segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Reforma da previdência pra quem?

O novo governo, que é mil vezes melhor do que o anterior mas não é o que eu escolhi, colocou como uma de suas prioridades fazer uma reforma na previdência.
Certamente existem várias coisas erradas na deficitária e falimentar previdência social brasileira, mas o que mais se fala a respeito é sobre a idade de aposentadoria. O cidadão se aposenta muito cedo.
Se vão querer aumentar para 60, 65, 70 ou 75 anos pouco me importa, a pergunta que eu faço é: o que farão sobre aposentadorias na justiça, no legislativo e no setor público? O que farão com gente que se aposenta aos 50 anos com vencimentos integrais enquanto o cidadão comum "contribui" durante 30 a 35 anos e recebe uma merreca que não dá nem para comprar os remédios da sua velhice direito?
O erro, a imoralidade, a canalhice, a cafajestagem começa ao chamarem aposentadoria de "benefício". Benefício é o cacete, aquilo não é dado de presente, é pago - e muito bem pago - pelo sujeito a vida toda.
De antemão digo que a população deve repudiar isso ou pelo menos só concordar com mudanças nas regras caso o tempo de aposentadoria de funcionários públicos, juízes, deputados, governadores, prefeitos e o escambau a quatro forem aumentados para, no mínimo, uns 70 anos.
Quem passa a vida de férias não precisa se aposentar tão cedo.
Outra coisa são os valores. Um juiz ou promotor se aposentar ganhando 20 mil por mês enquanto um advogado que paga seu carnê do INSS sai dali no final de 35 anos com 2 mil? Pode parar. Sei que são regimes diferentes, que são fundos de pensão diferentes, mas essa disparidade é imoral do mesmo jeito.
Depois precisamos eliminar todos os sanguessugas e vagabundos inúteis que infestam as repartições da previdência, afinal, quanto do tal rombo é culpa da tiazinha que ganha 500 contos por mês e quanto é do barnabé que tira 5 pau e aparece duas vezes por semana na repartição?
Porque nem em laboratório da Fiocruz tem tanto parasita quanto na previdência.
Depois disso, e só depois, é que será justo, moral e decente discutir qualquer mudança de regra para o cidadão comum.
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