domingo, 30 de outubro de 2016

Sobre a eleição para prefeito do Rio

- 59% Marcelo Crivella, 45% Brancos, nulos e abstenção, 40% Marcelo Freixo. O PSOL é o partido que consegue ficar em terceiro até numa disputa entre dois.
- Onde votei hoje: um cara com uma camiseta "Bolsonaro presidente" e outro "Seja uma boa pessoa, não seja comunista". Minha vizinhança é boa.
- Freixo perdeu para aquele candidato considerado o adversário ideal, porque perdeu TODOS os segundos turnos que disputou. Isso quer dizer o quê? Que o PSOL se entende muito bem com a bagunça, mas não com a urna.

- Dúvida: se o Crivella ganhar, quando psoleiros e petoscos fatalmente pedirem "fora, Crivella", eles serão golpistas?
- O Reinaldo Azevedo se orgulha tanto daquele "petralha" dele que eu resolvi a partir de agora só usar "petosco". Dêem crédito ao citar. :P
- Haja mamadeira e chupeta amanhã para a choradeira desses revolucionários de playground do PSOL.
- Se o Facebook não tomar cuidado os seus servidores vão até cair com a quantidade de textão que vai ter depois da derrota do Freixo.
- O Rio se livrou do PSOL por mais quatro anos. Que a direita/centro-direita na cidade não seja burra de novo em 2020.
- Resultado: Crivella seguido da astenção e logo depois o Freixo.
O PSOL é tão bom de voto que mesmo com um exército de cabos eleitorais emporcalhando as ruas com adesivos até o "ninguém" ganha deles.
- Freixo disse que "só está começando", o que dá a entender que ele está mesmo decidido a ser um novo Lula, aquele sujeito que vive de ser candidato até o dia em que consegue enganar eleitores o suficiente para fazer terra arrasada. O Rio que fique esperto.
- A vice do Freixo, Luciana Boiteux, disse que não seria "vice", mas "co-prefeita".
- Imagina o pé no saco que seria aturar 4 anos uma doida se intitulando "co-prefeita" ao invés de "vice", tipo a Dilma com aquele "presidenta".
- Segundo a turma do DCE voltamos para a idade média. Depois do horário de verão, vem aí a ERA DAS TREVAS. Ajuste o seu relógio aí para o século V e saia na rua com forcados atrás de freixetes.
- Imprensa, DCEs e classe artística da zona sul esperneiam em posição fetal neste exato momento.
- O Rio já estava na bosta desde que saiu o resultado do 2º turno, o que o eleitor fez hoje foi tentar garantir pelo menos o papel higiênico.
- Bandeira do MST, bandeira do MTST, petoscos todos fazendo campanha feroz com aquele jeitinho meigo deles, mas não é linha auxiliar não.
- 249.580 mil votos. Um deputado federa. Foi o que o Freixo conseguiu crescer de 2012 para 2016 mesmo com toda a campanha suja e a ajuda da imprensa.

Dado interessante: era pra ter sido de uns 80%, mas o Crivella é um candidato muito, muito frágil. Sorte dele que encontrou um mais ainda.
- A turma dos cargos comissionados do governo federal do PT crente que iam arrumar um seguro-desemprego na prefeitura do Rio, mas deu ruim.

- PSOL, vocês perderam uma eleição para um BISPO DA UNIVERSAL. Será que agora viram como as pessoas têm pavor de vocês e das suas idéias?
- E de novo a urna não fechou com o Freixo.
- Tchau, PSOL!


Freixo da Silva

O Freixo está posicionado para levar uma surra monumental no Rio. E ainda que a surra não seja tão monumental, todas as aparências levam a crer que a partir do final desde dia 31 de outubro de 2016, Marcelo Crivella será o prefeito eleito do Rio de Janeiro.

Mas o que impressiona mesmo é o fanatismo digno de uma seita religiosa com a qual os militantes do PSOL, a turma do DCE e os frequentadores da zona sul da cidade tratam o candidato. 

Lembra os "bons" tempos do PT, quando a vestal rubra ainda não tinha virado a matrona da casa da luz vermelha e Lula era o ignorante iluminado que levaria o Brasil ao olimpo.

E o problema é justamente esse. Lula perdeu uma, duas, três eleições até um dia pegou o eleitorado desavisado e deu no que deu: o maior escândalo de corrupção da história e a maior crise econômica em oito décadas, fora a crise ética e moral que vive o país.

Nada impede que Freixo, que já perdeu uma e se prepara para perder outra, continue tentando uma terceira, uma quarta, uma quinta, tantas vezes quantas forem necessárias para sequestrar o Rio de Janeiro e transformar (mais) a cidade em bunker do esquerdismo farofeiro.

Tempo para isso essa gente tem, não fazem mais nada da vida além de buscar loucamente a chave do cofre mesmo.

sábado, 29 de outubro de 2016

O tubarão vermelho

Essas invasões - vamos parar de tratar como ocupação e chamar pelo nome - de colégios pelo país não são, absolutamente, uma mudança da sociedade em direção a lugar algum e muito menos o surgimento de um movimento populista de expressão qualquer.

Isso nada mais é do que o PT, através de seus braços sindicais e linhas auxiliares, fazendo reserva de mercado e defendendo uma cidadela, a última que sobrou.

O PT não tem mais o governo federal, não tem mais a prefeitura de São Paulo, não tem mais um monte de prefeituras e mandatos de vereador país afora, não tem mais a marquetagem de fossa do João Santana, não tem mais o mito do Lula e em breve não terá mais um monte de governos de estado e mandatos na câmara dos deputados e no senado.

O que o PT ainda tem são sindicatos que foram engordados com o dinheiro dos outros durante seus 13 anos de clepto-desgoverno, movimentos estudantis sustentados por malandros de um lado e patetas doutrinados por professores do outro e alguns partidecos que vivem como rêmoras no entorno do grande tubarão vermelho, um tubarão agora meio desdentado, mas ainda faminto e voraz como sempre.

Basta que o peso da lei caia sobre os baderneiros, assim como caiu sobre mensaleiros que pensavam que tudo viraria "piada de salão", que todo mundo se enquadra e passa a entender coisas básicas como:

- Sindicato não precisa nem existir se for para continuar existindo apenas para defender os interesses do próprio sindicato, sua direção e os partidos que o bancam.

- Lugar de estudante é na escola, mas durante o horário de aula ou atividades extra-curriculares relacionadas, fora isso é delinquente e merece ser tratado como tal e os pais processados.

- O PT vai morrer, mas ainda vai se debater muito e causar muito mal ao país durante o processo.

E já vai tarde.

Loteamento e não loteamento

Para você que acha que o Crivella convidar o Indio e o Osório para a prefeitura caso ele vença é loteamento de cargos, vou explicar rapidinho a diferença:
Lotear: nomear gente do PMDB para roubar a Transpetro em troca de votos no congresso e depois chamá-los de golpistas porque eles resolveram que a Transpetro era muito pouco e decidiram ficar com a presidência logo.
Convidar Indio e Osório: chamar dois políticos que o apoiaram no segundo turno e que já foram secretários de governo em outras administrações. Antes de ver se e como vão atuar, não tem como chamar de loteamento.
Nem é muito complicado, né?

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O vale-tudo eleitoral da esquerda


A estratégia de campanha da esquerda em QUALQUER ELEIÇÃO em QUALQUER PAÍS é a luta na lama, o vale tudo enlouquecido, a suruba no carro alegórico.
Basta ver o que o Marcelo Freixo fez no segundo turno no Rio de Janeiro. Ele usou despudoradamente dois expedientes: o primeiro é o arsenal de denúncias e dossiês que o Pedro Paulo tinha preparado e ficou encalhado. O segundo é o método João Santana de disputar segundos turnos, segundo o qual o caminho mais próximo para uma vitória passa pela fossa.

O PSOL como boa linha auxiliar do PT que é está fazendo seu dever de casa e praticando uma campanha sórdida de orgulhar o marqueteiro baiano lá em Curitiba, o problema é que o tempo em que isso dava certo com certeza passou.
O Freixo está posicionado para levar uma surra pedagógica no dia da eleição.
Agora, apenas imagine o que o PT não estaria espalhando sobre o João Dória caso tivesse segundo turno em São Paulo entre ele e o Haddad.

Floresta de pau seco


A esquerda deveria colocar um aviso assim na entrada das suas madraças: "deixai toda a esperança ó vós que entrais".

O Freixo é aquele cara


O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês ao estádio e no meio do coro de "viado" da torcida para o adversário diz "nada a ver homofobia.
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês na academia e fica dizendo que prefere malhar o cérebro.
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês num show de comédia e tenta puxar uma vaia quando o cara do stand up faz uma piada "insensível".
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês num bar e quando alguém diz que "comeu" uma mina, corrige: quem come é ela.
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês num debate e passa o tempo todo interrompendo todo mundo pedindo "questão de ordem".
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês numa rave e quando você percebe ele está tentando organizar uma rodinha de violão.
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês na praia e fica "problematizando" quando alguém comenta uma bunda bonita que passou.
O Freixo é aquele amigo de um amigo que vai com vocês numa saída e você depois pede encarecidamente pro seu amigo nunca mais levá-lo de novo.

A Veja e o direito de resposta


A capa cretina - e mistificadora - da Veja mostrando o candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, numa foto sendo fichado pela polícia, insinuando que este teria sido preso mereceu direito de resposta concedido pela justiça ao candidato.

E ainda que eu tenha achado a capa em si e o objetivo desta nauseante, acho que esta decisão sumária da justiça não é apenas um, mas uns 10 passos atrás dados pela democracia brasileira, já tão atacada pela fossa em que o PT transformou a política, gerando essa desconexão entre representados e representantes.

Ficam aqui três observações que servem como resumo dessa história toda:

1) Esta capa - histórica, inusitada e infame - é o resultado de uma lei autoritária que estimula a auto-censura e aproxima o Brasil perigosamente da Venezuela.

2) Nada que seja defendido ao mesmo tempo por Roberto Requião, Paulo Henrique Amorim e o PT - como foi o caso desta absurda lei - pode ser bom para o resto do Brasil que preste.

3) "Destrua uma revista em poucos meses, pergunte-me como". André Petry.

Que fique claro: a imprensa não deve jamais ficar impune quando difama alguém. O direito de resposta deve der proporcional ao destaque dado à ofensa. Mas não assim. Não sei ainda bem como, mas sei que assim não será bom para ninguém.

Atualização: a justiça suspendeu a decisão na tarde de hoje (20/10/2016), o que não torna nada disso nem um pouco menos sério.

Bill da Silva

Uma das revelações dos emails da ex-secretária de estado e candidata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, divulgados pelo Wikileaks, é que a Fundação Clinton supostamente extorquiria doadores para enriquecer a família Clinton através da contratação de palestras do ex-presidente, Bill, a peso de ouro.

Alguns milhões de dólares foram reunidos pelos Clinton a partir destas palestras e também de consultorias realizadas pelo ex-presidente, agora com a suspeita desses pagamentos estarem relacionados à uma maior "proximidade" com o departamento de estado chefiado por Hillary.

Alguém lembra aí de um certo instituto que comercializava palestras e consultorias de um certo ex-presidente, a peso de ouro, por empresas que mantinham excelentes "negócios" com o governo e também com governos no exterior?

Sabe qual era a desculpa que o certo ex-presidente dava sempre que alguém levantava alguma suspeita sobre essa sua atuação como camelô de empreiteira? Que o brasileiro tem complexo de vira-lata e que no exterior ex-presidentes e ex-primeiros-ministros também fazem palestras e prestam consultorias para empresas do país no exterior.

Uma vez, em março de 2016, o tal ex-presidente disse o seguinte, sobre como estabeleceu os valores que eram cobrados dos "doadores":

- Nós pegamos um valor do Bill Clinton e falamos o seguinte: "nós fizemos mais do que ele, então nós merecemos pelo menos igual".

Com certeza o ex-presidente "fez muito mais" do que o Bill Clinton, só não acho que mereça "pelo menos igual".

Merece muito mais. Muitos anos mais.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Por uma direita ecológica e defensora dos animais

Proibir vaquejada não é uma violação da liberdade individual simplesmente porque animais também são indivíduos e não coisas a serem usadas.
Não há liberalismo no mundo capaz de me convencer de que não estamos COMPARTILHANDO um planeta com outras espécies. Elas não nos pertencem.
Matar para comer ou para sobreviver, OK, é da natureza. Matar e/ou seviciar e/ou aprisionar só porque "eu posso" é coisa de psicopata.
Convivam com isso e, se possível, assimilem.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Chega de brincar com o futuro e a vida dos estudantes do país

Não interessa o motivo. Um menor de idade no Paraná foi morto dentro de um prédio público ilegalmente ocupado por influência de sindicatos e professores.
Eu pegaria os professores do colégio ocupado e os dirigentes sindicais que insuflaram os alunos e indiciaria por homicídio.
O tempo da Disneylândia do marxismo farofeiro precisa terminar já, o tempo das consequências precisa começar.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Falta limite

O Bolsonaro Zuero disse hoje no Twitter uma coisa que me fez lembrar da minha adolescência.
Eu me imagino com 15 anos dizendo pra minha mãe que vou invadir uma escola para protestar a favor de homem usar saia, contra a PEC 241 ou pedindo aula de filosofia no ensino médio, e ouvindo em seguida algo mais ou menos assim:
- Já que você está com disposição, ao invés de ir pra rua fazer merda vai catar o cocô dos cachorros e lavar o quintal antes que eu te desça o chinelo.
Essa onda de invasões e ocupações de escolas é a prova cabal de que esses molestadores intelectuais travestidos de professores fazem, sim, doutrinação nos filhos dos outros, inculcando em crianças e adolescentes sua ideologia pervertida e fracassada.
Nenhum moleque de 15 anos normal está preocupado com PECs, medidas provisórias ou luta de classes. Nessa idade quem não é vítima de estupro ideológico na escola quer saber é de futebol, de namoricos, de tirar nota azul no boletim para viajar para a praia nas férias.
Aos 15 anos você tem é que fazer tarefas em casa, pelo menos fingir que se comporta na escola, respeitar os pais, senão fica é de castigo.
Seja como for, servir de massa de manobra para pelego de sindicato e professor pilantra não é uma opção. Essa falta de limite é a causa dos males de nossa sociedade, que perde tempo debatendo ideologia de gênero enquanto pessoas morrem em filas de hospitais.
Se eu falasse qualquer coisa de liberação de maconha em casa, no mínimo levaria com um prato de sopa pela cabeça. E não tenho o menor trauma disso.
Hoje em dia os pais e professores "legaizões" vão se oferecer para fumar maconha junto. "Ah, reprimir é pior, vão fazer escondido".
Que façam, ora. Eu mesmo fiz muita merda escondido, mas justamente por fazer escondido é que eu tinha lá no fundo a consciência de que era errado. É isso que vai te moldando como pessoa e te fazendo ser um adulto mais responsável, com noção do ridículo.
O nome disso é limite e não é homem de saia, menina de shortinho ou aula de filosofia que falta nas escolas.
É limite.

sábado, 22 de outubro de 2016

Crivella, Freixo e a imprensa


Sobre a capa da Veja mostrando um episódio da prisão de Marcelo Crivella quando o mesmo tentava desocupar um terreno invadido: revista passou do tom. Simples e diretamente é isso. Exageraram no marrom e o cheiro arde o nariz só de olhar a capa.
O que poderia ir contra o Crivella, vai - pelo escancaro da canalhice - vitimizá-lo e galvanizar seus votos. Anote aí.
Quando toda uma imprensa - à esquerda e à direita - notória pela falta de objetividade se une para atacar um único candidato, o eleitor fica com vontade de contrariar.
O curioso mesmo são essas adesões ao petismo de galinheiro justamente no ocaso das penosas.
Em todo caso, entre um desastre certo e Marcelo Crivella, o Rio de Janeiro pode até optar pelo desastre, mas cabe a quem pensa atrapalhar isso o quanto puder.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O ponto em que chegamos

A polícia legislativa sendo usada para obstruir a justiça e proteger marginais me dá duas certezas:
A Gleisi Hoffmann solta é uma afronta a quem não faz delinquências. Ou prende o país inteiro e deixa a petista solta ou então coloquem essa senhora na gaiola para ontem. As duas coisas não convivem pacificamente.
A segunda é que Renan Calheiros nem é mais caso de gaiola, mas de erguer uma Alcatraz no meio do lago Paranoá, encher de tubarões e jogar o elemento ali.

Não se iluda: a esquerda nunca muda




(Clique na imagem para ampliá-la)

Em 2002 o PT lançou a "carta ao povo brasileiro" para combater a imagem de radicalismo e acalmar os que desconfiavam do partido.

Em 2016 o Marcelo Freixo vai lançar uma carta ao povo carioca para combater a imagem de radicalismo e acalmar os que desconfiam do seu partido.

O PT foi, enquanto pode, o partido da "ética", da "militância aguerrida", dos que lutavam por "um mundo melhor".

O PSOL é, enquanto puder, o partido da "ética", da "militância aguerrida", dos que lutam por "um mundo melhor".

Isso até sentir o cheiro da chave do cofre. Duvida? Basta ver a campanha suja que estão fazendo neste segundo turno do Rio de Janeiro, com direito até ao velho conhecido assassinato de reputações ao estilo do João Santana.

Se o PSOL está "fazendo o diabo" para se eleger, imagine só o "inferno" que faria caso ganhasse. Só cai nessa conversa quem for bobo ou tiver a memória fraca. O resto dos pilantras está por fanatismo ideológico ou pelas boquinhas mesmo.

A esquerda nunca muda de fato, só muda de nome e de cara. E agora, de carta.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Chega de apanhar

Aquele rapaz que tem um canal de YouTube chamado "Mamãe Falei" - incrivelmente ótimo, só para variar, no meio da quantidade de lixo do YouTube - presta um serviço social importantíssimo ao desmascarar a confusão mental da esquerda.
Seus vídeos são diversão garantida, com um desfile de gente que odeia o estado fascista mas pede mais estado, que luta contra o machismo mas chama a Marcela Temer de vagabunda, que é contra homofobia mas diz que o Feliciano é viado enrustido, que pede mais amor por favor mas desce o cacete (sempre em grupo, é claro, porque sozinhos tem a coragem do Salsicha e do Scooby quando encontram um fantasma) em quem ousa pensar diferente.
Acredito que ele faça aquilo por diversão, já que quando não está roubando o que é dos outros ou suprimindo liberdades a esquerda é mesmo divertida, e também acredito que ele o faça por ideologia, bancando suas despesas.
Isso não me impede de achar que ele esteja investindo em alguma carreira ou em algo que possa render algo, mas qual é o problema? Seria dinheiro honesto.
Só que - e aí preciso culpar a vítima só um pouco - é muita ingenuidade dele achar que flanaria pelo país expondo todo o ridículo de uma récua de gente com atrofia mental e nada demais aconteceria.
Esquerdistas possuem três modos padrão de debate: negação, ridicularização e agressão. Primeiro te ignoram, depois tentam te desqualificar e depois partem para a porrada (sempre em grupo, friso).
Como o "Mamãe Falei" atinge um número expressivo de pessoas e faz aquilo que existe de melhor para ridicularizar um esquerdista, que é deixá-lo falar à vontade, sobrou o último recurso, que foi usado contra o rapaz em Curitiba.
Bandidos o cercaram, aplicaram uma gravata, furtaram seus equipamentos e arrumaram umas delinquentes para acusá-lo de tentativa de estupro, mesmo com todo o ocorrido se desenrolando em público e na frente de câmeras de vídeo. Elas desistiram da acusação fajuta depois, mas o rapaz perdeu o dia resolvendo a questão.
O uso de acusações de assédio e estupro por parte de delinquentes mal-intencionadas precisa ser tratado rapidamente, sob pena das verdadeiras vítimas desses crimes serem engolfadas no charco de cafajestagem que cerca essas falsas comunicações de crime.
E o recurso pela esquerda da agressão como forma de suprimir divergências incômodas - são fartos, também, os casos de aulas interrompidas, pessoas expulsas de eventos, debates interditados na gritaria, etc - precisa ser combatido de forma decidida.
A primeira coisa é matar a agressão no nascedouro. Que se recorra aos tribunais e se processe qualquer um que fizer acusações de fascismo, nazismo, etc., contra opositores. Essa gente precisa entender na marra que este tipo de coisa tem consequência.
E a segunda coisa é parar com essa narrativa de apanhar para mostrar como eles são truculentos depois. Não funciona. Eles têm orgulho da própria truculência. Andem em grupo também, façam esses vídeos protegidos por seguranças. Protejam-se.
Defendam-se, fisicamente, se for preciso, mas continuem com o trabalho de livrar o Brasil desse peso morto que o puxa sempre de volta para o atraso que é a esquerda farofeira.
É hora de dizer chega.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Que mundo chato


Nos argumentos finais do debate na RedeTV para o segundo turno da eleição no Rio de Janeiro, o senador Marcelo Crivella cometeu um verdadeiro crime hediondo dos dias de hoje: elogiou a beleza das mediadoras.
No exato momento em que ele cometeu o "crime", pensei duas coisas:
1) Mariana Godoy, que ironizou o senador fazendo um tchauzinho de miss, não é nenhuma miss.
2) Vai ter rififi de femidoida e feministo.
Como gosto é algo pessoal, vou me abster do primeiro item e me concentrar no segundo, que é essa jeanwyllynização tão feroz da sociedade que fez com que hoje seja preferível elogiar volumes de cuecas do que belas mulheres.
Na mesma cidade do Rio de Janeiro e na mesma eleição para prefeito aconteceu a prova disso.
No último debate entre os candidatos, o postulante da Rede, Alessandro Molon, foi alvo de elogios contidos e nem tanto, virou meme e recebeu comentários por tudo, menos por suas propostas (o que nem é tão ruim, porque eram péssimas).
Teve mulher - e homem, já que homem de verdade para a esquerda é homem que gosta de homem - fazendo comentários espirituosos e até impublicáveis sobre os dotes físicos do correligionário da Marina Silva.
E naquele exato momento também pensei duas coisas:
1) Alessandro Molon, o defensor do marco civil da internet que permitiu que juízes sequestrem a rede no Brasil ao seu bel prazer, não é nenhum galã. Talvez seja um marketing maroto da esquerda tentando vender isso.
2) Nem imagino a berraria que fariam caso tal tratamento fosse dado a uma candidata e não ao candidato.
De novo, gosto é algo pessoal, então vou me abster do primeiro item e nem vou precisar falar demais sobre o segundo.
Como não temos candidatas no segundo turno - e a Jandira provavelmente não teria esse problema caso lá chegasse - a reação histérica ao elogio rápido e contido do Marcelo Crivella às mediadoras responde ao item 2.
Que mundo chato.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

O PSOL no governo é um Fusca desgovernado


Todo mundo que já conversou com algum esquerdista por meros cinco minutos sabe como eles adoram a vitimização.
Costumam dizer que há hoje no Brasil um "ódio" à esquerda, como se a merecida rejeição que sofrem tivesse brotado de uma espécie de coxinhização espontânea.
Não foi. E não existam tampouco ódio à esquerda, o que existe, de tempos em tempos, é cansaço em relação ao que não funciona e, pior, repete sempre os mesmos erros.

Nem o papo deles muda. Vivem hoje como se estivéssemos ainda na década de 70. Seu discurso, seus métodos, sua prática na administração pública, tudo tem cheiro de bolor e naftalina. Repetem sempre os mesmos erros como se fosse apenas uma questão de convencer os fatos de que estes é que estão errados.
E quando inovam, é pra fazer mais besteira ainda, como essa obsessão por ideologia de gênero, por homens de saia, mulheres de bigode e escolas que ensinam tudo, menos algo que preste.
Neste outubro de 2016 o Rio de Janeiro está vendo mais uma vez tudo isso, com o segundo turno entre Marcelo Crivella e Marcelo Freixo. Este último, candidato do PSOL, promete a criação até de um banco municipal, além de mais secretarias e conselhos populares para decidir até a marca de papel higiênico que vão usar nos banheiros das repartições.
E nós já sabemos onde para essa história de esquerda e papel higiênico, não é?
O PSOL venceu em 2012 a eleição para a prefeitura de Itaocara, no interior do Rio de Janeiro. A cidade de 23 mil habitantes passou quatro anos mal conseguindo aprovar o orçamento municipal, a prefeitura ficou paralisada, o prefeito desfilava em um Fusca com alto-falantes vociferando contra os vereadores e, ao fim desta bagunça administrativa, o prefeito considerou como "vitória" não ter sido reeleito, mas ter levado 7 dos 11 vereadores junto com ele para a sarjeta.
Agora imagine algo assim numa cidade com 6,5 milhões de habitantes? Seria uma Itaocara gigante, transformada em Venezuela e com uma qualidade semelhante ao que Eduardo Paes definiu tão bem Maricá, outro município do interior do Rio que deu 90% de votos ao PT em 2016, possui um hospital chamado Che Guevara e uma ponte que era um viaduto, mas o prefeito mandou escavar embaixo para que passasse água e justificasse o valor da obra.
Ninguém merece isso.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O PT protege seus negócios


O "Dilma fica" virou "não vai ter golpe" para se tornar "volta, querida" e logo em seguida ser "fora, Temer". Como este último já está ficando gasto por excesso de uso, a nova é berrar contra a PEC 241, que já foi chamada até de "PEC da morte" por um desses sites órfãos da verba petista que jorrava fácil.
Essas palavras de ordem simplórias e pautas fáceis não são, em hipótese alguma, agendas reais do petismo, que sabe muito bem que vai passar por um longo inverno.
Caso desejasse mesmo derrubar o presidente Temer, bastaria que Dilma confessasse todos os seus crimes eleitorais e que o PT entregasse todos os podres das imundas campanhas de 2010 e 2014. Só não fazem porque não querem e porque sabem que não é bom para os negócios.
Duvida de mim? Então por que o PT fez coligações com os "golpistas" do PMDB, PSDB e do DEM em pelo menos 1971 municípios nas eleições de 2016? Simples: business is business e a companheirada aprendeu a gostar demais das prebendas do poder para abrir mão delas assim em troca de consciência ou moral.
Sendo assim, o açulamento da militância e a retórica virulenta não passam de mais um desses recursos para salvar os negócios.
Eles precisam manter o gado no piquete, para não perder o resto de capital político que ainda possuem. Movimentos vazios então servem como passatempo para militantes - profissionais ou não - que estão desorientados, tontos com o tamanho da pancada que o petismo levou.
Petismo que sempre foi um movimento marginal, que detinha uma porcentagem fiel do eleitorado porém não conseguia ultrapassar aquela barreira. Precisou de uma "carta do povo brasileiro" e de "fazer o diabo" para superar isso, mas agora foi jogado de volta no gueto.
Por isso o melhor que podem fazer é proteger a reserva de mercado, aglutinar seus radicais e fincar pé, "contra tudo e contra todos" como sempre fizeram, aguardando que dias melhores venham.
Daqui a uns anos se "reinventam" de novo, dizem que vão se suavizar, fazem outra carta ao povo brasileiro e tentam enganar os trouxas de novo.
E essa estratégia nem é ruim para eles, porque eles não tem uma liderança que possa reunir o gado como o Lula faz e o Lula está praticamente acabado, por isso vão colocar as barbas de molho (sem trocadilhos) e ver o que fazer, seja apoiando uma candidatura de outro partido, seja jogando o Haddad 16% ou qualquer outro nome ainda fora da cadeia na fogueira apenas para "marcar posição".
O bom para o Brasil é que o petismo nunca esteve tão fraco, e cabe ao país que presta tratar de jogar sal e uns dentes de alho por cima o mais rapidamente possível.

sábado, 8 de outubro de 2016

Eduardo Paes pode ser muito mais inteligente do que você pensa

Você já pensou na hipótese do prefeito Eduardo Paes não ser tão fanfarrão e péssimo estrategista como parece, mas o contrário?
Outro dia mesmo disse que ele precisava fazer uma travessia marítima, mas ao invés de um bote escolheu um carrinho de mão cheio de chumbo, que foi seu secretário de governo, Pedro Paulo.
A sociedade atual permite e tolera quase tudo, mas violência doméstica está fora desse quase. Acusado de espancar sua ex-esposa, Pedro Paulo passou a campanha sendo espancado pelos adversários, que levantavam o tema fosse qual fosse o assunto, desde pavimentação de ruas até o legado olímpico.

Por que então Eduardo Paes insistiu com esse candidato, podendo lançar qualquer outra opção, já que seu governo tem uma boa avaliação?
Meu palpite: porque ele quis perder.
Como não poderia deixar de lançar um candidato à sua sucessão sem que isso levantasse suspeitas sobre a saúde financeira e administrativa do município, que ele jura ser a melhor, Paes tratou de lançar o pior candidato possível.
Todo mundo que chegou no Rio de Janeiro há até 10 minutos sabe que aquela gastança olímpica só pode ter deixado para trás uma dívida olímpica. Aconteceu o mesmo com o estado depois da eleição do governador Pezão e é questão de pouco tempo para acontecer algo parecido com o município.
Isso porque ainda que não quebre, aquele nível de gastos públicos e obras grandiosas é insustentável. Não há mais nem dinheiro e nem um evento global que justifiquem tais montantes.
E o próximo prefeito terá que administrar dívidas, assuntos menores como tapar buracos nas ruas e recolher lixo e terá muito pouca fita de inauguração para cortar. Seu governo não foi uma maravilha, mas fez bastante coisa por toda a cidade. E muita coisa boa, sim.
É sabido que Paes deseja ser governador. E é sabido o que péssimos governos de criaturas podem fazer com a carreira política dos seus criadores. Paes assim matou vários coelhos com uma só jogada.
Apresentou um candidato à sua sucessão que obteve uma votação apenas suficiente para não passar vergonha, perdeu não pelos defeitos do seu governo mas pelos defeitos do candidato e se posicionou para criticar à vontade o próximo prefeito, que certamente terá bem menos realizações para apresentar do que ele teve.
Covenhamos, se for isso - e parece muito que é - de "paespalho" ele não tem nada.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O PT-cover

Uma guerra santa acontece neste momento no Rio de Janeiro. Na luta pelo direito de ocupar durante os próximos quatro anos o prédio da prefeitura carinhosamente apelidado de "piranhão", o senador Marcelo Crivella e o deputado Marcelo Freixo medem suas forças.
E se Crivella pode ser "acusado" de representar os eleitores evangélicos, Freixo tem atrás de si uma seita bem mais aguerrida: a dos órfãos do PT e a dos rebeldes sem causa nos DCEs.
Típico candidato queridinho da esquerda de praia e botequim do Rio de Janeiro, aquela formada pela classe abastada e culpada, Freixo é uma espécie de Lula sem barba e com diploma.

Seu partido, o PSOL - sigla que já golpeia a inteligência alheia com a impossível junção de socialismo e liberdade - defende basicamente uma experiência cubano-venezuelana no Brasil, regimes que, aliás, o partido apóia explicitamente.
O PSOL enfrenta resistência nas classes mais pobres e conservadoras porque defende quase tudo o que essas classes acham que não presta: ideologia de gênero, o fim da PM, liberação de drogas, estatismo, governo inchado, etc.
O candidato Marcelo Freixo deu uma prova disso no primeiro debate do segundo turno, defendendo "conselhos populares" para resolver os problemas da cidade, a criação de mais secretarias e até um banco municipal.
Só faltou prometer uma casa da moeda carioca para imprimir os confetes deste carnaval de gastos.
O PSOL sempre foi inofensivo porque sempre foi sectário e não encontrava público fora do circuito DCE-botequim-artistas engajados. Seus devotos são ensandecidos e apaixonados pelo seu candidato - já cheguei a ler um sujeito no Facebook terminar um laudatório ao Freixo com a pergunta "como pode alguém não votar nesse cara?" - mas são ruins de voto.
Noves fora a pecha de linha auxiliar, os seus militantes se incomodam com a comparação ao PT não tanto pela injustiça desta, mas pelo aviso que oferece aos demais: o monopólio da ética, da defesa dos pobres, a santimônia fajuta, o esquerdismo Leblon/Jardins, tudo o que estava lá no PT dos anos 80 e que deu no que deu, tudo isso está no PSOL de hoje.
E para piorar agora entrou na equação a sede pelo poder e pela chave do cofre que vislumbraram com essa ida ao segundo turno. A visão do pote de ouro já fez até o Jean Wyllys, o deputado-reality-show que passa o tempo chamando cristãos de "retrógrados", divulgar uma lista de "cristãos por Freixo" e o partido declarar que aceita até o voto ético, vejam vocês, dos eleitores do Bolsonaro.
Como se vê, o PSOL está na pista pra negócio.
Cabe ao eleitor que não se deixa levar por conversa mole fazer esse PT-cover pedir concordata.