segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Precisamos mudar tudo, mas mudar como?

Segundo o Datafolha só quem venceria o Lula num eventual segundo turno em 2018 seria a Marina Silva, ou seja, Lula usaria todo o dinheiro arrecadado pelo PT para comprar mais da metade do eleitorado que, muito ocupado contando as notas, esqueceria que a Marina também é petista.

2018 é o ano do desalento. Seria até mais fácil suportar a espera até lá se não soubéssemos que o PMDB, por exemplo, estará no mesmo lugar de sempre, ou seja, sendo assediado pelo eventual eleito para "compor a base" e "garantir a governabilidade".

O que pode levar o eleitor a se dirigir até a urna com sede de vingança, com vontade de punir. Isso é bom, porque traz mudança, mas não necessariamente bom, porque nem toda mudança é para melhor.

A impressão é que dentro desse arcabouço sobre o qual se apóia a democracia brasileira tudo está podre. Executivo, legislativo e judiciário são castas que vivem alheias à realidade do brasileiro médio, que simplesmente cansou delas, não as suporta mais, porém não descobriu o que colocar no lugar.

Sem lideranças ou projetos de país que enxerguem o futuro além da eleição de 2018, o que se tem é desesperança, que leva ao desespero, que leva à decisões perigosas.

Podemos ir assim para as mãos de um novo caçador de marajás ou de algum testa de ferro da mesma gangue que hoje e sempre domina Brasília, que hoje mais do que uma draga de recursos, virou uma draga de esperanças.

O sistema político brasileiro precisa ser implodido. Não há o que preservar nele. O problema é: substituído pelo quê?

Eu pessoalmente não sei a resposta.

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