segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Japão à brasileira

Uma cidade escolhida para sediar os jogos olímpicos projetou um novo estádio que tinha um design esquisito e custaria muito dinheiro. Depois de uma confusão enorme resolveu abandonar aquele projeto e fazer um concurso para escolher outro.
O vencedor mostrava toda a beleza e peculiaridade da arquitetura local, integração com a natureza, sustentabilidade e custo menor.
Feito em grande parte de madeira e vidro, esse design logo foi acusado de plagiar o anterior, mas depois explicaram que seria uma "homenagem". Tudo bem.
Só que depois de tudo acertado e até a data de inauguração ser marcada para dali a três anos, alguns problemas surgiram.
O primeiro é que o local onde o estádio será construído continua apenas como um terreno. As obras ainda não começaram e a imprensa estrangeira já começa a tocar suas trombetas do desastre: melhor correr, senão não vai ficar pronto.
O outro problema é um pouquinho mais difícil de resolver e também meio bizarro: ao projetar o novo estádio, o arquiteto "esqueceu" de reservar um local para a pira olímpica, aquela que precisa ser acesa na cerimônia de abertura e ficar à vista durante os jogos.
A equipe responsável pelo estádio declarou que "pediram um estádio olímpico, não especificaram nada sobre uma pira".
Uma solução seria colocar sobre a cobertura, mas aí tem aquele problema do estádio ser feito de madeira e do fato de madeira e fogo não se darem muito bem quando se encontram.
A organização então está discutindo se coloca a pira fora do estádio, mas dentro do complexo esportivo do qual este faz parte, ou se coloca em algum outro local da cidade.
Em todo caso eles disseram que têm tempo para pensar nisso e que a pira e seu acendimento sempre têm um "elemento surpresa" e então é melhor que todos esperem até lá.
Devem ter mandado uns brasileiros para trabalhar na Tóquio 2020 ou então a gambiarra virou produto de exportação.
Até daqui quatro anos, Japão! E boa sorte, porque parece que vocês também vão precisar.
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