quinta-feira, 28 de julho de 2016

A onda conservadora não só é salutar, mas necessária

Trump diz: "As forças armadas estão sucateadas". Obama afirma: "Trump diz que nossos soldados não prestam". José Serra diz: "Para os políticos homens o México é um perigo, já que aqui metade das senadoras são mulheres". A imprensa esquerdista noticia: "Serra diz que mulheres na política são um perigo".
Não interessa o que você diga, a mente doentia de um esquerdista vai sempre distorcer tudo somente para reafirmar a sua própria visão psicopata do mundo.
Veja outro caso envolvendo o candidato republicano Donald Trump: o partido democrata foi apanhado manipulando as suas primárias a favor da candidata Hillary Clinton. Algum hacker invadiu os emails do partido e a Wikileaks divulgou tudo.
Prontamente os democratas acusaram Trump de estar "em conluio com a Rússia" para vencer a eleição e facilitar as coisas para Vladimir Putin, sendo que até agora não se sabe de onde a Rússia saiu nessa história.
Como são especialistas em manipulação de narrativas, o que era uma fraude numa eleição interna virou uma diatribe sobre o candidato republicano ser um agente russo ou algo assim.
Isso porque há quatro anos o próprio Obama zombou do então candidato Mitt Romney quando este disse que o país de Putin era o grande adversário geopolítico dos Estados Unidos.
Naquela época o presidente ação afirmativa disse que "os anos 80 ligaram e pediram a guerra fria de volta". Hoje, quatro anos depois, ele mesmo diz que "é possível que Trump esteja envolvido com a Rússia".
Como se vê, o que lhes serve é usado sem pudor, do jeito que for.
É quase como o que aconteceu numa manifestação durante a convenção democrata, onde membros do partido "pós-racial" e da "diversidade" mandaram que brancos fossem para o fundo, deixando apenas negros e pardos na frente.
Se você automaticamente lembrou dos ônibus da época da segregação racial não está sozinho, mas eles dirão que é outra coisa, outra razão e que o errado e racista é você.
Daí é fácil explicar a tal "onda conservadora" mundo afora. As pessoas encheram o saco da esquerda. Mas não se cansaram simplesmente da esquerda, encheram o saco é de tudo que é tipo de gente dizendo o tempo todo que elas tem que sentir culpa por tudo.
Porque o problema da esquerda é morrer de medo do bom senso. Qualquer coisa que faça sentindo os apavora, porque eles não fazem sentido nenhum.
P.S.: O Serra não é de direita, mas como não pertence à seita é tratado como se fosse.

terça-feira, 26 de julho de 2016

A carteirada do gari e o salário do promotor


Um promotor é um profissional importante para um país? Com toda a certeza, como neto de um promotor, tenho todos os motivos para admirar a profissão.
Juízes, delegados, defensores públicos, oficiais de justiça, todos, sem exceção, são profissionais importantes para qualquer país onde não seja o comissário indicado pelo ditador ou caudilho que resolve tudo na base da borrachada no lombo dos outros.
Mas médicos, enfermeiros, dentistas, professores, todos estes também são e talvez, com todo o respeito, até mais. O sistema judiciário é uma garantir para a sociedade democrática, mas, por definição, geralmente só atua onde a esta sociedade já falhou ou está prestes a falhar.
Professores formam cidadãos, quer dizer, assim que o escola sem partido for aprovado, porque por enquanto formam militantes. Médicos e enfermeiros salvam vidas. Dentistas, na sua atividade que reúne medicina, engenharia, mecânica, arte em uma só, contribuem para uma sociedade mais feliz e saudável.
Vivemos no país da carteirada, mas o curioso é que, dependendo da sua situação, até o gari pode dar uma. Experimenta ver o que acontece se o gari parar de recolher lixo na rua de um juiz, por exemplo. Quero ver o meritíssimo conseguir tirar o carrão da garagem.
O que quero dizer com isso tudo é que, no mínimo, estes profissionais e outros tantos merecem o mesmo respeito, consideração e reconhecimento que juízes, promotores, etc.
Mas não parece ser essa a opinião do nosso poder público.
Lendo dois editais publicados no Rio Grande do Sul, não pude deixar de ficar chocado com a discrepância de salários entre promotores e médicos. Um concurso, para o ministério público, oferecia um salário de 22 mil reais, enquanto outro, para diversas modalidades médicas, oferecia até 3,2 mil reais.
O que justifica essa diferença de mais ou menos 18 mil reais mensais? Quem me disser que um promotor tem mais responsabilidade ou um trabalho mais importante do que um cardiologista ou um gastroenterologista eu mandarei cancelar o plano de saúde e ir curar dor de cabeça no tribunal.
O que acontece é que o Brasil é um país erguido sobre uma estrutura antiquada, falida e bizarra. Somos o país dos "doutores" que não são doutores. Todo mundo quer fazer direito pra "prestar concurso", porque pagam os melhores salários.
Uma gigantesca estrutura burocrática representa um simulacro de justiça mas só existe na para justificar uma burocracia que vive deste mesmo simulacro de justiça. É o dilema do ovo e da galinha inútil e bem remunerado.
Isto porque enquanto o país for regulado, governado e dominado pela e para uma guilda, esse tipo de absurdo vai ser considerado normal e se perpetuar. Não interessa se é nível municipal, estadual, federal, é um absurdo de qualquer jeito.
Um promotor ganhar 3 mil seria mesmo um absurdo, mas um médico ganhar isso enquanto um promotor ganhar sete vezes mais é um absurdo maior ainda.
Passou do tempo da república dos doutores virar a república de todos.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Crie os seus comunistas em casa

Não vejo um só motivo decente e honesto contra, vejo todas as razões a favor.
Um sujeito covarde não pode se aproveitar de sua posição de superioridade como professor para molestar intelectualmente os filhos dos outros com ideologias fracassadas e que só servem para pelegos, vagabundos e liberticidas.
Escola não é para ser "crítica", é para ensinar matérias que preparem o aluno, para mostrar DIVERSAS visões de mundo e, principalmente, para respeitar o papel da família na educação das crianças e não usurpá-lo.
O que há hoje no Brasil é palanque para petista, comunista, psolento e demais lixos ideológicos transformarem o filho dos outros em papagaio repetidor de chavões e teorias que jamais deram certo em lugar algum.
Quer criar um comunista miniatura? Tenha SEUS filhos e faça isso com eles NA SUA CASA, deixe os filhos dos outros em paz.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

O ocidente e o islã

Não sei se as pessoas estão ligando os pontos, se não estão por preguiça ou se estão mas pouco se importam, mas o fato é que só não vê quem não quer: o modo de vida ocidental, este onde "vítimas" do machismo andam de tetas de fora na rua sem serem importunadas, ou da "homofobia" podem se unir civilmente e até adotar crianças, ou do "racismo" elegem um presidente negro da nação mais poderosa do mundo ou ainda da "malvada" Igreja Católica debocham da crença alheia livremente onde quiserem, este modo de vida encontra-se ameaçado seriamente.
Por um lado um contingente insustentável de imigrantes predominantemente homens, muçulmanos e sem nenhum tipo de checagem de antecedentes literalmente invade a Europa e começa ali a espalhar um império do terror e do medo.
Ataques com facas, machados, estupros coletivos na Alemanha, bombas, caminhões, tiros em boates, todos curiosamente gritando "alahuakbar" não me deixam mentir.
Por outro lado o Oriente Médio, com a ajuda da política externa desastrada do governo Obama-Hillary e da frouxidão do resto do Ocidente está virando um campo de treinamento de jihadistas.
Mal ou bem ditadores canalhas como Saddam, Khadafi ou Mubarak mantinham esses lunáticos islâmicos na coleira e a ameaça que eles representam sob controle. Com a queda deles, Saddam por culpa do Bush Jr., não precisa me lembrar, virou tatu bola na ladeira.
Para agravar ainda mais a situação a Turquia, estado fundado sob a égide do secularismo está sofrendo há anos um ataque do islamismo mais nefasto, com tendência a se consolidar agora que um golpe fajuto serviu para que o "aiatolá" Erdogan prenda opositores, casse juízes e endureça de vez.
Quando eclodiu o "golpe" de 15 de julho de 2016 eu avisei: se isso não for de verdade ou se esse golpe não funcionar, a Turquia será um novo Irã. E infelizmente minhas previsões se mostraram corretas.
Frente a isso tudo o que o Ocidente faz? Eu digo: coloca filtros nas fotos do Facebook, lança hashtags no Twitter, vai para a rua abraçar praças e monumentos "desafiando" os terroristas, cria mais leis contra "discurso de ódio" e "islamofobia" e continua sem atacar o problema como deve.
Cada vez que um refugiado muçulmano acha que uma cidade da Europa é Raqqa e manda ver, deixando um rastro de vítimas, temos que ter coragem de responder uma simples pergunta: problema é mesmo a "islamofobia" ou é o islã?
A Europa simplesmente está vendo agora como seria viver em Israel sem medidas de defesa.
Logo não precisa nem inventar a roda, basta ir em Israel e ver como lidam com terroristas lá e copiar. Garanto que eles até ajudam. Israel é cercados de inimigos que odeiam o país, no entanto é mais seguro andar em Tel Aviv do que no Rio. Acho que eles têm algo a ensinar.
O que foi feito até aqui não funcionou. Quantas vítimas mais serão necessárias até que dona Angela Merkel e demais líderes ocidentais tomem uma atitude para que a pena dos bons não faça deles mesmos vítimas dos maus?

sábado, 16 de julho de 2016

Golpismo for dummies


Petralhas e demais esquerdopatas, os acontecimentos de hoje na Turquia são uma excelente oportunidade para dar de graça uma aula de golpismo 101. Vamos lá.
Tanques na rua, toque de recolher, lei marcial, um presidente fugido no exterior, tiros em manifestantes, supressão de todos os direitos coletivos e individuais, militares no poder.
Prazer, isso é um golpe.
Cidadãos oferecendo um processo que é aceito pela câmara dos deputados, passa por uma comissão, é aprovado por maioria constitucional da casa, depois é enviado ao senado, também passa por uma comissão, é aprovado pelo plenário, volta para uma comissão fazer uma segunda etapa de julgamento, deverá voltar ainda novamente ao plenário, tudo regulado pela suprema corte, conduzido em sua fase final pelo presidente da suprema corte, com direito a advogados pagos pelo contribuinte defendendo o presidente afastado, com este vivendo num palácio e sendo sustentado pelo pagador de impostos, rodando o país fazendo escândalo por causa do cargo que perdeu, seus partidários ocupando prédios públicos, fazendo manifestações nas ruas, seu partido atuando livremente no congresso, seus movimentos sociais enchendo o saco do país, fora o resto.
Muito, muito prazer, isso não é um golpe.
Se eu soubesse poderia desenhar, mas caso você ainda não tenha entendido posso pedir para alguém desenhar pra mim.
Era isso, fim da aula.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O bandido vai querer punir o crime?

Rodrigo Maia, do democratas, foi eleito presidente da câmara com o apoio do PT, do PC do B e demais setores lulistas da casa. Em troca, ao que parece, ajudou a enterrar a CPI da UNE entre outras bondades para a companheirada. Até ontem era oposição renhida ao governo do PT.
Rogério Rosso perdeu apoiado pelo tal "centrão", cheio de aliados do ex-presidente Eduardo Cunha e contando com a simpatia do palácio do planalto, que torcia para qualquer um, menos para Marcelo Castro, candidato do mesmo partido do presidente Michel Temer, o PMDB.
Circulando entre estes dois principais candidatos tinha de tudo, até a Maria do Rosário, que retirou a candidatura antes de descobrir que menor infrator não vota naquela eleição.
Ao ser eleito Rodrigo Maia chorou, defendeu a união com a esquerda e deu as mãos para Waldir Maranhão, que conspirou junto com Lula pela sua candidatura, soltando um urro "é Maranhão!".
Como se vê, dependendo do que se tem a ganhar eles fazem conchavo com qualquer um, se juntam com qualquer um, mandam o pejo às favas e se unem até com quem chamavam de canalha no dia anterior.
Sabe o que é? Vinte e tantos partidos sem ideologia, sem programa, sem nenhum objetivo a não ser o de cabalar votos de dois em dois anos e assim garantir acesso às arcas do tesouro. Ali vale tudo, só não vale perder um bom negócio.
É por isso que jamais haverá uma reforma política no Brasil - com cláusula de barreira e diminuição do número de partidos - porque esse ambiente de lupanar favorece a promiscuidade. O sujeito faz o que quer porque não tem a quem responder.
Sem identificação com algum partido, o eleitor fica perdido por aí, num autêntico movimento browniano político-eleitoral, não fazendo a menor idéia de quem está ao seu lado, porque muitas vezes não sabe nem qual é o seu lado.
Essa é a serventia de vinte e tantos partidos. Como ninguém é de ninguém, todo mundo é de todo mundo e fica liberado fazer aliança com qualquer um.
Se no Brasil existissem dois, três ou até quatro partidos apenas, o eleitor saberia em quem e em quê votou. Dessa forma cobraria do seu representante alguma coerência, coisa que atualmente não há.
Não é questão de perder a tal "pluralidade" ou de "dividir o país", mas de separar coisas diferentes. Se tivéssemos um sistema político normal, o sujeito teria um lado OU outro e não essa suruba do icoságono político, onde a ideologia é a da conveniência e todo mundo está em todos os lados.
Quem sabe daqui a uns muitos anos, quando o restante do mundo já estiver politicamente no século 22, o Brasil saia do século 20.
E dos 20% de "taxa de sucesso" para suas excelências.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Me dá cota


- Uma frase.
- Deixe seu cabelo natural, mana, as minas não devem seguir padrões, negro é lindo.
- Um ídolo.

- Beyoncé.

- Mas ela alisa o cabelo e pinta de loiro.

- O que quero dizer é que temos o direito de usar o que quisermos e merecemos ser respeitadas independente disso.

- Poxa, que legal sua visão, todas livres.

- Todas é o caralho, branca de turbante não pode.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Escola sem partido

Um cidadão escreveu no Twitter: se um negro é morto pela polícia, isso é a prova definitiva do fascismo e racismo policial, se um gay aparece morto é a certeza de que foi um crime de ódio motivado pela "homofobia", se um muçulmano explode milhares de pessoas enquanto grita "allahuakbar", não podemos nos precipitar e tomar conclusões apressadas.
É esse tipo de pensamento, se é que pode ser chamado de pensamento, que a educação atual, se é que pode ser chamada de educação, enfia na cabeça das pessoas, se é que elas ainda tem alguma.
Veja o exemplo do "escola sem partido". A proposta é simples: um fracassado de meia idade não pode se aproveitar de uma posição de superioridade para doutrinar o filho dos outros em sala de aula.
Pode falar de comunismo, socialismo, o escambau, mas tem que manter um distanciamento necessário para que não se transforme num molestador intelectual panfletário. Não me parece algo que se possa discordar em sã consciência, mas não há sanidade e muito menos consciência na esquerda.
Por isso nos deparamos com o curioso fenômeno do país onde "não há doutrinação nas salas de aula" mas há uma reação raivosa por parte dos profissionais de ensino que consideram uma lei coibindo a doutrinação nas salas de aula como "censura". É como se alguém que não rouba achasse um absurdo leis que punem o roubo.
Nunca vi profissionais de um ensino tão sem doutrinação como o brasileiro se revoltarem tanto contra leis que proíbem o que não existe. Afinal, eles se acham no DIREITO e, pior, no DEVER de enfiar porcaria na cabeça de crianças e adolescentes, como se as famílias e a sociedade que os sustenta não pudesse fazer nada a respeito.
Dizem que a educação precisa ser "crítica" e "desconstruir" conceitos. Sinceramente, esse método só conseguiu duas coisas: deixar a educação em situação crítica e desconstruir o intelecto dos estudantes, que se transformaram em meros papagaios repetidores da agenda dos comunistas de galinheiro.
Estudante precisa é aprender ortografia, matemática, geografia, etc. Para fumar maconha, andar por aí sem banho, não querer nada com estudo ou com trabalho e virar um vagabundo de partido ou sindicato não precisamos de escolas.
Não, educação não precisa ser "crítica", a educação precisa educar. Para formar um monte de Caetanos Velosos ou Ticos Santa Cruz falando bobagem por aí já basta a TV, a "música", a "arte" nacional e, claro, os coletivos e partidos de esquerda.
Escola sem partido é escola sem cretinice, canalhice e estupidez, enfim, é o que uma escola tem que ser.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A honestona

Veja se você entende: o mentor é corrupto, os tesoureiros são corruptos, um monte de ministro é corrupto, o marqueteiro é corrupto, a base de sustentação no congresso é corrupta, os conselheiros são corruptos, a melhor amiga é corrupta, se bobear até o carregador de malas é corrupto, mas "a mulher é honesta".

sexta-feira, 8 de julho de 2016

E se eu fosse o Eduardo Cunha?

E se eu fosse o Eduardo Cunha?

Bom, pra começar não me envolveria no tipo de coisa da qual ele é acusado. Mas como bem diz a frase "da qual ele é acusado", precisamos de um processo julgado para afirmar que as acusações são verdadeiras.

O ponto não é esse.

O ponto é: o que poderia fazer um presidente da câmara acuado por denúncias de um procurador geral cada vez mais apetralhado, pela acusação de ter mentido em uma CPI e por denúncias que envolveram ele e sua família?

É quase certo que Cunha tentou algum tipo de barganha com o impeachment, mas é certo que o impeachment jamais aconteceria sem ele. Ou a redução da maioridade ou uma atuação da câmara que, depois de décadas, trouxe aquela casa de volta ao centro da política brasileira.

A câmara dos deputados de Eduardo Cunha trabalhou muito, trabalhou rápido e mostrou resultado que há muito não víamos.

Mas isso sozinho não o inocenta de nada. Ele precisará se defender como puder e este é um trabalho que cabe a ele. Só acho que ele mesmo poderia ter facilitado o seu trabalho. 

Como?

Simples: no dia seguinte da aprovação do processo de impeachment na câmara ele deveria ir até o senado, entregar o cartapácio e em seguida renunciar para "se defender do que é acusado e não deixar a casa parar no meio de uma batalha jurídica", como realmente acabou acontecendo.

Seu legado seria o afastamento da pior presidente da história do Brasil e ele sairia, como dizem por aí, "por cima". Retornaria aos bastidores e com certeza hoje não estaria na situação dificílima que sua insistência em permanecer nos holofotes o levou.

Provavelmente ainda seria um dos deputados mais influentes da câmara, elegeria seu sucessor e seria lembrado como o cara que abriu as portas para afastar Dilma e não o cara que foi afastado pelo STF.

Sua renúncia hoje, meses depois de quando deveria ter acontecido, pode aliviar um pouco a pressão, mas deixa de ter o sentido político e histórico que teria caso tivesse acontecido já no dia 18 de abril.

Conhecido durante um tempo como o "Frank Underwood" brasileiro, faltou à Cunha o timing para tomar uma decisão que acabou sendo obrigado a tomar depois, mas que poderia ser nos seus termos há três meses.

Too little too late. A não ser que Cunha Underwood seja mesmo um jogador que supere qualquer análise mais ortodoxa.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Os conservadores e as mulheres

Hoje os membros do parlamento do partido conservador do Reino Unido escolheram dois finalistas para disputarem o voto dos seus 150 mil filiados pelo posto de líder do partido e também primeiro-ministro do país, já que os tories detém a maioria no parlamento.
Para disputar a vaga de Davi Cameron e que também já foi de Margaret Thatcher, foram selecionadas Teresa May e Andrea Leadsom, fato que dará à terra da rainha sua segunda primeira-ministra da história.
Ah sim, ambas conseguem se comunicar perfeitamente na língua inglesa. Ainda não há notícias do surgimento de um "teresês" ou "andreiês" no Reino Unido.
E o melhor é que a cota que levou Teresa May e Andrea Leadsom a disputar a liderança dos tories e o cargo de primeira-ministra não foi uma lei obrigando a destinar X% de vagas para mulheres ou mesmo uma concessão do partido para ganhar biscoito de justiceiros sociais, mas foi só uma: a competência.
Duas mulheres disputando um dos cargos mais importantes e influentes do mundo, ambas pelo partido conservador.
Isso, aquele partido cheio de direitistas.
Esses machistas.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Torturadores e torturadores

Olha o naipe dessa gente que se diz "perseguido político da ditadura militar" e vê se algum podia prestar jovem, se não presta nem depois de velho.
Os caras voltaram na anistia e viraram governantes do país, de lá pra cá mataram mais de fome e no SUS e da roubalheira da corrupção endêmica, por exemplo, do que o DOPS e o DOI-CODI juntos.
Veja a brutalidade de uma população que não tem direito ao acesso à educação (e não porcariada doutrinadora), ao saneamento básico, à saúde, à mobilidade, aos confortos mais básicos da vida moderna.

Olhe uma favela, um ônibus na hora do rush, um trem de subúrbio, uma fila de posto de saúde, o preço da comida, a falta de mobilidade social através do trabalho.
Veja esse povo que não sonha, não planeja e se contenta apenas em ter um teto sobre a cabeça e a não morrer de fome.
No final das contas, quem é mesmo torturador?

terça-feira, 5 de julho de 2016

Eduardo Paes avisa: não esperem Londres ou Nova Iorque


Ué? O cara que diz que tem o melhor emprego do mundo, que administra a cidade mais linda do mundo, com as praias mais lindas do mundo, as ruas mais lindas do mundo, a ciclovia mais linda do mundo, que todo mundo inveja e queria morar agora dá um recado desse?

Dica aos turistas: não esperem Londres, Nova Iorque e nem Buenos Aires, Bogotá ou Santiago. Esperem algo próximo a uma favela na beira de um valão cercado de lixo com a calçada esburacada cheirando a urina e o trânsito engarrafado o dia todo.

Ah sim, espere que tudo custe o dobro do que custaria em qualquer outro lugar e uma dez vezes mais do que vale.

Lula e Dilma fizeram ALIANÇA com Sérgio Cabral que gastou o que tinha e o que não tinha para eleger o Luiz Fernando Pezão e também ajudar o companheiro Eduardo Paes, que fez CHAPA com o PT, e se elegeu e reelegeu prefeito contando ainda com o apoio do PC do B e da UNE, que em 2008 chegou ao cúmulo de difamar Fernando Gabeira chamando-o de "elitista" e "higienista".

Hoje, quando a farinha é pouca e todos cuidam do seu próprio pirão, um fala mal do outro como se mal se conhecessem.

E assim essa cidade que já era favelizada, feia, caótica, suja e falida, mas que ficou pior, que é o Rio de Janeiro, é a grande obra da aliança Cabral-Paes-PT, que inclusive tem o cargo de vice-prefeito.

Não esperem Londres ou Nova Iorque MESMO. Ainda mais porque lá essa raça toda já estaria é presa.

Rio, importador de restolho

Um dado curioso: Lindbergh Farias (PB), Ivana Bentes (AM), Jandira Feghali (PR), Leonel Brizola (RS), Jean Wyllys (BA), Alessandro Molon (MG), Carlos Lupi (SP), Cidinha Campos (SP), Jorge Bittar (SP), Babá (PA), Carlos Santana (ES), Vladimir Palmeira (AL), Sérgio Arouca (SP) e tantos outros, sabe o que toda essa gente têm em comum?
São todos esquerdistas farofeiros das mais variadas matizes que saíram de seus estados, onde teriam vida política pífia, e foram assombrar o Rio de Janeiro, local do Brasil que abriga os eleitores mais fanfarrões, idiotas e deslumbrados do mundo, que, desde que não tenham que largar o choppinho com sambinha à beira mar, elegem qualquer porcaria que apele para slogans de 50 anos atrás.
A união da esquerda caviar da zona sul com os bolsões de miséria de todo o seu entorno criou essa massa falida, ingovernável e praticamente inabitável que é o Rio, uma verdadeira briga numa rua de terra de uma favela ao lado do valão.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Sérgio Moro e a moral brasileira


Se eu fosse ter um filho hoje, colocaria seu nome de Fernando, isso porque não acho Sérgio bonito. E faria isso em homenagem a Sérgio Fernando Moro, um sujeito que, junto com uns outros poucos brasileiros de bem, está mudando os cornos feios e embolorados deste país.
Longe de mim fazer cultos à personalidade, detesto isso e não o faria com ninguém, mas creio que seria um bom exemplo quando contasse ao moleque porque esse é o nome dele.
E assim digo porque já tinha idéia da magnitude do que ocorre na República de Curitiba, mas a leitura do verdadeiro thriller de Vladimir Netto, "Lava Jato – O juiz Sergio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil', me fez ter certeza absoluta de duas coisas: que somos um povo de bundas-moles governado por bandidos psicopatas e que sem a lava-jato jamais poderíamos ter sequer a esperança de nos livrar deles.

Talvez não tivéssemos nem a idéia do tipo de facínora ordinário que faz parte da nata política e econômica do Brasil.

O roubo do seu dinheiro através da corrupção nas famigeradas e anacrônicas estatais serviu para tudo. Para enriquecer vagabundos que são autoridades e filhos de autoridades, para sustentar peruas que gastam milhares de dólares em compras no exterior, para engordar panças com picanhas e cascatas de camarão, comprar charutos, bebidas, financiar o sub-jornalismo bajulatório e gente decadente que vive de elogiar bandidos, pagar despesas de amantes, carrões, coberturas e até desfiles de escola de samba.
Seu dinheiro serviu para tudo, menos para te servir.
E a cada chicana, a cada sabotagem vinda de tribunais superiores, a cada mentira, a cada ameaça, a cada pressão política, o livro mostra que lá estava Sérgio Moro, preparado para frustrar os planos do lixo moral do país e para jogar luz sobre as catacumbas da corrupção brasileira.
Suas perguntas certeiras, seu rigor técnico, sua inteligência estratégica e uma equipe de delegados, procuradores e policiais que justamente por não terem preço, valem muito, proporcionaram ao Brasil uma rara oportunidade de vislumbrar o conteúdo do intestino grosso que é Brasília e suas entrâncias e reentrâncias país afora.
Gente que jamais imaginou sequer passar pela porta de uma delegacia a não ser em alguma inauguração de reforma superfaturada está há tempos atrás das grades. Milhões surrupiados por gente com a ética de uma barata foram congelados e recuperados. Empresas outrora intocáveis estão descendo de sua empáfia e tentando prestar contas ao país que assaltaram.
Ainda falta muito, muita gente ainda precisa ir presa e pagar pelo que fez, mas já é um começo. E que começo.
Fora que hoje cada brasileiro tem uma forma bem simples de avaliar se alguém presta ou se é um carrapato moral que não merece a convivência com pessoas de bem: basta perguntar ao interlocutor o que ele acha do juiz Sérgio Moro.
Dependendo da resposta, esconda a carteira e se afaste o mais rapidamente possível.