terça-feira, 1 de novembro de 2016

Quem ganhou e quem perdeu

Essa esquerda que foi às ruas com adesivos no peito e um discurso pronto defender o bolivarianismo de botequim do PSOL é, como bem observou Joel Pinheiro da Fonseca, uma gente que se acha portadora de uma moral superior e inatingível para aqueles que discordam dela.
São pessoas que, de verdade mesmo, odeiam pobres - religiosos, conservadores, "cabeças pequenas" - e a classe média - egoísta, elitista, atrasada, golpista, machista, fascista, homofóbica - mas esperam adesão total destas duas aos seus projetos de poder.

Caso sejam contrariadas uma enxurrada de xingamentos, ofensas e de uma genuína indignação por ter que dividir o mesmo país com essa gente que não se enquadra é posta para fora como um vômito de ressentimento, sentimento que não só compõe a rima, como é a principal característica do seu pensamento.
Mas outra coisa que a esquerda é, e você dificilmente irá discordar caso não seja de esquerda, é chata. Uma foto de uma moça segurando um cartaz onde se lia "até que você acorde nós vamos lutar por você" é a cara dessa esquerda.
Eles simplesmente não acreditam que o outro possa tomar uma decisão contrária às suas visões de mundo de forma consciente, clara e objetiva. O outro é sempre o burro, o que não lê, o manipulado, afinal, quem iria discordar do que é, para eles, o bem que luta contra o mal?
Dessa forma, como bem observou no Twitter a paulista Fernanda Tanaka, um rico que vota em um partido que jura que vai taxá-lo ao limite da espoliação é "esclarecido", mas um pobre que vota em quem promete asfaltar a sua rua é "burro".
Só mesmo sendo membro de uma família Manson vermelha para não perceber o absurdo.
Crivella certamente venceu no Rio, assim como João Dória venceu em São Paulo. Afirmar que suas vitórias não passaram de derrotas da esquerda é diminuir as campanhas inteligentes que fizeram.
Mas dá, sim, para afirmar também que a grande derrotada foi a esquerda. Uma esquerda arrogante, grosseira, messiânica, que interdita qualquer debate caso haja um contraditório. Que taxa de "atrasado" quem na verdade não quer "avançar para trás" como é tudo o que ela propõe.
Enfim, uma esquerda que, pelas suas reações e análises após a peia que levou nas urnas, pelo visto não aprendeu nada.
Ainda bem.
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