quarta-feira, 13 de julho de 2016

Escola sem partido

Um cidadão escreveu no Twitter: se um negro é morto pela polícia, isso é a prova definitiva do fascismo e racismo policial, se um gay aparece morto é a certeza de que foi um crime de ódio motivado pela "homofobia", se um muçulmano explode milhares de pessoas enquanto grita "allahuakbar", não podemos nos precipitar e tomar conclusões apressadas.
É esse tipo de pensamento, se é que pode ser chamado de pensamento, que a educação atual, se é que pode ser chamada de educação, enfia na cabeça das pessoas, se é que elas ainda tem alguma.
Veja o exemplo do "escola sem partido". A proposta é simples: um fracassado de meia idade não pode se aproveitar de uma posição de superioridade para doutrinar o filho dos outros em sala de aula.
Pode falar de comunismo, socialismo, o escambau, mas tem que manter um distanciamento necessário para que não se transforme num molestador intelectual panfletário. Não me parece algo que se possa discordar em sã consciência, mas não há sanidade e muito menos consciência na esquerda.
Por isso nos deparamos com o curioso fenômeno do país onde "não há doutrinação nas salas de aula" mas há uma reação raivosa por parte dos profissionais de ensino que consideram uma lei coibindo a doutrinação nas salas de aula como "censura". É como se alguém que não rouba achasse um absurdo leis que punem o roubo.
Nunca vi profissionais de um ensino tão sem doutrinação como o brasileiro se revoltarem tanto contra leis que proíbem o que não existe. Afinal, eles se acham no DIREITO e, pior, no DEVER de enfiar porcaria na cabeça de crianças e adolescentes, como se as famílias e a sociedade que os sustenta não pudesse fazer nada a respeito.
Dizem que a educação precisa ser "crítica" e "desconstruir" conceitos. Sinceramente, esse método só conseguiu duas coisas: deixar a educação em situação crítica e desconstruir o intelecto dos estudantes, que se transformaram em meros papagaios repetidores da agenda dos comunistas de galinheiro.
Estudante precisa é aprender ortografia, matemática, geografia, etc. Para fumar maconha, andar por aí sem banho, não querer nada com estudo ou com trabalho e virar um vagabundo de partido ou sindicato não precisamos de escolas.
Não, educação não precisa ser "crítica", a educação precisa educar. Para formar um monte de Caetanos Velosos ou Ticos Santa Cruz falando bobagem por aí já basta a TV, a "música", a "arte" nacional e, claro, os coletivos e partidos de esquerda.
Escola sem partido é escola sem cretinice, canalhice e estupidez, enfim, é o que uma escola tem que ser.
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