segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Temer, a queda é logo ali


Quando assumiu logo após o impeachment daquela senhora que ocupava a presidência, Michel Temer contava com uma grande dose de boa vontade de uma parcela considerável da população.
Mas ele não deveria ter se enganado: não era aprovação para ele, mas para qualquer coisa que não fosse o PT.
De lá pra cá é certo que Temer tomou algumas medidas que evitaram que o país caísse no abismo e que podem até ajudar a tirar o Brasil da crise em que os corruptos do PT o enfiaram, mas isso não é nada demais.
Qualquer coisa que não fosse o PT já seria menos pior do que o PT.
O problema é que fora isso nada mais que preste aconteceu. Jantares milionários para angariar votos no congresso, convescotes com shows de samba ao custo de milhares de reais, projetos para aumentar salários de servidores enquanto o resto do país aperta o cinto e é atingido por medidas amargas, farra com jatinhos da FAB, investigados na lava-jato conspirando abertamente para melar a operação com apoio tácito - e nem tanto - do planalto.
Não dá. Temer precisa entender que não tem capital político para isso. Foi eleito na chapa do PT numa eleição para com dinheiro sujo do petrolão. Não foi a opção da maioria que foi às ruas pedir a queda do governo petista.
O que ele faz cercando-se de gente como Renan Calheiros, Romero Jucá ou Moreira Franco é convidar a multidão de volta ao meio-fio, dessa vez para correr atrás dele.
E os movimentos pró-impeachment também precisam agora provar que não foram para as ruas só contra o PT, mas de fato contra a corrupção. Não temos tempo a perder com um governo novo formado por velhos políticos que fazem as práticas de sempre.
O presidente precisa escolher entre o Brasil e os seus companheiros corruptos pegos na lava-jato.
Se escolher os últimos, merece cair.
0 Comentários