sábado, 19 de novembro de 2016

Direitos iguais, mas um pouco mais iguais para suas excelências

Essa ordem judicial mandando o Garotinho para um hospital particular dada pela ex-advogada de campanha daquela senhora que sofreu impeachment - e que é um dos milhares de Lewandowskis deixados pelo PT como entulho nos tribunais superiores - torna urgente acrescentar um artigo na constituição avisando que o indivíduo que passa em concurso público para cargos que dão direito à comitiva e carro oficial ou o que consegue mandato eletivo tem salvo-conduto para subtrair o que bem entender sem ser importunado.
Afinal, se o SUS que está "bom demais" para a ralé não é bom o bastante para a turma do Sírio e Libanês e da Rede D'Or, se as escolas que servem para os filhos do populacho não são boas para suas proles aveludadas e se os transportes públicos que tão bem servem à chusma não são adequados aos seus traseiros acostumados com bancos de couro, as leis que valem para o "resto" não podem e nem devem valer para eles.
Seria muita espetacularização da justiça, atentado ao estado de direito e fascismo tratar todos igualmente perante a justiça (aspas aqui) brasileira.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

É na cadeia que suas excelências vão descobrir como vive o povo que eles infernizam

Já começaram a aparecer comentaristas políticos, celebs e vulgos repreendendo as pessoas que riram com o piti que o ex-governador Anthony Garotinho deu ao ser transferido de um hospital municipal para o presídio de Bangu.
Insensibilidade, humor macabro, bestialização, foram algumas das palavras usadas. Como se não fosse insensível, macabro e bestial um político que há décadas está em postos-chave no estado pedir transferência para um hospital particular porque o SUS, que "está bom demais" para o populacho, não serve para ele.
Ou como se não fossem insensíveis, macabros e bestiais os luxos em que vivem as famílias do Sérgio Cabral e demais "excelências" às custas exclusivamente do roubo, da corrupção e da falência econômica e moral do estado.
Essa gente não merece pena. Meu avô quando era vivo ficou no SUS. Passou dias numa maca e o banheiro do local tinha fezes no chão. Até ser transferido tive que PAGAR para que funcionários do hospital dessem atenção à ele e não o largassem ali sem cuidados. Nada se assemelhava à um tratamento humano para aquelas pessoas que já estavam ali fragilizadas, necessitadas, desamparadas.
E o mesmo com a segurança pública, as escolas, as gigantescas favelas fétidas que são as cidades brasileiras, ignoradas por suas excelências que andam para cima e para baixo em carros oficiais, que só frequentam recepções em locais tão refrigerados e assépticos que não parecem estar nem no mesmo país. Que se deleitam em banquetes pagos com o dinheiro dos outros, que educam seus filhos, futuros herdeiros dos seus impérios do crime, no exterior, para não se misturar com o populacho.
Pois a cadeia, as mesmas cadeias que eles construíram e gerenciaram, é o local adequado para que se encontrem com os indesejáveis, para que sintam como é a vida de quem almoça em quentinhas e bebe Tang, para que provem um pouco do inferno em que transformam a vida dos outros.
Eu nunca dei faniquito sendo levado pra cadeia, mas também nunca roubei dinheiro público e nem me aproveitei da miséria pra comprar voto.
Tentem isso da próxima vez, quando forem soltos. De preferência daqui a muitos anos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Temer, a queda é logo ali


Quando assumiu logo após o impeachment daquela senhora que ocupava a presidência, Michel Temer contava com uma grande dose de boa vontade de uma parcela considerável da população.
Mas ele não deveria ter se enganado: não era aprovação para ele, mas para qualquer coisa que não fosse o PT.
De lá pra cá é certo que Temer tomou algumas medidas que evitaram que o país caísse no abismo e que podem até ajudar a tirar o Brasil da crise em que os corruptos do PT o enfiaram, mas isso não é nada demais.
Qualquer coisa que não fosse o PT já seria menos pior do que o PT.
O problema é que fora isso nada mais que preste aconteceu. Jantares milionários para angariar votos no congresso, convescotes com shows de samba ao custo de milhares de reais, projetos para aumentar salários de servidores enquanto o resto do país aperta o cinto e é atingido por medidas amargas, farra com jatinhos da FAB, investigados na lava-jato conspirando abertamente para melar a operação com apoio tácito - e nem tanto - do planalto.
Não dá. Temer precisa entender que não tem capital político para isso. Foi eleito na chapa do PT numa eleição para com dinheiro sujo do petrolão. Não foi a opção da maioria que foi às ruas pedir a queda do governo petista.
O que ele faz cercando-se de gente como Renan Calheiros, Romero Jucá ou Moreira Franco é convidar a multidão de volta ao meio-fio, dessa vez para correr atrás dele.
E os movimentos pró-impeachment também precisam agora provar que não foram para as ruas só contra o PT, mas de fato contra a corrupção. Não temos tempo a perder com um governo novo formado por velhos políticos que fazem as práticas de sempre.
O presidente precisa escolher entre o Brasil e os seus companheiros corruptos pegos na lava-jato.
Se escolher os últimos, merece cair.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Dêem o exemplo

Tem um monte de "formador de opinião" malandrinho se juntando com político malandrão para criar um clima de fim de mundo e vender a reforma da previdência como o elixir da panacéia dos problemas do país.
Agora, se essa PEC 241, apoiada por muitos, já está causando esse rififi, imagine uma reforma draconiana da previdência, que 8 em 10 detestam?
Com juízes ganhando 70 a 100 mil por mês, parlamentares cheios de mordomias, Brasília - como sempre - se comportando como a corte de Maria Antonieta, falar em austeridade é cuspir na cara dos outros.

O PT saiu, mas o petismo parece que ainda está aí, de abotoaduras.
Parem com isso.
Fica a sugestão para Temer, seus ministros, governadores, deputados e senadores: METAM A FACA NA PRÓPRIA GORDURA. Vocês têm um cupim inteiro, cada um, pra desbastar aí.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

"O politicamente correto é a tirania com uma cara feliz" Chalrton Heston

Certa vez pedi informações sobre uma localização para alguém na rua e a pessoa me respondeu assim:
- Vai por essa rua, dobra à direita, segue reto, sabe uma praça que tem uma escola?
- Sei, sim!
- Então, não é nessa praça, continue reto e...
Lembrei disso ontem quando a conta do Twitter da Folha de São Paulo divulgou assim a reação da torcida pela vitória do Brasil no Mineirão: "sem gritos de bicha, torcida brasileira provoca argentinos". Foi como pedir informação para a pessoa da praça novamente.
Começar essa notícia com a informação "sem gritos de bicha" é como dizer "sem comer peixe, fulano foi na churrascaria". É a não notícia se enfiando na notícia para cumprir a agenda do politicamente correto.
A imprensa - não só a brasileira, mas a mundial - entendeu que não existe mais para dar notícias, mas para educar o povo direcionando seu pensamento, adestrando seu comportamento, moldando sua mente.
Nem falo só dessa nova obsessão pelos gritos de "bicha" que sempre existiram nos estádios ou pela, quem sabe, futura obsessão com o xingamento preferido às mães dos juízes, talvez associando-o à cultura do estupro, ao machismo ou seja lá o que essas cabeças doidas imaginem. Falo da reação que já começa a acontecer e que é preocupante.
Preocupante porque as pessoas encheram o saco da patrulha politicamente correta. Encheram o saco de justiceiros sociais dizendo para elas o quanto elas são racistas, machistas, odiosas, reprováveis e MANDAR no que elas TÊM que fazer para não serem chamadas assim.
E essa encheção de saco pode levar à um efeito rebote ruim, que é uma multidão de pessoas totalmente sem solidariedade com as outras, insensíveis, sem nenhuma empatia, porque resolveram que a resposta correta aos degenerados do politicamente correto é se tornar um degenerado que diz coisas horríveis com o intuito de chocar e mostrar que ninguém manda na sua boca.
Se conselho fosse bom, ninguém dava, mas fica o meu aqui: seja contra eles, mas não se torne eles (só que ao contrário).

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Presidente Trump


Ufa! Quem esperava isso? Confesso que eu esperava, aliás, torcia, mas não achava que seria possível. Não com esse massacre da grande mídia, dos artistas de sempre, do politicamente correto, dos globalistas.

Mas Trump acreditou, seus "deploráveis" (como assim Hillary definiu os eleitores dele) acreditaram e os Estados Unidos mostraram um dedo médio gigante para todos os que diziam, praticamente mandavam, em quem eles deveriam votar para provar que não eram racistas, machistas, homofóbicos, xenófobos, fascistas, enfim, deploráveis.

E aí está a primeira grande lição desta surpreendente eleição americana de 2016: o cidadão médio, aquele que acorda, trabalha, paga impostos, luta contra os problemas diários e quer apenas ser deixado em paz para tocar sua vida, criar seus filhos e cultivar seus valores, encheu o saco da reengenharia social da esquerda.

Teorias de gênero, banheiros mistos, luta de classes, pessoas sendo jogadas contra outras pessoas pela cor da pele, religião, sexo. O cidadão médio, cristão, de família, "de bem" - como a esquerda diz, quase xingando - cansou. E deu o troco. Big.

A esquerda dos Estados Unidos - assim como a do Brasil nas eleições municipais - foi sovada nas urnas, punida, doutrinada. Mas pelas suas reações aqui e lá, ainda bem, não aprendeu nada.

Sociólogos de DCE e cientistas políticos cheerleaders acham que o erro foi do eleitor e não deles. Seguem na sua arrogância e elitismo, na sua guerra ao pensamento das pessoas comuns, que é, sim, conservador.

O mesmo cidadão que é chamado de ignorante, burro, imbecil, fascista, retrógrado, que é mandado "ler, estudar, melhorar", como se marxismo de botequim fosse a solução para melhorar a cabeça de alguém, este mesmo cidadão é o que pega um trem lotado, mora numa casa modesta, paga crediário e desliga o ar-condicionado no meio da noite para economizar na conta de luz.

Prazer, esquerda, este é o verdadeiro oprimido.

Não a militante feminista, o militante gay ou o ongueiro afro da faculdade, que acha que escrever "fora Temer" no copo do Starbucks ou chamar Ivo de Eva é uma grande revolução.

Esse militante de esquerda, no DCE, na GloboNews, na CNN, no New York Times, na academia, que acha que pode "mudar o mundo" enfiando sua idéia distorcida de amor ou tolerância ou diversidade pela goela dos outros abaixo, prazer, esquerda, este é o verdadeiro opressor.

E ele é você. E é por isso que tudo está saindo do seu controle.




terça-feira, 8 de novembro de 2016

Eleição americana for dummies


Para você que não sabe a diferença entre Alaska e Nebraska, um pouco sobre a eleição americana.
- A eleição americana é sempre na primeira terça depois da primeira segunda de novembro, ou seja, é sempre de 2 a 8 de novembro.
- Isso porque como o país era rural, os deslocamentos longos e a eleição não podia atrapalhar os dias religiosos e o dia do mercado (quarta) era preciso dar tempo para as pessoas das áreas rurais se deslocarem até os centros e voltar a tempo de participar dos mercados na quarta.
- Cada lugar do tem cédulas e sistemas de votação diferentes. Pode ser touch screen, cartão perfurado, bilhete marcado, etc.
- A contagem é feita localmente, para diminuir os riscos de fraude.
- Nos EUA o resultado da eleição não "espera o Acre". Conforme finaliza o horário (de acordo com o fuso) em cada estado, a apuração começa e os números saem mesmo com outros estados ainda votando.
- Fato curioso: ao saber os primeiros resultados nos estados que terminam primeiro, eleitores de estados que ainda estão com a votação aberta correm para votar e "ajudar" seu candidato.
- Além de eleger presidente, congressistas, governadores, juízes e até xerifes, eles votam referendos sobre tudo, desde maconha até impostos e orçamentos do governo.
- Essa quantidade de escolhas pode fazer com que as cédulas de votação cheguem a ter tamanhos bem consideráveis com até mais de uma página.
- Etiquetas de alimentos, casamento entre pessoas do mesmo sexo, impostos para custear bolsas estudantis, TUDO vai para a cédula e o eleitor decide.
- Em 2012 somente a Califórnia teve 11 proposições na cédula. Cada estado coloca o que quiser resolver ali, independente do governo central.
- Boca de urna? Pode. Tirar foto do voto? Pode. Votar antes do dia da eleição? Pode. Se arrepender e depois cancelar para votar de novo (no voto antecipado)? Pode.
- Astronautas americanos na estação espacial podem votar do espaço.
- Mesmo assim eles podem decidir não votar, já que o voto é facultativo no país, o que faz com que os partidos dediquem muito esforço na operação "GOTV - get out the vote", ou "busque o voto".
- Nem sempre quem ganha o voto popular leva. Cada estado tem direito a um certo número de votos eleitorais de acordo com o tamanho de sua população e este colégio eleitoral é que elege o presidente.
- Alguns estados utilizam o sistema "winner take all", onde o vencedor fica com todos os delegados do estado (por exemplo, a Flórida e o Texas) e outros dividem estes delegados de acordo com os distritos eleitorais, como o Maine.
- A Califórnia é um estado considerado "sólido" para os democratas, que ganham seus 55 votos eleitorais desde a eleição de Bill Clinton em 1992.
- Já o Texas é uma fortaleza dos republicanos, que ganham seus votos eleitorais desde 1980, com Ronald Reagan.
- Essa característica faz com que os candidatos a presidente sequer façam campanha em estados tradicionalmente vencidos pelo adversário, já que perder por um voto ou um milhão não faz diferença.
- Por isso praticamente não há campanha em estados como Oregon (democrata) ou Idaho (republicano).
- Desde 1968 o Kansas só dá a vitória aos republicanos.
- Desde 1964 o democratas vencem no Distrito de Columbia.
- O símbolo dos democratas é um burro, o presidente Andrew Jackson (1828) era chamado por adversários de "burro" e passou a adotar a imagem como desafio, que se popularizou.
- Em 1872, o cartunista Thomas Nast fez uma charge colocando um burro na pele de um leão e assustando os animais no zoológico, no mesmo desenho ele colocou um elefante correndo com a legenda "voto republicano", partido que acabou adotando o elefante como seu símbolo.
- Hillary não é a primeira mulher candidata a presidente, mas Victoria Woodhull em 1872, pelo "partido dos direitos iguais". Ela foi uma "sufragista", ativista pelo direito das mulheres ao voto.
- Franklin D. Roosevelt foi eleito presidente quatro vezes, antes da 22ª emenda constitucional limitar a dois mandatos as reeleições.
- Uma vez eleito e reeleito nos Estados Unidos, um presidente nunca mais pode se candidatar ao cargo.
- Antes de 1804, o segundo colocado ganhava o cargo de vice-presidente como prêmio de consolação.
- Quem será que leva esse ano?

sábado, 5 de novembro de 2016

Não seja um ET


Em muitos filmes de ficção científica os alienígenas são retratados como seres com tecnologia superior, indiferença total à subjetividade da raça humana e disposição total para nos tomar tudo o que puder sem se importar com o sofrimento que isso cause.
Confrontados com seus planos de destruir a Terra, sequestrar, aprisionar e escravizar pessoas, espalhar seu lixo, sugar todos os recursos ou simplesmente nos destruir apenas por que "podem", nossa reação no cinema vai do pavor à angústia, do medo à raiva, do sentimento de auto-preservação ao desejo de vingança.
E os personagens dos filmes geralmente fazem tudo isso para satisfazer a sede do público. Mas o que sobra no final é: eles não tinham o direito de fazer isso e merecem ser punidos.
Agora, me diga qual a razão de pensarmos diferente quando humanos vão até o oceano ou às florestas do mundo e retiram daquele habitat natural animais para serem aprisionados e expostos em zoológicos, aquários ou parques aquáticos?
Não é uma necessidade vital, já que não comemos golfinhos e nem tomamos sopa de leão, é pura diversão, disfarçada de interesse científico. Fazemos apenas porque podemos.
A ciência hoje não pode afirmar que, por exemplo, peixes sintam algo quando removidos do cardume para ficar circulando numa caixa de vidro sob olhares curiosos. Mas não pode afirmar também que não sintam nada.
Já baleias, golfinhos e vários outros animais sim, eles sofrem com essa ação. Assim como sofrem com a poluição que produzimos, com o descaso com o qual utilizamos recursos naturais, com a destruição que invariavelmente cerca a presença humana.
Agora pense o seguinte: nem sequer alienígenas somos, mas agimos igualzinho aos ETs de filme que desejamos a morte quando fazem o mesmo conosco.
O planeta ser nosso, não significa que este nosso diga respeito apenas ao humano. É nosso. Nosso e deles.
Tente não ser um ET.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Seu dinheiro, seu conforto

(Clique na imagem para ampliá-la)

O mapa que aparece nesta imagem é do metrô de Caracas, pago em grande parte com o seu dinheiro via BNDES por ordem do PT.
Só te faço uma pergunta: o metrô da sua cidade no Brasil é melhor do que esse?

Os periquitos de realejo


Conceito de educar para a esquerda brasileira: extrair à fórceps tudo o que não interessar à "revolução", apelidar isso de "desconstrução" e rechear o espaço vazio que fica com um tal pensamento crítico que faz todos repetirem conceitos de esquerda como loros de bar ou, se preferir outra figura ornitológica, periquitos de realejo, retirando frases prontas de uma gaveta.
Milhares de pessoas que pensam criticamente, livremente e só por uma incrível coincidência, todas iguais umas às outras.
Mas não tem doutrinação alguma, claro. Isso é coisa de direitista que bate panela e "não lê" (o que eles mandam e de preferência comentado por eles mesmos).

O que esperou e espera cada um


O presidente Michel Temer tem agido nos bastidores para livrar Renan Calheiros dos seus problemas, dizem alguns blogs especializados em política.
Fora isso, a revista Época publicou uma reportagem perturbadora no final de semana, dizendo que Renan agiu em conluio com ministros do STF e membros do governo para simular uma crise institucional que desacreditasse a operação Métis, da polícia federal, que pegou o mesmo Renan utilizando a polícia legislativa como sua Gestapo particular ou FBI das bananas, como preferir.
É bom que Michel Temer entenda de uma vez que ele não tem capital político para queimar salvando um prontuário ambulante como Renan Calheiros. O país tem uma séria crise para superar e assim como chegou ao posto mais alto do país, ele pode cair dali num piscar de olhos.
Dilma Rousseff, por mais impopular que fosse, contava com o exército de movimentos sociais e braços armados do PT para fazer berraria em sua defesa. São jacarés sem dente, mas fazem bagunça suficiente no pântano para parecer que há um apoio na sociedade quando não há.
Com tudo isso Dilma caiu. Está agora em casa, esperando que a lava-jato a alcance.
Eduardo Cunha contava com um exército de 200 deputados que, segundo a lenda, "faziam o que ele mandasse". Desafiou todos os limites da prudência - como indo numa CPI sem ser convocado, mentir e ser pego na mentira - e deu no que deu.
Com todo esse apoio, Eduardo Cunha caiu. Está agora ocupando uma cela em Curitiba, esperando uma delação premiada.
Basta uma enxurrada de más notícias, basta que a grande parte da população que está tendo paciência com quem herdou a maior crise em 80 anos perca essa paciência, basta que a fuça de Renan Calheiros e seu riso pernóstico instiguem um "chega" no asfalto, que a rua enche e sabe o que acontece?
Com toda a paciência, com todo o apoio do PMDB, com todos os 300 e tantos deputados que agora estão na sua "base" e correrão para a oposição assim que sentirem o cheiro de sangue na água, Temer cairá.
E não se sabe qual lugar o esperará na história.
Renan Calheiros não vale tudo isso. O desaparecimento político desta figura sinistra só fará bem ao país. Não fará a menor falta.
Que um presídio o espere.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Chefe da tribo Carosella

A quantidade de auto-declarados descendentes de índios/negros na Lapa-São Salvador ou Vila Madalena só compete com a de brancos de raiz no country club.
É tipo uma roupa da moda.
Aquela cozinheira de ocupação, a Paola Carosella, mesmo é uma que se fosse brasileira votaria no PSOL e diria que é bisneta de índio.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O país e sua juventude sequestrada


Hoje um juiz de Brasília ordenou que a polícia militar cortasse a luz, água, gás e proibisse a entrada de alimentos e demais mantimentos nas escolas ocupadas por estudantes no Distrito Federal.
Logo sites a serviço do PT - o partido que insufla essa desordem através de seus braços sindicais - acusou a medida de "tortura". Convenhamos, tortura para esses playboys seria cortar o sinal do celular e o Wi-Fi.
Mas esse nem é o absurdo, o absurdo mesmo começa quando chamamos de "ocupações" o que na verdade são invasões. Esse pessoal - uma minoria estridente, como sempre - que está ali atrapalhando os outros pouco se lixa para a educação, seu negócio é a "revolução" que os doutrinadores botaram nas suas cabeças.
Para acabar com essas invasões bastaria colocar professores nas salas dando conteúdo relevante. Em coisa de cinco minutos eles sairiam correndo dali.
Piadas à parte - e isso tudo é uma grande piada de mau gosto - essa situação só chegou neste ponto por culpa da reação dos governos e da sociedade ainda em 2015, quando a palhaçada começou nas escolas de São Paulo.
Ao invés de reportagens, entrevistas e até a Paola Carosella cozinhando para os invasores, o que deveria ter acontecido eram mandados de reintegração de posse, presença da polícia e responsabilização dos pais de todos os menores que estavam ali servindo de massa de manobra.
E se você ainda acha um absurdo usar a polícia para retomar um patrimônio público turbado e garantir o direito da maioria, te respondo uma coisa: absurdo é a sociedade continuar assistindo passivamente o PT sequestrar o país e sua juventude só para não ter o fim que merece, o fim que buscou para si.

Militância virtual


Em 2013 o militante em tempo integral, aquele que se orgulha se acabar com os almoços de família e acha que tudo na vida - até a fila do pão - é um palanque colocou um twibbon "não é pelos 20 centavos" na foto de perfil do Twitter e do Facebook. Logo em seguida, revoltado com os coxinhas que invadiram a rua e estragaram a revolução, trocou por um "fascistas não passarão".
Em 2014 usou um "Copa das copas", "Dilma coração valente", "Dilma 13" e até um "Lacrei o 13".
Veio 2015 e com ele o "10% do PIB para a educação", "Dilma fica", "Redução não é a solução", "Fora Cunha", "Contra o golpe", "impeachment não", "Devolve Gilmar".

2016 foi frenético. "Fica, querida" e "não vai ter golpe, vai ter luta", "democracia sim, golpe não", "não reconheço governo golpista" e "fora, Temer".

Teve ainda "Haddad prefeitão", "Freixo 50" e, com as surras eleitorais o "Ocupa tudo" e "não à PEC 241", "escola sem pensamento crítico não é escola".
Meu, tu é chato, hein?

Quem ganhou e quem perdeu

Essa esquerda que foi às ruas com adesivos no peito e um discurso pronto defender o bolivarianismo de botequim do PSOL é, como bem observou Joel Pinheiro da Fonseca, uma gente que se acha portadora de uma moral superior e inatingível para aqueles que discordam dela.
São pessoas que, de verdade mesmo, odeiam pobres - religiosos, conservadores, "cabeças pequenas" - e a classe média - egoísta, elitista, atrasada, golpista, machista, fascista, homofóbica - mas esperam adesão total destas duas aos seus projetos de poder.

Caso sejam contrariadas uma enxurrada de xingamentos, ofensas e de uma genuína indignação por ter que dividir o mesmo país com essa gente que não se enquadra é posta para fora como um vômito de ressentimento, sentimento que não só compõe a rima, como é a principal característica do seu pensamento.
Mas outra coisa que a esquerda é, e você dificilmente irá discordar caso não seja de esquerda, é chata. Uma foto de uma moça segurando um cartaz onde se lia "até que você acorde nós vamos lutar por você" é a cara dessa esquerda.
Eles simplesmente não acreditam que o outro possa tomar uma decisão contrária às suas visões de mundo de forma consciente, clara e objetiva. O outro é sempre o burro, o que não lê, o manipulado, afinal, quem iria discordar do que é, para eles, o bem que luta contra o mal?
Dessa forma, como bem observou no Twitter a paulista Fernanda Tanaka, um rico que vota em um partido que jura que vai taxá-lo ao limite da espoliação é "esclarecido", mas um pobre que vota em quem promete asfaltar a sua rua é "burro".
Só mesmo sendo membro de uma família Manson vermelha para não perceber o absurdo.
Crivella certamente venceu no Rio, assim como João Dória venceu em São Paulo. Afirmar que suas vitórias não passaram de derrotas da esquerda é diminuir as campanhas inteligentes que fizeram.
Mas dá, sim, para afirmar também que a grande derrotada foi a esquerda. Uma esquerda arrogante, grosseira, messiânica, que interdita qualquer debate caso haja um contraditório. Que taxa de "atrasado" quem na verdade não quer "avançar para trás" como é tudo o que ela propõe.
Enfim, uma esquerda que, pelas suas reações e análises após a peia que levou nas urnas, pelo visto não aprendeu nada.
Ainda bem.