segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Todos os gatos do mundo


Eu amo todos os gatos do mundo, os meus e aqueles que são meus por um segundo. Num afago, num carinho, num colo na rua, na casa de um amigo, em uma loja. Amo verdadeiramente todos os gatos do mundo.
Eles nos equilibram, nos acalmam, nos ensinam. Que honra viver e morrer rodeado por eles.
Escrevo isso e penso no sujeito lá na Síria, que se recusou a fugir da guerra e dos bombardeios para cuidar dos gatos que ficaram para trás. Gatos de amigos, das ruas, gatos que ficaram por ali desfilando sua graça no meio de tanta destruição.
Já são mais de 100 que ele alimenta, cuida e que cuidam dele. Veja que louco: não acho que esse sujeito seja louco. Talvez fizesse igual, quem sabe.
Ou fugiria levando todos comigo.
Mas o fato é: os gatos, deuses no Egito e reis na internet, mantém nosso mundo em ordem de certa forma. Ordemam com miados e ronronados o caos que nos cerca.
Vai saber se, sem eles, o mundo todo não seria uma Síria. Ou até pior.
Só sei que fazem mágica. Como eu, cristão já desconfiado e machucado pelo que fazem com outros cristãos no Oriente Médio, considerar Mohammad Alaa Aljaleel, sírio, muçulmano, meu irmão.
Meu irmão no amor por todos os gatos do mundo.
Sorte, cara. Deus está contigo.
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