da Globo em tamanho extra-large. Não demorou nem 5 minutos e apareceu um emasculado indignado: "americanizado, odiador da cultura nacional, aposto que apóia o massacre dos quilombolas".

Para não ofender os eternos ofendidos sua opinião precisa ser forrada por um colchão protetor que ajude com que ela não ofenda ninguém, quase como um resultado de exame de fezes. O outro caminho é concordar com eles, daí tá tudo liberado, até dizer que coxinha tem mais é que ser fuzilado.

Veja você que até dizer que alguém NÃO merece ser estuprada num passe de mágica virou "apologia ao estupro", porque a mulher em questão - uma baranga incomível - achou que aquilo era uma referência às suas características físicas e não ao seu direito de não ser mesmo estuprada.

Dependendo de quem diz, tudo ou nada pode ser ofensivo. Vide o "grelo duro", que virou elogio entre mulheres que consideram raspar o sovaco uma ofensa.

"Não curto cinema nacional". Preconceito! "Não gosto de samba". Racismo! "Estudante vai pra faculdade estudar e não fumar maconha e ocupar prédio". Fascista!. "Não acho a menor graça no Gregório Duvivier". Merdofóbico! E por aí vai.

Termina que um dos preconceitos que assumidamente eu passei a ter é contra quem usa esses argumentos típicos de quem faz vaquinha para ajudar o José Dirceu para vencer um debate ou ganhar biscoito de justiceiro social. Essa gente não pode perseverar, as pessoas não podem se dobrar ao seu padrão de julgamento e muito menos falar coisas esperando sua aprovação, porque se não forem da patota, jamais a terão.

Sim, porque o ideal da sociedade dos "tolerantes" é o dia em que a opinião pessoal das pessoas se resumir a dizer qual é o seu sabor preferido de sorvete.

Uma sociedade do sorvete na testa.

terça-feira, 28 de junho de 2016

O PT acanalhou o Brasil

Assista uma reunião da comissão especial do impeachment apenas meia hora e veja tucanos elogiando petistas, rasgações de seda para acusados das piores canalhices contra o erário brasileiro, o Anastasia abraçando o Adams e tenha a certeza de que são TODOS CONTRA VOCÊ.

Não tem decoro parlamentar ou civilidade política que justifique um senador da oposição tratar esses petistas ou suas testemunhas de defesa que vão ali escarnecer do pagador de impostos e dos milhões que sofrem com a crise que este partido fabricou com nada diferente de asco, dureza e inflexibilidade.

Fora a defesa da ex-presidente que talvez seja uma das coisas mais asquerosas que já aconteceram naquela casa do espanto especializada em produzir ascos.

"Data vênia isso, data vênia aquilo" e invariavelmente depois vêm os maiores deboches que você puder imaginar. Não tem nada mais gosmento, pegajoso e sorrateiro do que essa bancada do jardim da infância e o advogado da ex-presidente, que não estão ali para defender ninguém, apenas para atrasar o processo e prolongar o quanto puderem o tapa na cara do Brasil que presta que é a presidência de Dilma Rousseff.

O PT acanalhou o Brasil de forma irrecuperável. A convivência pacífica do cidadão trabalhador e pagador de impostos com essa gente é a prova disso.

As mulheres e a Igreja Católica


Hoje li um desses boçais de internet dizer que a Igreja Católica não deveria "pedir desculpas" à mulheres, gays, "minorias", etc., mas transferir seus bens para "movimentos sociais" como forma de compensação.
Como sempre esses socialistas de botequim só querem duas coisas: meter a mão no que é dos outros e distribuir o que não é deles.
Só que o assunto não é esse, é sobre a tal "intolerância" e "atraso" que a Igreja supostamente representa para a sociedade e para alguns grupos de pessoas.
Thomas Woods já destruiu completamente esse mito no seu incontornável livro "Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental", onde demonstra que a universidade como a conhecemos, o direito, a moderna economia, as instituições de assistência e previdência e até mesmo o conceito do ser humano como um ser único e especial são legados da Igreja à humanidade.
Não fossem seus monges, escolásticos, filósofos, filantropos, nem a arquitetura e as artes plásticas seriam como as conhecemos.
Mas nada melhor do que provas para deixar isso ainda mais claro.
A instituição medieval (como se isso fosse uma ofensa), retrógrada, opressora, perpetuadora do patriarcado e da submissão da mulher (como se a feminista-média de cabelo mal pintado e peito de fora fosse a representação de todas as mulheres), curiosamente é a mesma que tinha a americana Mary Kenneth Keller como uma de suas freiras.
Irmã Mary foi a primeira mulher da história a conquistar um PhD em ciência da computação e a primeira mulher a trabalhar no departamento de computação do Dartmouth College, que na época só admitia homens.
Nesta instituição ela colaborou com o desenvolvimento da linguagem BASIC, que facilita o desenvolvimento de softwares por não programadores.
Para se ter idéia, o BASIC continua popular até hoje, 31 anos após a morte da irmã Mary, influenciando programas como o Microsoft Visual Basic. Em 2006 uma pesquisa indicou que 59% dos programadores usavam o Visual Basic como sua única linguagem.
Irmã Mary acreditava que computadores devem servir para facilitar o acesso à informação e promover a educação e deixou quatro livros escritos sobre o assunto.
Ela não é uma "desculpa" ou mesmo uma justificativa para os detratores da Igreja Católica. Sua vida de mulher religiosa, produtiva, intelectualmente brilhante e vencedora é a prova de que estes estão redondamente errados.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

(Quase) tudo o que você queria saber sobre o Brexit mas não te contaram


A imagem que traduz perfeitamente o susto que o eleitorado inglês deu nos "entendidos"

Só para informar quem anda muito ocupado ligando a TV apenas para ver programas de gente cozinhando ou gente arrumando a casa dos outros, o assunto mais importante do momento não é a prisão do marido da miss nariz de porco ou a reação pusilânime do PSDB inventando uma "imunidade parlamentar residencial" contra buscas e apreensões nas residências de corruptos e quadrilheiros, mas a saída do Reino Unido da Europa.
Como a política é uma "fdp", quando para a sua própria surpresa David Cameron conquistou sozinho a maioria no parlamento na eleição de 2015, no mesmo dia ele marcou um encontro com a derrota.
Eu explico: durante anos ele enrolou os militantes e políticos do seu partido que eram contra a presença do Reino Unido na UE. Tomava uma medida de perfumaria aqui, fazia um discurso valentão ali, mas a rigor se valia do governo de coalizão para ficar na Europa, coisa que ele nunca considerou um problema muito grande.
Só que com a maioria conquistada suas desculpas acabaram e o referendo teve que ser convocado.
Diferente do referendo sobre a independência da Escócia em 2014, quando ele calculou o risco, apostou alto e saiu vencedor, com os escoceses escolhendo continuar no Reino Unido, nesse referendo do "Brexit" (palavra criada com a junção de "Britain" e "exit") sua única aposta de risco foi ter se envolvido tanto na campanha do "remain" ("permanecer", em inglês).
Esta derrota é uma derrota sua e tanto colocou sua carreira política numa situação delicada que ele já anunciou que deixará o poder.
Feito o histórico, vamos à parte divertida, afinal, é muito mais legal acompanhar uma escolha entre ficar ou sair da Europa do que uma eleição entre Eduardo Paes e Marcelo Freixo ou entre Celso Russomano e Fernando Haddad.
Resumidamente esse referendo foi como se o brasileiro escolhesse se quer ou não continuar enchendo o rabo da Venezuela ou da Bolívia de dinheiro.
Sim, porque teve gente que respondeu o "remain" ou "leave" lendo a seguinte pergunta: você quer continuar sustentando gregos e hospedando sírios? Porque a principal escolha feita ali foi entre a política de imigração forçada da UE ou algo diferente do "abra as pernas, venham todos".
A resposta foi não, o que também não deixa de ser um aviso à UE: pare de pensar que é a União Soviética e atenda as necessidades dos pagadores de impostos e não de um globalismo fajuto, caso contrário não tem nem um muro para retardar sua queda.
A dúvida agora é como os britânicos vão se virar sem romenos ou albaneses para fazer seu café ou aparar o green do golfe. Mas mesmo assim a Europa levou um tabefe na cara daqueles de se ouvir do lado de fora do bar.
Grande parte dessa derrota pode ser atribuída ao tom da campanha pela permanência, taxando todos que eram contra como "racistas, xenófobos, elitistas, egoístas, etc.". Globalistas e multiculturalistas acham que podem insultar seu caminho para as vitórias eleitorais.
Isso talvez funcione em grotões subdesenvolvidos como o Brasil, mas na Inglaterra apelar para culpas ou "fobias" não funcionou.
E por falar em Brasil, imagine só se o David Cameron não renunciaria caso milhões de ingleses fossem às ruas num domingo pedir sua saída.
Vê se aprende, Dilma.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Bolsonaro e o STF de Caras

Você certamente conhece Jair Bolsonaro.
Mas e quanto a Cordeiro Guerra, Moreira Alves, Cunha Peixoto, Soares Muñoz, Décio Miranda, Rafael Mayer, Clovis Ramalhete, Firmino Paz, Néri da Silveira, Alfredo Buzaid, Oscar Corrêa, Aldir Passarinho, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Octavio Gallotti, Carlos Madeira, Célio Borja?
Se conhece todos eles, você é um fenômeno. Se conhece alguns, uma pessoa antenada. Se conhece um ou dois, parabéns mesmo assim. Mas se não conhece nenhum, fique calmo, você é uma pessoa normalíssima.
Estes são nomes de antigos ministros do STF, de uma época em que o STF ainda mantinha certa fleuma e distanciamento do charco que é a política nacional. Um ministro falava nos autos, buscava estritamente interpretar a constituição e jamais tentava usurpar poderes do congresso fazendo ativismo judicial ou se comportando como se estivesse num reality show.
Você conhece o Bolsonaro porque este é o papel e o trabalho dele. Políticos precisam estar em evidência. E não conhece os antigos ministros porque este era o papel deles. Ministros do STF não são ex-BBBs, ou pelo menos não eram.
Mas este STF de hoje, repleto de jurados de desfile de bloco carnavalesco do interior, é a cara do PT. Todo mundo sabe quem são, o que fazem e até discutem seus nomes no botequim como se fosse a escalação da seleção brasileira.
E eles muitas vezes não parecem magistrados, mas militantes. Não parecem estar interessados na interpretação da constituição, mas na sua distorção a depender de quem seja beneficiado.
Ao tornar o deputado Bolsonaro réu num processo injusto e cafajeste, iniciado através de uma acusação falsa, o STF agiu como censor, manipulador da lei, abusou do poder e tornou-se passível da acusação de tentar alterar uma eleição na marra, já que o deputado é candidato presidencial e tem potencial de causar problemas ao establishment político nacional.
Um tribunal que passa vergonha na lava-jato, sendo tomado como antro de impunidade pela voz das ruas, deveria ter mais pejo ao tratar um sujeito que recebeu mais de 400 mil votos e que pode ser chamado de tudo, menos corrupto ou mentiroso, diferente de Dilma Rousseff, das pedaladas e do petrolão, protegida por procrastinações aceitas naquele mesmo tribunal.
Só que essa manobra grotesca pode ter o efeito inverso. Cada vez mais as pessoas perceberão a perseguição ideológica, a instrumentalização do STF, os dois pesos e duas medidas - tente processar um petista ali - e Bolsonaro pode ver seu nome assumir de vez proporções nacionais.
Mas isso não importa. O fato é que a lei e a justiça foram violentadas nessa decisão ridícula e imoral do STF. Nesse arremedo de processo.
E cada dia mais o que era para ser uma corte suprema se rebaixa ao nível de um corpo de jurados de programa de calouro.
É o STF do mundo de Caras. E dos caras de pau.

domingo, 19 de junho de 2016

Veio porque quis

Longe de mim ser ufanista. Quem me conhece sabe que ninguém é melhor do que eu para malhar o Rio de Janeiro e o Brasil, nesta ordem. Não fosse uma citação indesejável ao - horresco referens - Chico Petralha, pediria até que "afastem de mim este cálice".
Mas tenho observado uma saraivada de diatribes dirigidas à olimpíada do Rio vindas do exterior que tem me deixado incomodado.
Nada de relativizar problemas e falências morais e nacionais envolvidas com o evento, afinal, o país do SUS e da educação do Paulo Freire - fora o resto - jamais poderia organizar sequer um mundial de peteca, quanto mais uma olimpíada.
Será um evento realizado numa cidade que boia em cocô e é rodeada por favelas com direito a valas negras, violência e terrenos baldios. Aliás, o Brasil é um terreno baldio à beira-mar cheio de garrafas pet, sacolas de supermercado e urubus.
Sou eu que afirmo isso, não preciso que um gringo venha me ensinar.
No Rio a violência é insuportável e impune. Já estive em Sderot, fronteira com a faixa de Gaza, e posso garantir que a sensação de segurança lá é maior do que na avenida Brasil.
No entanto o primeiro lugar onde fui assaltado na vida foi em Miami. Não quero com isso minimizar e comparar nada, já que os níveis de violência mundo afora são muito melhores do que no Brasil, desde que este "mundo afora" não seja o Iraque, a Síria, a Somália ou o Paquistão, mas isso não é vantagem alguma.
Só que também não é escusa para que um alemão ou americano venham se escandalizar com os perigos de sua vinda ao Brasil para a olimpíada, por exemplo.
O cara tem toda a razão de reclamar das epidemias, das águas imundas, do risco de ser assaltado, das obras inacabadas, do cacete a quatro, mas ele tem um opção que eu e nem os demais pagadores de impostos do Brasil tivemos: pode não vir.
Não pedi essas olimpíadas, me dá náusea ver como promessas não foram cumpridas, como o transporte e a poluição continuarão uma merda, como o dinheiro do país foi mal gasto em obscenidades supérfluas enquanto o povo morre de fome ou doença, como o real legado disso tudo será uma dívida que eu e as futuras gerações pagaremos.
No Brasil, onde se trabalha em torno de quatro meses por ano para pagar impostos e a única coisa que funciona bem e sem falhar é o sistema de arrecadação, todo cidadão é um escravo do governo.
Por isso mesmo quem tem o direito de se indignar com toda essa palhaçada é o cidadão que está pagando por esta bosta. Os demais podem meter o malho à vontade, é lógico, mas sem esquecer que tudo isso não passa de uma competição por medalhas, nada mais.
Por esta razão estou cagando solenemente para a impressão do "visitante". Se vai gostar ou não, se o cheiro de merda na linha vermelha vai incomodar seu nariz, se vai achar o metrô um trem de levar gado ou se vai perder algum evento porque ficou preso no engarrafamento.
E você, visitante, não me leve a mal, mas só digo isso porque quando tudo acabar você vai pegar um avião e voltar para sua casa. E a minha preocupação é com os que ficam, com os que não vão levar "péssimas impressões" para lugar nenhum porque as "péssimas impressões" são o seu cotidiano, já que moram nesse arremedo de país e não têm/tiveram escolha quanto a isso.
Você teve, veio porque quis. E não foi por falta de aviso.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A teta

Os já conhecidos sites sujos que ganhavam dinheiro roubado do pagador de impostos para fazer o papel de obreiros do PT na internet berraram - eles sempre berram - que o governo Temer "cortou até a comida" da ex-presidente no palácio da Alvorada.
A própria Dilma, fiel à sua prática de disseminar mentiras e versões desonestas, postou na internet uma foto com um saco de bombons que uma criança enviou com peninha porque ela "passava fome".
Mas esse teatro do ridículo protagonizado pelo PT é bom porque chama atenção para uma ópera do absurdo que acontece no Brasil e incrivelmente todos acham normal.
Um presidente ou parlamentar recebe em torno de 30 mil reais de salário. Agora pense aqui comigo: quanto você ganha por mês? Aposto que a maioria das pessoas ganha menos do que isso.
Com 30 mil reais mensais qualquer pessoa concatenada vai pagar suas contas, separar um dinheiro para suas férias, investir, trocar de carro de vez em quando e até guardar um pedaço.
Mas nossas "excelências" além disso ainda contam com auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 92 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30.416,80 a R$ 45.240,67 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas. Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo, ressarcimento de gastos com médicos.
Daí que a ex-"presidenta" ache que a estão deixando com fome por cortar um tal "cartão de suprimento", mesmo recebendo 30 mil reais por mês, casa, comida e roupa lavada.
Temer acertou em cheio ao cortar essa boquinha, mas erra feio ao não propor que TODAS as boquinhas sejam cortadas. Um presidente, ministro ou parlamentar deve até receber 30 paus por mês, plano de saúde e só.
Ele que use esse dinheiro para pagar suas passagens aéreas, seu aluguel, suas compras e a gasolina do seu carro.
Absurdo é o país não considerar isso um absurdo e aceitar pacificamente que o cidadão que acorda todo dia, vai trabalhar, ganhe sua vida honestamente e pague seus impostos seja tratado como uma teta.
Uma teta que nunca seca.

terça-feira, 14 de junho de 2016

A intolerância dos tolerantes

Uma coisa é a tolerância, outra coisa é a idéia de tolerância que o politicamente correto faz.
A palavra em si já diz muito: tolerar, a "capacidade de uma pessoa ou grupo social de aceitar outra pessoa ou grupo social" ou ainda "a atitude pessoal e comunitária de aceitar valores diferentes daqueles adotados pelo grupo que pertença originalmente".
E, convenhamos, aceitar é algo bem diferente de gostar. Mas vamos em frente.
O politicamente correto não pede apenas que você aceite, aliás, pede não, exige, porque eles nunca pedem nada, sempre exigem e de preferência aos berros. Eles não querem apenas que você deixe o outro em paz, mas te obrigar a GOSTAR dele.
Note, não falo em sair por aí batendo nas pessoas, ofendendo ou constrangendo, mas simplesmente reservando-se ao direito de não gostar.
De não gostar de gordos, de gays, de feministas, de comunistas, de gente tatuada, de brancos, de pretos, de índios, de argentinos ou mesmo de brasileiros.
Eu mesmo tenho tatuagens (pasme, um reaça tatuado) e acho que qualquer um tem todo o direito de não gostar e de não se relacionar comigo por isso. Pior para a pessoa que não vai me conhecer e talvez descobrir coisas que possa gostar em mim, que sou tão modesto quanto cheio de qualidades.
Só não admitiria ser impedido de entrar em algum lugar ou ser ofendido na rua por ter a pele rabiscada, pois a pessoa estaria saindo do espaço dela e invadindo o meu. Mas tirando isso, ela pode não querer falar comigo, não querer me deixar entrar na sua casa, não querer nem olhar para a minha cara.
Sinceramente não sei se EU quero conhecer quem não gosta de gente tatuada. Eles que se danem.
Por que será então que grupos militantes de todos os tipos não pensam o mesmo? Ora, porque essa gente é totalitária.
Não lhes basta poder celebrar uma união civil, não, eles querem também casar na igreja (de preferência aquelas que não os aceitam). A mulher se liberou como nunca nas últimas décadas, mas vemos a tal "Marcha das Vadias" lutar pela transformação da fêmea num macho mal acabado.
Repito: agredir ou violar os direitos constitucionais de outro não é só falta de educação, mas é crime. Deve ser combatido na forma da lei. Mas gostar ou não é uma questão pessoal que normas e leis só conseguem fazer com que o outro finja, se tanto, e se cale. E o nome disso é, sim, censura.
Qual seria o próximo passo? Regulamentar o amor? Uma cota obrigatória de carinho e afeto distribuída igualitariamente por todos os grupos representativos da sociedade?
Juro que se a pessoa não quiser me bater, me jogar ovos ou cuspir em cima, ela pode dizer que não gosta de mim na boa. Não preciso da aprovação dos outros, quero apenas que me respeitem.
Mas o politicamente correto e as "militâncias" espalhadas por aí não querem apenas respeito, querem invadir a sua mente e te obrigar a GOSTAR de algo ou alguém que eles acham que você deve gostar.
Não se pode ser mais autoritário do que isso.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O massacre em Orlando

Como todo mundo já deve estar saturado de opiniões sobre o atentado terrorista ocorrido em Orlando - e isso é só o começo, aguardem no local porque os textões vão virar teses, livros e palestras -, serei bem sucinto:
O que houve em Orlando foi um encontro da diversidade com a tolerância: a diversidade estava armada até os dentes e fuzilou a tolerância.
Dito isto, preciso apenas lembrar como a esquerda - as always - utiliza qualquer miséria humana para, nesta ordem, confundir cabeças fracas e impor sua agenda.
O assassinato em massa aconteceu num local onde era proibida a entrada de pessoas armadas. Qualquer símio que realiza truques de circo conseguiria juntar uma peça à outra e concluir que a proibição de armas no local não impediu o massacre.
Mas a esquerda diz que a solução é proibir mais.
O assassinato em massa foi cometido por um muçulmano horrorizado com a liberdade que gays têm nos Estados Unidos. Qualquer frango desfiado que sabe que milho em conserva só estraga o arroz à grega lembraria de Paris, de Bruxelas, de Tel Aviv, do ISIS, dos aiatolás atômicos do Irã e da intolerância do islã com o diverso e concluiria que trata-se de um problema muçulmano que o mundo precisa enfrentar.
Mas a esquerda diz que o problema são os conservadores, os homens brancos cis, os cristãos e a "islamofobia".
Junte esses fatos acima com outras declarações estúpidas no estilo "com o conservadorismo e a bancada evangélica em breve essas coisas acontecerão no Brasil" e você percebe facilmente que o ocidente tem hoje dois problemas que se retroalimentam: a cultura bundamolista ocidental fantasiada de tolerância, que abre portas para aqueles que odeiam o ocidente, e uma religião que, atualmente, é a única ou pelo menos a maior fonte de matança por razões religiosas do mundo.
Temperando isso temos o mau-caratismo da esquerda, que prefere morrer com o pescoço cortado por um muçulmano do ISIS do que permitir que o seu vizinho diga livremente o que pensa e tenha uma posição política diferente da sua. Nesse caso a diversidade que vá plantar batatas.
Afinal, esquerdista sempre confunde "discurso de ódio" com discurso que ele odeia.
E chegamos neste ponto. Discordar de um gay é "homofobia" caso você seja ocidental, branco, hétero e pagador de impostos, mas caso você seja um muçulmano de turbante e barba de hipster, aí você pode até atirar gays do alto de prédios, porque faz "parte da sua cultura".
Pronto, pode voltar ao debate sobre o Master Chef.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Brasileiros e chimpanzés

Ideologia de gênero, gente que se ofende com termos como "tempos negros" ou "denegrir", banheiro unissex para marmanjos fantasiados de bloco das piranhas usarem o mesmo ambiente que adolescentes, gente que pensa que igualdade é detestar o outro seja ele homem/branco/hétero e passar os dias enchendo o seu saco, pessoas susceptíveis ao extremo que, se pudessem, criminalizariam a opinião e até as piadas.
Fora um país sabidamente quebrado por uma quadrilha de corruptos, marginais e parasitas que roubaram até o fundo de pensão dos carteiros ainda contar com um exército de boçais e palermas que os apoiam por serem serviçais de uma ideologia assassina, liberticida e idiotizante.
Um semi-analfabeto ladrão que traz numa coleira invisível professores universitários, ditos "intelectuais", artistas, estudantes e demais toupeiras que confundem esclarecimento e consciência social com culpa de classe.
Tudo à nossa volta destruído não por americanos, europeus ou loiros de olhos azuis, mas pelos próprios brasileiros, essa gente malemolente, miscigenada e que mora no "país do futuro", polui o ar e as águas, trata uns aos outros com o máximo de grosseria e agressividade e segue voluntariamente escravizado por uma das classes políticas mais imundas e asquerosas do mundo.
Educação inexistente, escolas transformadas em madraçais que cospem talibãs vermelhos repetidores de slogans em universidades piores ainda, saúde em situação crítica, infra-estrutura de quinto mundo, pobreza, favelização, cidades feias e caóticas.
E no final nos vemos patinando sobre discussões importantíssimas como o uso de shortinho por meninas nas escolas, kits gays para crianças, se funk é cultura (óbvio que não é), remoção de símbolos religiosos de prédios públicos ou se as torcidas de futebol e propagandas de cerveja são "machistas demais", fora o resto.
Sinceramente, mais uma ou duas gerações desse jeito e o brasileiro estará andando de quatro e sendo domesticado por chimpanzés.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Órgãos vitais e órgãos públicos




Li, chocado, no Globo de domingo que 153 órgãos destinados a transplantes se perderam porque os aviões da FAB estavam muito ocupados atendendo a 716 requisições de "autoridades" e que em 86 destas, estas "autoridades" estavam indo ou voltando de suas casas a passeio.

Como doador declarado - e peço aqui que cada um de vocês encha o saco da minha família no dia que eu me for, para doar TUDO e, se necessário, só me enterrar com o topete e as pestanas - isso machuca na minha alma.

O transplante de órgãos não é apenas um tratamento qualquer para diversas doenças, o transplante de órgãos é vida. Não só vida no sentido de viver ou morrer, mas no sentido de viver ou sobreviver às vezes de forma limitada e angustiante.

Quem doa seus órgãos em vida (os possíveis) ou após a morte, dá a um semelhante a oportunidade de uma nova vida. De amar, viajar, sonhar, ser você mesmo, enfim, não existe presente maior. 

Sugiro a cada um de vocês que se cadastre como doador, converse com suas famílias e seja uma ínfima partícula do que foi Jesus Cristo, aquele que se deu Todos para que tivéssemos vida, para um outro ser humano.

Um país que permite isso não é um país, não é nem um galinheiro. É indigno sequer de existir. Essa farra de aviões da FAB precisa acabar hoje. Se só terminar amanhã já terá durado tempo demais.

Mas, por sorte, essa denúncia foi feita essa semana e não há quatro semanas atrás, quando o governo do PT acusaria a imprensa de atacá-lo com pretensões políticas, cuspiria números para mostrar que o sistema de saúde brasileiro é tão bom quanto o sueco e formaria uma comissão para estudar o problema.

Com todos os seus defeitos, o presidente Temer não possui o pior deles para um político brasileiro: ser do PT. Por isso mesmo baixou um decreto determinando que pelo menos um avião da FAB fique permanentemente à disposição para órgãos e pacientes a serem transplantados, tentando fechar essa chaga aberta na face da nação.

As 153 oportunidades de vida perdidas para que 716 inúteis que ganham muito bem e podem pagar suas passagens pendurassem mais uma conta no bolso do pagador de impostos jamais serão recuperadas.

Mas é nosso dever garantir que nem uma sequer a mais seja perdida.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

A culpa é dos outros

A culpa pela "cultura do estupro" é do pai de família que está quieto em casa cuidando da vida, é da dona de casa que optou por ser "oprimida", é dos filmes, é das piadas, é do Danilo Gentilli, é do governo Temer, dos coxinhas, da elite branca, da burguesia, da educação tradicional, das pessoas que frequentam igrejas, das propagandas de cerveja, de quem assiste vídeo pornô, de homem que gosta de mulher, do "fiu-fiu", da Gillette, do patriarcado, do capitalismo, da polícia, da mídia golpista, etc.
A culpa pela "cultura do estupro" não é de quem afirma que "toda mulher é vadia", faz monografia sobre a Valesca Popozuda, diz que funks que tratam mulheres como vadias, cachorras e periguetes é cultura, bagunça a cabeça de crianças ensinando que não existem sexos, que família é construção da sociedade opressora, que se drogar é lindo, que sair por aí com os peitos de fora é um posicionamento político respeitável, que escola não é para aprender e ensinar coisas mas para "desconstruir valores", que relativiza crimes e defende criminosos e corruptos, que impede o cidadão de bem de se armar e se defender, que justifica tudo como problema social, que relativiza até valores básicos como o certo e o errado.
Ou seja, a culpa da tal "cultura do estupro" é das pessoas não fazem nada para promovê-la, pelo contrário, que são atacadas diariamente por valores que levam justamente à ela, isso praticado ironicamente pelas pessoas que as acusam disso.
Parece psicótico. E é.