quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Que mundo chato


Nos argumentos finais do debate na RedeTV para o segundo turno da eleição no Rio de Janeiro, o senador Marcelo Crivella cometeu um verdadeiro crime hediondo dos dias de hoje: elogiou a beleza das mediadoras.
No exato momento em que ele cometeu o "crime", pensei duas coisas:
1) Mariana Godoy, que ironizou o senador fazendo um tchauzinho de miss, não é nenhuma miss.
2) Vai ter rififi de femidoida e feministo.
Como gosto é algo pessoal, vou me abster do primeiro item e me concentrar no segundo, que é essa jeanwyllynização tão feroz da sociedade que fez com que hoje seja preferível elogiar volumes de cuecas do que belas mulheres.
Na mesma cidade do Rio de Janeiro e na mesma eleição para prefeito aconteceu a prova disso.
No último debate entre os candidatos, o postulante da Rede, Alessandro Molon, foi alvo de elogios contidos e nem tanto, virou meme e recebeu comentários por tudo, menos por suas propostas (o que nem é tão ruim, porque eram péssimas).
Teve mulher - e homem, já que homem de verdade para a esquerda é homem que gosta de homem - fazendo comentários espirituosos e até impublicáveis sobre os dotes físicos do correligionário da Marina Silva.
E naquele exato momento também pensei duas coisas:
1) Alessandro Molon, o defensor do marco civil da internet que permitiu que juízes sequestrem a rede no Brasil ao seu bel prazer, não é nenhum galã. Talvez seja um marketing maroto da esquerda tentando vender isso.
2) Nem imagino a berraria que fariam caso tal tratamento fosse dado a uma candidata e não ao candidato.
De novo, gosto é algo pessoal, então vou me abster do primeiro item e nem vou precisar falar demais sobre o segundo.
Como não temos candidatas no segundo turno - e a Jandira provavelmente não teria esse problema caso lá chegasse - a reação histérica ao elogio rápido e contido do Marcelo Crivella às mediadoras responde ao item 2.
Que mundo chato.
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