quinta-feira, 10 de novembro de 2016

"O politicamente correto é a tirania com uma cara feliz" Chalrton Heston

Certa vez pedi informações sobre uma localização para alguém na rua e a pessoa me respondeu assim:
- Vai por essa rua, dobra à direita, segue reto, sabe uma praça que tem uma escola?
- Sei, sim!
- Então, não é nessa praça, continue reto e...
Lembrei disso ontem quando a conta do Twitter da Folha de São Paulo divulgou assim a reação da torcida pela vitória do Brasil no Mineirão: "sem gritos de bicha, torcida brasileira provoca argentinos". Foi como pedir informação para a pessoa da praça novamente.
Começar essa notícia com a informação "sem gritos de bicha" é como dizer "sem comer peixe, fulano foi na churrascaria". É a não notícia se enfiando na notícia para cumprir a agenda do politicamente correto.
A imprensa - não só a brasileira, mas a mundial - entendeu que não existe mais para dar notícias, mas para educar o povo direcionando seu pensamento, adestrando seu comportamento, moldando sua mente.
Nem falo só dessa nova obsessão pelos gritos de "bicha" que sempre existiram nos estádios ou pela, quem sabe, futura obsessão com o xingamento preferido às mães dos juízes, talvez associando-o à cultura do estupro, ao machismo ou seja lá o que essas cabeças doidas imaginem. Falo da reação que já começa a acontecer e que é preocupante.
Preocupante porque as pessoas encheram o saco da patrulha politicamente correta. Encheram o saco de justiceiros sociais dizendo para elas o quanto elas são racistas, machistas, odiosas, reprováveis e MANDAR no que elas TÊM que fazer para não serem chamadas assim.
E essa encheção de saco pode levar à um efeito rebote ruim, que é uma multidão de pessoas totalmente sem solidariedade com as outras, insensíveis, sem nenhuma empatia, porque resolveram que a resposta correta aos degenerados do politicamente correto é se tornar um degenerado que diz coisas horríveis com o intuito de chocar e mostrar que ninguém manda na sua boca.
Se conselho fosse bom, ninguém dava, mas fica o meu aqui: seja contra eles, mas não se torne eles (só que ao contrário).
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