terça-feira, 28 de junho de 2016

As mulheres e a Igreja Católica


Hoje li um desses boçais de internet dizer que a Igreja Católica não deveria "pedir desculpas" à mulheres, gays, "minorias", etc., mas transferir seus bens para "movimentos sociais" como forma de compensação.
Como sempre esses socialistas de botequim só querem duas coisas: meter a mão no que é dos outros e distribuir o que não é deles.
Só que o assunto não é esse, é sobre a tal "intolerância" e "atraso" que a Igreja supostamente representa para a sociedade e para alguns grupos de pessoas.
Thomas Woods já destruiu completamente esse mito no seu incontornável livro "Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental", onde demonstra que a universidade como a conhecemos, o direito, a moderna economia, as instituições de assistência e previdência e até mesmo o conceito do ser humano como um ser único e especial são legados da Igreja à humanidade.
Não fossem seus monges, escolásticos, filósofos, filantropos, nem a arquitetura e as artes plásticas seriam como as conhecemos.
Mas nada melhor do que provas para deixar isso ainda mais claro.
A instituição medieval (como se isso fosse uma ofensa), retrógrada, opressora, perpetuadora do patriarcado e da submissão da mulher (como se a feminista-média de cabelo mal pintado e peito de fora fosse a representação de todas as mulheres), curiosamente é a mesma que tinha a americana Mary Kenneth Keller como uma de suas freiras.
Irmã Mary foi a primeira mulher da história a conquistar um PhD em ciência da computação e a primeira mulher a trabalhar no departamento de computação do Dartmouth College, que na época só admitia homens.
Nesta instituição ela colaborou com o desenvolvimento da linguagem BASIC, que facilita o desenvolvimento de softwares por não programadores.
Para se ter idéia, o BASIC continua popular até hoje, 31 anos após a morte da irmã Mary, influenciando programas como o Microsoft Visual Basic. Em 2006 uma pesquisa indicou que 59% dos programadores usavam o Visual Basic como sua única linguagem.
Irmã Mary acreditava que computadores devem servir para facilitar o acesso à informação e promover a educação e deixou quatro livros escritos sobre o assunto.
Ela não é uma "desculpa" ou mesmo uma justificativa para os detratores da Igreja Católica. Sua vida de mulher religiosa, produtiva, intelectualmente brilhante e vencedora é a prova de que estes estão redondamente errados.
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