quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O eleitor de castigo

A moda na Baixada Fluminense (e não tenho por que duvidar que tambem seja no resto do país) são prefeitos que perderam a reeleição ou não conseguiram eleger seu sucessor abandonando completamente as suas cidades.

Coleta de lixo, manutenção do calçamento, pagamento de funcionários, fornecimento de material para escolas, postos de saúde e hospitais, tudo suspenso e o cidadão largado à própria sorte.

Alguns desses alcaides não aparecem para trabalhar há dois meses, mais ou menos o tempo que levou da eleição até agora.

Não tem retrato melhor da mentalidade política brasileira do que esse. Suas excelências assaltam o cidadão em impostos e taxas, usufruem desse dinheiro dos outros como uma verdadeira corte de Maria Antonieta e acham que fazem um grande favor quando se dispõem a prestar algum serviço mal e porcamente.

Dessa forma cortam o "favor" quando o eleitorado "não se comporta" direito.

Nunca mais poder exercer qualquer cargo público, eletivo ou não, pelo resto da vida é o mínimo que poderia acontecer com essa gente.

Mas conhecendo a já citada mentalidade política brasileira, que também, infelizmente, pertence ao eleitor, é capaz dessa gente voltar como deputado na próxima eleição.

Pobre país sem vergonha e sem esperança.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O círculo absurdo

World Trade Center, Paris, Bruxelas, Nice, Berlim e tantos outros locais atingidos pela perseguição religiosa e étnica, sim, porque o que acontece no mundo hoje é uma perseguição religiosa contra cristãos e ocidentais, e o mais bizarro é que você vê mais preocupação com as suscetibilidades dos seguidores do islã do que com as vítimas dos seguidores do islã.

São os aviões que bateram nas torres gêmeas, é a bomba que explodiu, é o caminhão que atropelou as pessoas e curiosamente ninguém se incomoda muito com o fato de aviões, bombas e caminhões não matarem pessoas sozinhos, mas precisarem de outras pessoas operando-os para fazer isso.

Mas todo o cuidado é pouco, afinal, a pior parte de um atentado cometido por um terrorista islâmico é que isso pode aumentar a "islamofobia" e dar discurso à "extrema-direita".

A sequência dos fatos parece ser monótona e absurdamente igual. Ocorre um atentado, as pessoas fazem uma hashtag "#PrayFor", trocam a foto de perfil nas redes sociais pela bandeira do país vítima da vez, surgem textões cobrindo o ocidente de culpa, a coisa cai no esquecimento e logo vem um novo atentado.

E você não pode nem se indignar, exigir medidas de segurança, sentir o medo natural de quem já foi mordido uma, duas, três vezes, não, o politicamente correto vai te dizer que você deve se sentar à mesa junto com a fera e o seu medo e preocupação são errados, você deve aceitar, aceitar, aceitar.

Obrigar os outros, através da culpa, a amar e tolerar quem os odeia é a obra mais macabra da esquerda.

Coragem e covardia

Em 2008 os republicanos levaram uma surra. Perderam a presidência, o senado, a câmara e a narrativa. Ao invés de acenar para a esquerda, ceder ao politicamente correto, pedir arrego para a grande imprensa ou tentar ser quem não são, fizeram o oposto dessa atitude tíbia, que seria a escolhida por 10 entre 10 partidos brasileiros.

Cerraram fileiras, perderam votações seguidas no congresso mas sempre votando em bloco, marcando posição, criticando na imprensa, obstruindo, fazendo barulho e no final recuperaram a câmara.

Mais adianta recuperaram o senado mas nem por isso amoleceram, pelo contrário, foram pra cima com tudo e a despeito do nariz torcido dos caciques do partido para Trump, bancaram sua candidatura contra todas as previsões e venceram.

Hoje, oito anos depois, ainda de certa forma liberal economicamente, conservador por princípio e anti-politicamente correto, eles tem a Casa Branca, o congresso, a maioria dos governos estaduais e a maioria das legislaturas estaduais. Eles simplesmente dizimaram eleitoralmente os democratas, com Obama, os Clintons, Al Gore, a grande imprensa e tudo.

Coragem paga dividendos, covardia só traz prejuízos, como a "oposição" que tínhamos no Brasil e que agora é um governo envergonhado (e com razão) provam.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O bolo da esquerda

Todos os elementos estão lá: brancos contra negros, mulheres contra homens, nordeste contra sudeste, héteros contra gays.
Mas vem o esquerdodoido e diz:
- Ai, coxinha, você não leu.
- Li sim, é uma bosta como todos os outros textões.
- Então você não sabe interpretar, seu ignorante.
É como se você se deparasse com um bolo de fezes mas o sujeito quisesse te obrigar a comê-lo antes de dizer que está ruim ou solado.

A estratégia perdedora da esquerda

Quem sou eu para dar conselho pra esquerdista e principalmente feminista - elas não precisam de nada vindo de "omi" - ainda mais porque quero mais é que sigam nesse caminho maneiro que elas estão, mas pensa comigo: como fazer uma posição prosperar na sociedade?

Um jeito é pela força. Outro jeito é pelo convencimento.

Não imagino gente que corre de bomba de efeito moral fazendo nada pela força, então vamos analisar o caminho do convencimento.

Quem deseja chamar os outros para si, angariar apoio, simpatia e adesões age como? Dialogando, ouvindo, respeitando, cedendo, mudando de rumo e encaixando um discurso que aglutine, ou berrando, xingando, ofendendo, mandando os outros calarem a boca?

- Você não pode falar disso, você não é mulher.
- Você tem que calar a boca, você é branca.
-  Isso não te diz respeito, fique quieto e aceite.
- Não está conosco? Vamos nos juntar, atacar e destruir a pessoa.

Não me parece uma estratégia muito boa, tanto que nem entre mulheres o femidoidismo de DCE é maioria.

Essa postura raivosa, surda ao mundo que a cerca, que constrói bolhas que só são habitadas por quem pensa exatamente igual é que gera surpresas como "não sei por que meu candidato perdeu, todo mundo que eu conheço votou nele".

Mas o mais curioso é como insistem no erro. Intolerantes, cagadores de regra, patrulheiros da vida alheia, sem o menor senso de humor ou nuance, essa gente está perdendo a briga até para a turma da "zueira" na internet.

Com bom humor, sátira, deboche e métodos que ganham simpatia, gente que a esquerda chama de "burros, bolsominions, ignorantes, machistas, fascistas, etc." dá uma surra de comunicação.

Já ajudaram a eleger um presidente dos Estados Unidos e podem muito bem repetir o feito por aqui. E a esquerda, viciada em ideologias e práticas de 50, 100 anos atrás, segue cometendo os velhos erros, a ponto de a impressão que fica é que a esquerda só tem mesmo erros para cometer.

Mas como disse no início, quem sou eu para dar conselhos. Quero mais é que percam uma atrás da outra mesmo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Menos ocupação e mais gente se ocupando


Neste momento uma loja de móveis está sendo atacada por feministas e seus equivalentes nas redes sociais.

Mas vamos aos fatos: um cara relacionado à loja disse num grupo sobre design que acha que homens são melhores do que mulheres para projetar móveis. Uma opinião tosca, mas ainda assim é a opinião dele, o máximo que qualquer pessoa normal pode fazer é discordar e lamentar.

Segundo fato: a empresa resolveu fazer uma campanha utilizando modelos em trajes sumários e situações meio surreais - uma bela morena segurando um CABIDEIRO numa descida para uma PRAIA, por exemplo - para promover seus produtos.

Pronto. Os justiceiros sociais juntaram sua turba para fazer o que sabem melhor: linchamento e assassinato de reputações, dando falsas avaliações para fazer a empresa ficar com o filme queimado no Facebook.

Ao invés de fazer o que 99% dos social medias fazem e pedir desculpas beijando o anel do coitadismo, a empresa lançou um desafio: se eles conseguirem fazer a avaliação ficar abaixo de 1.1 (uma medida do Facebook) até o final de janeiro, eles doam 10 mil em compras para a moça que iniciou a confusão. Se a avaliação ficar acima disso eles doarão uma outra quantia para a AACD.

Assim a área de avaliações da empresa virou um campo de batalha de fazer inveja à batalha dos bastardos de Game of Thrones.

Mas isso é normal, essa gente do "mais amor por favor" transforma tudo em guerra. O curioso são as declarações dos justiceiros sociais.

Mulheres que não concordam com eles merecem apanhar e serem escravizadas pelos maridos. Homens que não concordam com eles merecem ser "expostos" e "sofrer" e a empresa que ousou desafiá-los merece "ir à falência".

Ou seja, em nome de uma subjetiva "objetificação da mulher" - não consta que a modelo das fotos tenha sido obrigada a estar ali - eles acham que várias famílias que dependem de uma empresa merecem perder seu sustento, apenas para "vencer o argumento".

Como se nota, feminismo, afro-coitadismo e qualquer justiçagem social em geral não passa de uma adolescência eterna ou tardia: uma idiotice que atinge a pessoa e quando aparecem responsabilidades, preocupações de verdade e contas para pagar, geralmente passa.

E quando não passa acontece isso que aconteceu com essa loja de móveis.



Quem estiver curioso, o link para a página deles está aqui: https://www.facebook.com/AlezziaMoveis/

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Futuro quebrado

Vou me repetir: vocês notam que não tem um projeto que tire o país dessa desordem geral em que se encontra? Dessa beira da anarquia?
Desse caos e desordem moral, ética, política, econômica?
São ladrões de um lado, lunáticos de outro e gente inexpressiva por toda parte.
Um congresso preocupado em manter privilégios e em não ser preso, o sistema educacional formando idiotas úteis, um relativismo moral que faz alguém comparar a mãe de um jogador morto no acidente de avião da Chapecoense com o filho supostamente traficante de uma funkeira que foi morto numa suposta - haja suposição nessa terra - troca de tiros com a polícia, um sujeito que nem Jader Barbalho discursando na tribuna do senado contra a imprensa e a lava-jato enquanto chamava um outro sujeito como Renan Calheiros de "senhor presidente", um governo querendo botar o trabalhador na canga por 49 anos para se aposentar enquanto não corta uma mordomia de qualquer uma das castas de Brasília e uma eleição se aproximando seja em 2017 ou 2018 com opções que dão vontade de sentar e chorar.
O PT com suas alianças espúrias e sua profissionalização do "malfeito" não destruiu só a economia, mas também quebrou o futuro.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Precisamos mudar tudo, mas mudar como?

Segundo o Datafolha só quem venceria o Lula num eventual segundo turno em 2018 seria a Marina Silva, ou seja, Lula usaria todo o dinheiro arrecadado pelo PT para comprar mais da metade do eleitorado que, muito ocupado contando as notas, esqueceria que a Marina também é petista.

2018 é o ano do desalento. Seria até mais fácil suportar a espera até lá se não soubéssemos que o PMDB, por exemplo, estará no mesmo lugar de sempre, ou seja, sendo assediado pelo eventual eleito para "compor a base" e "garantir a governabilidade".

O que pode levar o eleitor a se dirigir até a urna com sede de vingança, com vontade de punir. Isso é bom, porque traz mudança, mas não necessariamente bom, porque nem toda mudança é para melhor.

A impressão é que dentro desse arcabouço sobre o qual se apóia a democracia brasileira tudo está podre. Executivo, legislativo e judiciário são castas que vivem alheias à realidade do brasileiro médio, que simplesmente cansou delas, não as suporta mais, porém não descobriu o que colocar no lugar.

Sem lideranças ou projetos de país que enxerguem o futuro além da eleição de 2018, o que se tem é desesperança, que leva ao desespero, que leva à decisões perigosas.

Podemos ir assim para as mãos de um novo caçador de marajás ou de algum testa de ferro da mesma gangue que hoje e sempre domina Brasília, que hoje mais do que uma draga de recursos, virou uma draga de esperanças.

O sistema político brasileiro precisa ser implodido. Não há o que preservar nele. O problema é: substituído pelo quê?

Eu pessoalmente não sei a resposta.