quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O PT protege seus negócios


O "Dilma fica" virou "não vai ter golpe" para se tornar "volta, querida" e logo em seguida ser "fora, Temer". Como este último já está ficando gasto por excesso de uso, a nova é berrar contra a PEC 241, que já foi chamada até de "PEC da morte" por um desses sites órfãos da verba petista que jorrava fácil.
Essas palavras de ordem simplórias e pautas fáceis não são, em hipótese alguma, agendas reais do petismo, que sabe muito bem que vai passar por um longo inverno.
Caso desejasse mesmo derrubar o presidente Temer, bastaria que Dilma confessasse todos os seus crimes eleitorais e que o PT entregasse todos os podres das imundas campanhas de 2010 e 2014. Só não fazem porque não querem e porque sabem que não é bom para os negócios.
Duvida de mim? Então por que o PT fez coligações com os "golpistas" do PMDB, PSDB e do DEM em pelo menos 1971 municípios nas eleições de 2016? Simples: business is business e a companheirada aprendeu a gostar demais das prebendas do poder para abrir mão delas assim em troca de consciência ou moral.
Sendo assim, o açulamento da militância e a retórica virulenta não passam de mais um desses recursos para salvar os negócios.
Eles precisam manter o gado no piquete, para não perder o resto de capital político que ainda possuem. Movimentos vazios então servem como passatempo para militantes - profissionais ou não - que estão desorientados, tontos com o tamanho da pancada que o petismo levou.
Petismo que sempre foi um movimento marginal, que detinha uma porcentagem fiel do eleitorado porém não conseguia ultrapassar aquela barreira. Precisou de uma "carta do povo brasileiro" e de "fazer o diabo" para superar isso, mas agora foi jogado de volta no gueto.
Por isso o melhor que podem fazer é proteger a reserva de mercado, aglutinar seus radicais e fincar pé, "contra tudo e contra todos" como sempre fizeram, aguardando que dias melhores venham.
Daqui a uns anos se "reinventam" de novo, dizem que vão se suavizar, fazem outra carta ao povo brasileiro e tentam enganar os trouxas de novo.
E essa estratégia nem é ruim para eles, porque eles não tem uma liderança que possa reunir o gado como o Lula faz e o Lula está praticamente acabado, por isso vão colocar as barbas de molho (sem trocadilhos) e ver o que fazer, seja apoiando uma candidatura de outro partido, seja jogando o Haddad 16% ou qualquer outro nome ainda fora da cadeia na fogueira apenas para "marcar posição".
O bom para o Brasil é que o petismo nunca esteve tão fraco, e cabe ao país que presta tratar de jogar sal e uns dentes de alho por cima o mais rapidamente possível.
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