terça-feira, 1 de novembro de 2016

Militância virtual


Em 2013 o militante em tempo integral, aquele que se orgulha se acabar com os almoços de família e acha que tudo na vida - até a fila do pão - é um palanque colocou um twibbon "não é pelos 20 centavos" na foto de perfil do Twitter e do Facebook. Logo em seguida, revoltado com os coxinhas que invadiram a rua e estragaram a revolução, trocou por um "fascistas não passarão".
Em 2014 usou um "Copa das copas", "Dilma coração valente", "Dilma 13" e até um "Lacrei o 13".
Veio 2015 e com ele o "10% do PIB para a educação", "Dilma fica", "Redução não é a solução", "Fora Cunha", "Contra o golpe", "impeachment não", "Devolve Gilmar".

2016 foi frenético. "Fica, querida" e "não vai ter golpe, vai ter luta", "democracia sim, golpe não", "não reconheço governo golpista" e "fora, Temer".

Teve ainda "Haddad prefeitão", "Freixo 50" e, com as surras eleitorais o "Ocupa tudo" e "não à PEC 241", "escola sem pensamento crítico não é escola".
Meu, tu é chato, hein?
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