terça-feira, 6 de setembro de 2016

Já desisti de buscar lógica na esquerda, mas está cada dia mais difícil sequer respeitá-la


Circulam na internet - e me recuso a reproduzir aqui - duas imagens tão perturbadoras quanto esclarecedoras sobre a incoerência da esquerda.
Uma delas é uma montagem das cabeças do casal presidencial, Michel e Marcela Temer, sobre dois corpos fazendo sexo com a legenda:

- Gozo onde, Marcela?
- Fora, Temer.


A segunda é a de uma menininha bem pequena sobre os ombros do pai segurando um cartaz onde se lê "fora, Michelzinho", o filho de 7 anos do presidente e da primeira-dama.

Vendo essas duas imagens me lembrei instantaneamente de uma outra - que também me recuso a reproduzir aqui - de uma montagem da cabeça da presidente cassada, Dilma Rousseff, sobre um corpo feminino com as pernas abertas, que era colado nos automóveis na entrada do tanque de combustível, simulando um ato sexual sempre que o carro era abastecido.

De igual mau gosto, essa imagem mereceu uma gritaria por parte dos petistas, notas de repúdio de bandos de feministas e o espanto teatral da imprensa cooptada.

Por que será que as mesmas pessoas que se escandalizaram com a imagem de Dilma na montagem de mau gosto estão agora espalhando a imagem da primeira-dama em uma montagem do mesmo teor?
Marcela não é política, não foi candidata a nada, não mentiu na propaganda eleitoral e em debates, não difamou adversários, não aparelhou o governo e empresas estatais, não deu o dinheiro do pagador de impostos para sustentar vagabundos da CUT, MST, MTST, UNE, UJS e demais apaniguados, enfim, Marcela Temer não entrou no "jogo" político e mesmo assim merece por parte dos petistas e seus sabujos um tratamento que eles não achavam justo para Dilma, que fez tudo o que citei acima.
Mas pior é o caso do filho de 7 anos do presidente, exposto nas redes sociais e na sub-imprensa de aluguel porque recebeu uma herança em vida do pai, porque mudou de escola, porque ajudou a escolher o logotipo do governo.
Quer dizer que os filhos do Lula, nababos trintões e quarentões que se juntar tudo o que trabalharam na vida não dá uma semana útil sem um feriado no meio, não podem ser citados em nada que é "invasão de privacidade" e "desrespeito à família", mas uma criança de 7 anos pode ser atacada de todas as formas mais vis possíveis, inclusive usando outras crianças para isso, só porque os eleitores do seu pai se arrependeram do seu voto?
Fora que artistas Rouanet-dependentes e demais puxa-sacos do PT não podem levar uma vaia na rua que as acusações de "agressão" e "fascismo" são berradas a plenos pulmões, mas a vizinha de Michel Temer em São Paulo, que nunca levou uma boquinha de incentivo fiscal ou nomeação companheira, teve seu carro incendiado e está tudo bem?
Sinceramente, já deixei de tentar enxergar alguma lógica na esquerda faz tempo, mas está cada dia mais difícil sequer respeitá-la.
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