sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Professores não, doutrinadores

A educação no Brasil passou de mal a pior no momento que transmissores de conteúdo começaram a se achar "educadores".
Alunos brasileiros tem desempenhos pífios em praticamente qualquer avaliação comparativa com outros países, mas ao invés de ensinar as quatro operações básicas sem a ajuda da calculadora do iPhone ou a conjugar verbos e usar corretamente o infinitivo, esses professores doutrinadores preferem usurpar o papel das famílias e contrabandear suas agendas para o currículo escolar.

Se aproveitam de uma audiência cativa e de uma posição de superioridade para se imiscuir na educação de crianças e adolescentes ao arrepio dos pais.
E quando você ouve esses anormais falando sobre o próprio papel, sobrevalorizando sua importância, percebe como eles acreditam mesmo que a função deles é formar caráter, quase salvando a criança da própria família.
Ensinar um jovem a instalar um chuveiro, ventilador de teto, fazer um móvel ou princípios básicos de educação financeira os prepararia mais pra vida do que o lixo que se vomita nas salas de aula de escolas públicas e particulares do país.
O projeto escola sem partido nunca foi tão urgente.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Diversidade

- Branco cale a boca.
- Hétero só fala merda.
- Tem muito branco nesse comercial.
- Ai, que perfeito, aqui só entra preto.
- "Apropriação cultural".
- A raça é humana, não existem raças.
- Só pode usar turbante quem for da raça negra.
- Você não é europeu só porque seu avô era italiano, seu white pardo.
- Sou africana, meu tatatatatataravô foi escravo.
- Não existe racismo reverso.
- O que essa branca ridícula está fazendo com aquele palmiteiro?
- Me senti ofendido, vou cuspir na sua cara, homofóbico.
- Protesto de ódio contra cotas.
- Luta linda pelas cotas.
- O Brasil é multicultural.
- Porque você não toca um samba, coloca um batuque nisso aí, pra ficar com mais cara de Brasil?
- Só porquê sou mulher você não quer me ensinar isso?
- Mansplaining.
- O feminismo é sobre igualdade.
- Omi é uma raça maldita que precisa desaparecer.
- Menos ódio e mais amor.
- Alguém dê um tiro no Bolsonaro.
- Crente rezando em escola religiosa é intolerância.
- Bora ali quebrar a imagem de uma Santa?
- Uma criança de 17 anos não pode ter maioridade penal, ela não sabe o que faz.
- Uma criança de 5 anos já pode decidir sim qual é o seu "gênero", seu fascista.
- Vivemos numa democracia, censura nunca mais.
- Migos, vamos denunciar a página daquele coxinha para tirá-la do ar?
- Caramba, como você tá branquela, vai tomar um sol.
- Como assim você não acha penteado black power bonito? Racista.
- Trump xenófobo, yankees go home!
- Férias na Disney com mami e papi, kkkkkkkkk.
- Toda família é linda, não importa sua composição.
- Chora, família tradicional.
- Discurso de ódio não é opinião.
- Stalin matou foi pouco.
- Existe a extrema-direita, a extrema-direita e a extrema-direita.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A guerra da imprensa contra você e a sua família

Você e sua família estão sofrendo um ataque sistemático, determinado e diário.

Já percebeu a quantidade de notícias sobre travestis, drag queens e homossexualismo em geral que são veiculadas todos os dias em jornais e portais?

Não sei ao certo qual é a proporção de pessoas desse grupo na população. 10%? 5%? 1%? 0,5%? Mas com certeza quem observa o interesse da imprensa nacional, as polêmicas em museus, os programas, vai pensar que é pelo menos metade do país, tamanha a superexposição.

Respeito é uma coisa. Mas quando começam e levar crianças em exposições com sexo explícito, travestis em escolas para ensinar "gênero" e colocar na TV esses assuntos no horário matutino, eles atacam o seu direito de criar seu filho de acordo com os seus valores.

O problema não é o conteúdo em si, quem quiser que ensine porcaria para seus filhos, o pior é que essas escolas nem pedem mais autorização dos pais. Fazem e pronto. Obrigam a pessoa a reclamar DEPOIS.

E os motivos são simples: primeiro criam um fato consumado. É como se achassem no direito de determinar o que é melhor para suas crianças. Depois, ao obrigar os pais a se manifestarem CONTRA, vão expô-los como "homofóbicos".

Quando empresas são proibidas de anunciar brinquedos, mas liberadas para dizer que "não existe brinquedo de menina ou menino", é o seu direito de criar seu filho que é atacado.

Quando o ensino religioso voluntário é atacado mas a militância radical de esquerda incentivada até mesmo em idade pré-escolar, é o seu filho e a sua família que estão sendo atacados.

Num país com os piores índices de educação do mundo, ninguém parece se importar mais com matemática, português, inglês, espanhol, geometria, química, biologia.

Não. Tudo se resume e ensinar ideologia de gênero e lacração nas salas de aula.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Dilma, a esquecível

Essa semana lembrei da Dilma, coisa que não fazia já há algum tempo. Ela resolveu falar finlandês e nunca o dilmês soou tão parecido com outro idioma incompreensível.

Lembrei da Dilma e logo constatei: é uma presidente fadada ao esquecimento.

Antes de me xingar, te explico: qual foi a grande obra, lei, discurso ou ato enquanto presidente digno de entrar para a história que essa senhora fez?

Nada, rigorosamente nada. Foram anos de mediocridade, discurseira sem sentido, corrupção endêmica, paralisação das já parcas atividades governamentais, nenhuma idéia digna de lembrança, nenhum projeto, nenhum ato heróico num momento de necessidade do país, nada.

Somente sobrevoos de helicóptero em regiões atingidas por desastres, inaugurações de pedras fundamentais em obras que nunca saíram do papel e slogans criados por um marqueteiro que virou presidiário.

Você pode dizer que ela será sempre lembrada por ser a responsável pela pior recessão da história do país, mas quem gosta de lembrar de desgraça? Assim que o país sair do buraco, todos farão questão de esquecer esse período negro.

Dilma será um nome numa lista de ex-presidentes, tão ou menos importante do que aqueles presidentes da câmara que assumiram interinamente em momentos de convulsão nacional.

Não devemos esquecer a destruição que foi seu legado, mas faremos muito bem em enviar esse personagem medonho da história do Brasil para uma nota de rodapé.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A "classe artística" vai à guerra

Esses dias descobrimos muita coisa.
Vestir uma menina de princesa é errado, isso pode atrapalhar sua formação. Mas vestir um MENINO de princesa é legal, isso pode ajudar na sua formação.
Elogiar uma moça na rua é praticamente um estupro. Fazer fiu-fiu, se apresentar, são todos movimentos agressivos e que prenunciam um estuprador em potencial. Por outro lado, pular completamente nu na frente de crianças no Parque do Ibirapuera é a perfeita tradução do bom e do belo. E quem não gostar é nazista.
Obrigar o pagador de impostos a sustentar via leis de incentivo fiscal uma "arte" que não só ele não gosta, como não consome e também o agride é democracia. Mas esse mesmo pagador de impostos preferir que seu suado dinheiro vá para escolas ou postos de saúde ou instituições de caridade é coisa de carola, retrógrado, mente presa na idade média.
Devemos proteger os animais - e devemos mesmo - MENOS quando algum grande "artista" resolve que zoofilia é o caminho para ele se tornar o próximo Monet.
Por falar em Monet, descobrimos que o Caetano Veloso, o Tico Santa Cruz, a Lilia Cabral, o Mateus Solano ou a Paula Lavigne - qual filme, quadro, música ou livro é de autoria dessa grande artista? - são os porta-vozes de Rembrandt, Mozart, Machado de Assis ou Beethoven, já que "falam pela arte".
A sua tia que vai no mercado toda semana, cozinha para a família e frequenta a Igreja é uma asquerosa que merece ser execrada. Seu avô que trabalha desde os 16 anos, criou 6 filhos e nunca fez mal nem a uma mosca é um nazista, afinal ele não acha certo um homem nu ser alisado por crianças num museu.
Exemplos são um travesti que canta pior do que uma gralha fanha, um quadrilheiro que fundou uma seita política que pula na cratera de um vulcão de bosta por ele e a feminista de cabelo azul viciada em Rivotril e que inventa dois casos de estupro por semana para "bombar nas redes sociais".
Segundo a "classe artística", essa gente que pouco produz e desse pouco quase nada presta, é assim que você, "gente pequena", deve pensar, senão...
Cabe a você acatar ou não.

domingo, 8 de outubro de 2017

Dicas para fazer sua "arte"


Faça "arte" à vontade, só se afaste das crianças, não toque nos animais e tire a mão do meu bolso.
A lei Rouanet e similares já deram o que tinham que dar, ou seja, nada, por isso já podem acabar.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A imprensa


Caso essa manchete fosse com o Trump: "Em encontro com jovens, Trump quebra o protocolo e constrange presentes tirando a roupa."

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Juninho Pernambucano e os "bolsominions"

Nunca em toda a minha vida eu soube qual era a opinião política do jogador de futebol Juninho Pernambucano sobre nada.
Não sei onde ele estava e o que pensava na época do mensalão, não conheço sua opinião sobre o assalto à Petrobras, a transformação de estatais em sesmarias, sobre a sistemática e planejada falência do sistema educacional.
Tampouco o que o Juninho, do alto de sua cidadania francesa, acha da imoral carga tributária brasileira, das caixas pretas dos sindicatos, dos "movimentos sociais" que confundem "social" com PT e muito menos o que ele acha do petrolão, do triplex do Lula, da crise parida pela Dilma ou do apoio vergonhoso da esquerda do país à ditadura venezuelana.
Mas curiosamente descobri que ele acha todo eleitor do Bolsonaro um "bolsominion preconceituoso que não merece respeito" e que não deve ter a "honra" (rs) de segui-lo no Twitter para conhecer suas demais opiniões tão importantes.
O que se vê - e para quem, como eu, não é vascaíno o Juninho não é nada - são "personalidades" de todas as áreas saindo das suas tocas para defender a agenda esquerdista, consciente ou inconscientemente.
Juninho pensa mesmo isso ou pelo menos desenvolveu esse pensamento por si só? Provavelmente não. Assim como vários outros que saíram em defesa daquela porcariada no MAM de São Paulo ou da exposição asquerosa em Porto Alegre.
O que eles fazem é pagar o pedágio ideológico que a esquerda sempre cobrou de "famosos", que são sumariamente simonalizados caso ousem sair da coleira.
Isso - uma elite econômica, artística, esportiva, jornalística que se acha melhor do que a "gente pequena" e foi pra cima desta tentando enquadrá-la - aconteceu nos Estados Unidos em 2016 e elegeu Trump.
Tomara que se engasguem no próprio fel também no Brasil.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Um caminho para atingir os corruptos

A PF fez uma operação envolvendo os filhos do Romero Jucá, aquele colosso de honestidade saído de Roraima.
Acho que pode ser um excelente caminho. Esses cretinos tem imunidade disfarçada de foro privilegiado? Vão em cima das famílias deles.
Claro que não por "culpa por associação", isso é coisa de comunista, mas a maioria das famílias desses corruptos não só desfruta do produto da corrupção como serve de laranja em esquemas, participa de negociatas ou pelo menos leva malas de dinheiro para lá e para cá.
O Paulo Roberto Costa, bandido e corrupto confesso da Petrobras, só resolveu falar depois que seus filhos foram pegos destruindo provas da sua corrupção.
Você acha quem eles amem, descobre se também estão sujos e aperta. Mas aperta com força.
Assim os cretinos condenados à impunidade pela inação do STF podem ser pegos e punidos.
De um jeito ou de outro.

Os lacradores

Não tem nada mais burro do que alguém ser um bom ator/cantor/esportista e estragar sua carreira bancando um péssimo palpiteiro de política.
Agora, se você é um medíocre ou um flopado que não emplaca um top 10 ou algum projeto sem Rouanet há anos, nunca subiu num pódio olímpico e não tem vaga nem no elenco do Íbis, só resta mesmo o LACRE.
Na maioria das vezes as pessoas gostam das histórias que o sujeito conta escrevendo, do que ele canta, de como joga em quadra ou campo. Mas se lixam para a sua opinião política.
Por isso mesmo ao usar um show ou evento esportivo para regurgitar bobajada política que comeu junto com o bobó de camarão no restaurante do Leblon você toma a platéia, que não pagou por isso, como refém.
Deixa de ser "artista" ou "esportista" para virar um sequestrador ideológico.
Tome vergonha.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

República Titanic

Observo essas maquinações, negociatas, esses casuísmos e corporativismos dos ladrões em Brasília como o iceberg observou a banda do Titanic.
Cada vez mais gente não só deixa de se opor, como torce por uma intervenção militar, por uma ruptura, mas segue o baile no transatlântico furado e meio emborcado do congresso nacional.
Talvez só percebam o tamanho do desastre quando o teto do salão desabar sobre as suas cabeças.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Giovanna Ewbank: 'Hoje, quero ver quantos negros estão no mesmo restaurante que eu

- Boa noite, a senhora quer ver o cardápio?
- Pera aí, não tem negros aqui?
- Senhora, a escravidão já acabou, só vendemos comida.
Só o que essa Giovanna Ewbank e marido gastaram de passagens para ir adotar uma criança na África já alimentaria um orfanato durante um ano, mas tudo bem, agora ela virou oficial da polícia da melanina.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Como acabar com as cotas

Um estudante branco causou (mais uma) polêmica ao se declarar negro e passar para medicina numa federal.
Mas e daí? Ele pode alegar que ninguém nasce negro, torna-se um, dando uma de Simone de Beauvoir do racialismo tupiniquim.
Ironias à parte, brancos se auto-declarando negros, "transraciais", pode ser uma boa forma de combater o vagabundo sistema de cotas.
Como não adianta argumentar, a melhor forma de acabar com isso é esculhambar o sistema de tal forma que ele se torne inócuo.
Mãos à obra! Rs.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Da caravela ao Boeing

Os bandidos da classe dirigente só trocaram a caravela pelo Boeing. O objetivo continua sendo o de sempre: saquear o Brasil e ir pra Europa.
Brasília é uma prostituta cara e que cultiva bem o seu cartão de milhagem com o dinheiro dos outros.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O Santander e a "arte"

Uma exposição chamada "queermuseu" patrocinada/exibida pelo banco Santander foi cancelada porque finalmente o brasileiro resolveu dizer chega às degenerações canalhas da esquerda.

Não. Pedofilia, vilipêndio religioso e zoofilia não são "arte", nem "desconstrução", nem "estímulo ao debate". É apenas mais uma das - muitas - perversões que a esquerda quer promover à "arte" ou "ciência" em nome de sua ideologia destrutiva que tem apenas um alvo: a família, o núcleo da sociedade que essas mentes doentias pretendem solapar.

Mas tenho certeza que outras pessoas falarão disso em vários textões, então prefiro fazer aqui um exercício de adivinhação.

Também quero brincar de artista e vou fazer uma exposição. Pedirei verbas ao governo via lei Rouanet e vou, através da minha "arte", fazer "provocações" que causarão revolta apenas em mentes fechadas e da "idade média", afinal, "arte" precisa incomodar, não é mesmo?

Minha exposição se chamaria "Esquerda cucu-dádá" e mostraria os seguintes "trabalhos":

- A escultura de um gorila vestido de general defecando em um penico colocado na boca de um Jean Wyllys cênico. Sob o nome de "dita-a-dura militante", a obra estimularia o debate sobre os efeitos de se consumir e falar muita merda.

- Uma obra interativa chamada "múltipla escolha": nela o público poderá decidir se atira com um fuzil em forma de pênis em fotos de Lamarca, Marighella ou Che. O fuzil dispara tiros de marshmallow coloridos sob o som de "Star Spangled Banner".

- A pintura sensorial "um tapinha não dói": uma tela com bundas grotescas feitas de espuma montadas sobre fotos dos rostos de Gleisi Hoffmann, Maria do Rosário, Jandira Feghali e Dilma Rousseff. A intenção desta pintura é a interação com o espectador, que escolherá se prefere alisar ou bater nos rostos representados sobre as bundas.

- Um delírio pictórico em 3D: lulas mortas são atiradas numa panela em formato de cela de presídio. No alto da sala uma placa com a inscrição: Atibaia-Guaruhell. O público será estimulado a aplaudir ou vaiar a cena.

- Aquarelas e desenhos toscos das cabeças de Lula, José Dirceu, Antônio Palocci e Lindbergh Farias representadas em corpos de crianças com a inscrição "Criança Ladrona".

- E finalmente uma enorme cabra de pelúcia sodomizada por uma estrela vermelha com um gigantesco falo onde se lê "Petrobras-BNDES". A estrela se movimentará simulando um coito e a cada estocada a cabra berrará "mééééé sou o povo brasileiro".

Todas estas obras seriam expostas ao lado de cópias de tuítes, textões e colunas defendendo a exposição no Santander Cultural que ofendia a religião alheia e normalizava a pedofilia e a zoofilia em nome da "arte" e pela "liberdade de expressão".

Certamente a esquerda compreenderia a minha exposição e não faria nenhum protesto, processo, pedido de socorro ao MP ou reclamações para a tia OAB, não é mesmo?

Ou será que iriam?

sábado, 12 de agosto de 2017

Cabeça de esquerdista

O feminismo enlouquecido não representa todas as mulheres que lutam por direitos. 
O sectarismo racial malandro não representa todos os negros.
O ISIS e demais terroristas islâmicos não representam todos os muçulmanos.
Movimentos neonazistas e supremacistas representam todos os brancos sim.
Dane-se a lógica.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Direita isentinha

A "nova direita" ponderada e isentinha na guerra:
- O que você tá fazendo, soldado?
- Atirando no inimigo, ué.
- Tá doido?
- Mas ele atirou primeiro.
- Pare já, não podemos nos igualar.

A esquerda quer rendição

Comparar, ainda que guardando todas as devidas proporções, uma homenagem a um ex-capitão do exército na formatura de um colégio militar com a doutrinação, coação e diria até assédio intelectual que professores esquerdistas fazem TODO DIA em sala de aula, se aproveitando de uma posição de superioridade para transformar sala de aula em palanque, é o tipo de isentismo pachorrento e encimadomurismo pusilânime.
Assim como o esquema de roubo do PT é pior do que o dos demais partidos porque se destina à subtração de numerário mas também à montagem de um estado totalitário, nada se compara ao projeto sistemático de doutrinação que marginais de esquerda travestidos de "educadores" praticam em sala de aula.
Os heróis da rendição da direita estão sempre se pautando pelos parâmetros que a esquerda exige dos outros - já que ela mesma não os seguem - e parecem querer a aprovação da esquerda o que, acreditem, jamais virá.
Não faz diferença para essa gente se você demonstra mesmo "ódio" ou apenas se opõe às idéias deles, porque eles odeiam qualquer oposição.
Tentar dialogar ou conviver pacificamente com a esquerda é como tentar dividir um bife com uma hiena faminta.
Eles não querem diálogo, querem capitulação.
Não se rendam.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Jair é pop

Criticar o Jair Bolsonaro rende cliques, visibilidade, polêmica e propaganda gratuita, por isso mesmo eu, legítimo representante da direita esclarecida e que entende as regras do cricket, digo aqui para vocês:
Bolsonaro é bobo, feio e cara de melão.
Pronto, podem começar a compartilhar. Um microfone numa rádio é o limite!

Quanto sai a corrida?

Quando e se houver um segundo turno entre Lula e Bolsonaro ou entre Bolsonaro e algum outro esquerdista, aí sim vamos ver se há uma direita esclarecida ou só direita com taxímetro.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O desacanalhamento do Brasil

A transformação do Brasil em um país menos patife passa pelo fim da estabilidade do funcionalismo público. Não é compatível com a decência.
Por isso é que a reforma mais urgente no Brasil é a do serviço público: fim da estabilidade, teto, demissão em massa, redução drástica de cargos em comissão.
O cara muitas vezes pensa que estudar para uma prova na vida e depois nunca mais fazer nada é mérito. Mérito tem é quem está na iniciativa privada, produz e ainda é sugado em impostos para sustentar um monte de barnabés que só atrapalham e atrasam a sua vida.
Quero ver quem vai fazer concurso sabendo que acabou essa história de paletó na cadeira, greve remunerada e viver como se estivesse de férias, com a garantia de que não importa o serviço que preste - bom ou ruim - o seu salário pago pelos outros estará na conta no fim do mês.
O funcionalismo público é uma das chagas da desigualdade que afrontam esse país e isso precisa mudar.

Gilmar Zanin

Que bom que o Gilmar Mendes parou de fingir que é um juiz de suprema corte e assumiu de vez esse seu papel de Cristiano Zanin do PSDB e PMDB.
Menos um teatro nesse país das péssimas interpretações.

domingo, 6 de agosto de 2017

Prioridades

O Editora Humanas - um dos melhores Twitters do Brasil - chamou atenção para algo muito interessante: um padre foi degolado dentro de uma Igreja na França e não se viu por aqui nem 1% da atenção da imprensa ou da indignação das pessoas como se viu porque um vendedor de hot-dog xingou o Mohamed numa briga por um ponto de venda em Copacabana.

sábado, 5 de agosto de 2017

Quem defende o bolivarianismo não merece o seu voto

Não se engane: sempre que você se deparar com alguém que relativiza a ditadura venezuelana simplesmente por não tratá-la como o regime criminoso, brutal, assassino e asqueroso que é, você está diante de um canalha e com um potencial destrutivo e deletério tão grande quanto o de Nicolas Maduro ou Diosdado Cabello, os dois gorilas que comandam o regime assassino.
Não é que os que fazem isso não mereçam seu voto, é que eles merecem seu repúdio, seu asco e sua total intolerância.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

As instituições estão funcionando

Num país onde o judiciário acoberta bandidos endinheirados, onde o ethos na política é o assalto às arcas do país, onde os impostos sufocam e atrasam a vida do cidadão que não recebe nada em troca do que lhe é tomado à força.
Num país onde quadrilhas se alternam no poder, onde "capital político" é passado de pai para filho através do título de propriedade conferido pela ignorância que grassa nos currais eleitorais, onde o cinismo, a arrogância e a indiferença com o cidadão médio é a regra.
Num país como esse Brasil que vemos hoje, que balança entre um Lula, um Temer, um Rodrigo Maia ou opções tão pavorosas quanto, me respondam: a quem interessa a "solidez" ou a "manutenção ou o "funcionamento" das tais "instituições"?
Se são estas que garantem a cafajestagem e a escroqueria que chamam de Brasil?

Procura-se um estadista

Dizem que Temer deve ficar em nome da economia e da "estabilidade". Que estabilidade? A que garante ao estabilishment o direito de viver num padrão muito acima do resto do país?
E não se engane: sempre que um deputado falar que está votando "pela economia", é do próprio saldo bancário que ele fala.
Dizem também que precisam que você concorde em se aposentar aos 65 anos, com uma fortuna de 1 mil a 2 mil reais, porque senão o país quebra. Claro, afinal, os juízes, desembargadores e demais sultões do poder público precisam garantir seus 20, 30, 50 e até 100 mil por mês de "benefício".
Hoje existem no Brasil exatamente 99.817 cargos em comissão, segundo o jornal Correio Brasiliense. Temer cortou alguns, mas na sua luta para não cair já renomeou quase 500 encostados. Fora as emendas. Fora o resto que só podemos supor em troca dos 200 e poucos votos que salvaram seu pescoço da justiça.
Dizem que você precisa "fazer sacrifícios" para "salvar o país". Dizem que você precisa aceitar os bons ladrões senão o PT volta. Será?
Enquanto o governo mantém o cidadão sufocado, quer cortar tudo o que der e coletar mais impostos, criar um cargo sequer é de uma imoralidade tão grande que já justifica derrubar a república inteira. Mas eles não ligam para isso.
A festa é deles. A comédia de mau gosto é deles. A conta é sua.
E o Lula é um excelente bicho-papão, afinal, "vamos deixar o Temer aí, senão ele volta", "vamos aceitar as covardias do PSDB, senão ele volta", "vamos aguentar qualquer tranco, senão ele volta".
O país precisa de um estadista, alguém que compreenda que é obrigado a dar o exemplo.
Chega de carro oficial, verba de gabinete, séquito de puxa-sacos bem pagos, passagens, cartões. Pode representar uma economia desprezível numericamente, mas vai mostrar para o resto do país que eles também vão sentir o calor.
Dirão que isso está no campo da "emoção" e não da economia. Que cortes, reformas e mais sacrifícios são necessários não importando o que as pessoas sofram.
Mas o engenheiro demitido que está dirigindo um Uber 12 horas por dia e vai pagar mais pelo combustível porque o governo precisa de mais dinheiro para sustentar a corte certamente vai te dizer que emoções valem muito.
Não dá para pedir sacrifícios para a plebe enquanto a corte continua se refestelando.
Mas precisamos de um estadista para isso. E isso é justamente o que não temos.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Atenção nas "narrativas"

Imagine se o Lula consegue ser candidato. No país do STF garantista e do TSE coveiro de prova viva tudo é possível.
Agora visualize um locutor dizendo assim no horário eleitoral: você aí fazendo conta, cansado de sofrer, vem voltar a ser feliz.
E o cara em casa vendo isso e pensando "eu viajava, comprava, vivia".
Ah, mas a culpa é dele, tentarão explicar. E o locutor volta: não, a culpa é dela, no tempo dele não era assim.
Mas foi ele que a colocou lá. E lá vem o locutor: ela é limitada, arrogante, não fez nada do que ele aconselhou.
O que pretendo ao dizer isso? Torcer contra? Botar medo nos outros? Virar a casaca?
Não.
Apenas avisar: quem vender austeridade enquanto aumenta salário de funcionário público, quem defender cota de sofrimento enquanto manda os coletores atrás de mais niqueis para sustentar a corte, quem não oferecer o vislumbre do fim de toda essa bosta em que o país está enfiado, vai disputar colocação com o Levy Fidelix na contagem de votos.
Que haja um plano, mas que este plano inclua aspirações. Senão já sabem quem leva, com mentira e tudo.
O aviso está dado.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Minha escolha para 2018

Ainda não tenho candidato para 2018, mas já tenho alguns parâmetros que decidirão isso por mim.
Por exemplo, meu candidato terá que apoiar o escola sem partido. Terá que concordar em rever o estatuto do desarmamento e respeitar o plebiscito de 2005. Apresentar um plano realista sobre a segurança pública é a cereja no bolo.
Espero que meu candidato, para conquistar meu voto, seja abertamente contra a ideologia de gênero e a favor de reformas política e tributária.
Mas principalmente desejo que ele, através deste ano e do ano que vem, seja capaz de mostrar ainda que um vislumbre de como será o país - ou pelo menos como o país estará tentando ser - sob o seu governo.
A volta à normalidade não pode significar "business as usual", o país (e eu) não suporta mais.
Todo eleitor poderia fazer o mesmo, estabelecer parâmetros e exigir que aqueles que cortejam seu voto esclareçam suas posições.
O que for ambíguo, "vaselina", demagogo ou evasivo, "articulador", "conciliador" demais, esqueça. Você já sabe onde vai dar.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Crivella corta a verba para o carnaval

Carnaval é fonte de turismo desqualificado e mais nada.
As cidades enchem de gringos que ficam vagando pelas ruas enchendo a cara e andando atrás de mulher.
Não visitam um ponto turístico, não compram quase nada, só fazem a baderna que não fazem na terra deles e depois vão embora.
Se o Temer achou por bem usar o dinheiro da sua alta de impostos e dar a metade que o Crivella tinha cortado para a "folia", então que o prefeito corte a metade que havia mantido e assim economize 100% para gastar no que preste.

Só a fraude resolve

O enredo é o seguinte: cuidado com o Lula. Por isso é melhor apoiar um candidato mais ponderado, de centro, "agregador" para "ganhar fácil" do PT.
Afinal isso deu tão certo em 2002, 2006, 2010 e 2014, não é mesmo?
Eu sinto cheiro de narrativa de longe e o que vemos aqui e ali é o nascimento de uma novinha em folha: o segundo turno será muito perigoso, um passo em falso e isso aqui vira a Venezuela.
Quem pensa assim está achando que o eleitor vai se contentar - de novo - com um candidato que diga coisas como "o PT sempre foi contra o Brasil", quando ele quer ouvir é um candidato que diga "o PT tem que acabar, ser destroçado, varrido e enterrado debaixo de sal".
Um tal de Celso Rocha de Barros, um "doutor em sociologia pela Universidade de Oxford" que ironiza o Trump fazendo alusões ao tamanho de seu órgão genital, afirmou que as chances de vitória de Jair Bolsonaro são a "desistência de um Brasil moderno".
Sim, porque este é um baita país moderno, com tudo funcionando, boa qualidade de vida, segurança, tecnologia, custo de vida baixo, educação em alta, criminalidade em baixa, saúde em alta, não é?
Imagina que horror dar um chute na cara do Lula, do Sarney, Renan Calheiros, Sérgio Cabral, Romero Jucá e outros piolhos que há décadas têm a política como ocupação e eleger Bolsonaro ou algum outro "outsider"?
Não, essas instituições maravilhosas que temos merecem ser mantidas.
O que os políticos tradicionais agora vão tentar te convencer é que votar contra mais uma das suas "concertações" vai por a perder tudo o que você nunca teve (por culpa deles).
Então aqui vão algumas dicas gratuitas para os incautos:
Quem acha mesmo que vai vencer eleição fazendo reunião em clube de ricaço e restaurante de grã-fino é porque está desconectado da realidade.
Quem acha exageradas as reações a mais aumento de impostos é porque está desconectado da realidade.
Quem acredita que o cidadão vai "compreender" que tem que fazer mais sacrifícios para sustentar uma corte em Brasília e no funcionalismo público em geral é porque está desconectado da realidade.
Quem pensa que a segurança pública não está no topo das preocupações de quem não anda de carro blindado com seguranças armados está desconectado da realidade.
E quem se iludir imaginando que o eleitor não vai para a urna em 2018 com raiva e vontade de destruição é porque está desconectado da realidade.
O eleitor quer sangue, e vai ser na solidão da cabine de votação que ele vai dar vazão ao seu lutador de UFC adormecido.
Só a fraude resolve.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Você não é dono do planeta, você o compartilha

Para que servem os animais? Bom, não para você e nem para ninguém. Animais não devem "servir" para nada, pois não foi para isso que vieram ao mundo.
Recebi um vídeo de um programa do Jô antigo no qual o Chico Anysio - de brincadeira, claro, não sou mala de não entender - perguntava qual a utilidade do rinoceronte, para que salvar baleias e que falta faria o mico leão dourado.
O Chico estava meio que brincando, mas tem gente que pensa assim de verdade e age de acordo.
Não sou vegetariano, vegano e nem nada disso, acredito que existe uma cadeia alimentar, que você precisa de alimento para viver e que se o humano fosse feito para comer apenas capim, teríamos rúmen, folhoso e barrete.
Uma picanha no final de semana não é o mesmo que matar um animal para usar sua pele como enfeite, mas a "utilidade" deles para por aí.
Se uma girafa, um hipopótamo ou um boto cor-de-rosa não tem "utilidade" para o ser humano, azar o do ser humano, porque o planeta não é nosso, mas compartilhado com diversas outras espécies.
A preocupação com os animais não é acessória, supérflua ou capricho, é uma forma de nos aproximar de nossa melhor essência. Dizer que há fome na África ou crise humanitária na Síria como se isso diminuísse a importância da defesa dos animais é bobagem. Quem estiver incomodado ajude nas questões que considerar mais urgentes.
Finalizando, se formos pensar, eles não podem não "servir" muitas vezes aos interesses humanos, mas nós além de não servirmos pra nada ainda destruímos um espaço que também é deles.
A dívida é toda nossa.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Ponham tudo abaixo

Pacientes de um hospital público no Rio de Janeiro que trata de diabéticos estavam madrugando na fila para conseguir atendimento quando foram assaltados por bandidos. O Rio, estado roubado e quebrado pelo PMDB com a ajuda e colaboração do PT é só o exemplo mais absurdo do que foi feito com o Brasil.
O país, hoje com a economia estagnada e 15 milhões de desempregados, segue sufocando seus cidadãos com impostos e cortes nos serviços que estes impostos deveriam manter. O exemplo dos passaportes, documento que custa 250 reais e parou de ser emitido por "falta de verba", define bem o Brasil, que deixou de ser ruim e caro faz tempo, para ser apenas caro. O resto é inexistente.
Michel Temer aumentar por decreto impostos sobre combustíveis enquanto não corta um centavo de gastos com pessoal e mordomias é aquele tipo de coisa que deveria servir como a guta d'água.
Renan e Cabrais, Pezões e Geddéis, magnatas da roubalheira de tornozeleira eletrônica nas suas mansões compradas com dinheiro sujo, as diárias dos deputados, as viagens pagas com o dinheiro dos outros, nada disso foi capaz de tirar o brasileiro do torpor em que se encontra. Mas algo há, espero eu, de fazê-lo acordar.
Seja um bandido condenado pela justiça fazendo campanha eleitoral ilegal enquanto ameaça o país com o caos, seja as risadas de deboche nos cafezinhos no congresso, seja mais um imposto para coletar mais moedas do já combalido bolso de quem produz, algo precisa fazer o brasileiro decidir derrubar sua Bastilha.
No caso francês esta era apenas um prédio, uma prisão, já no brasileiro, a prisão é o país inteiro. E pouca coisa não merece ser posta abaixo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

A quem servem os servidores?

O Brasil é a capital mundial do concurseiro. Não sei se existe esse fenômeno em outro lugar do mundo, mas o sonho da maioria das pessoas no país tropical é passar num concurso, conseguir estabilidade no emprego, dinheiro certo no fim do mês e o direito de reclamar das "péssimas condições e salários" até se aposentar.
Na maioria dos lugares civilizados e com saneamento básico tornar-se servidor público é exatamente isso: serviço. No Brasil não, na terra da favelização alegórica virar funcionário público é ter acesso a um mundo de facilidades, mordomias, pouco trabalho e média salarial acima do resto da macacada.
Não é normal e jamais deveria ser que um profissional liberal, empregado do setor privado ou pequeno empresário ganhe menos do que um auditor, um auxiliar de cartório, um fiscal de alguma coisa, um carimbador de não sei o que ou um assessor do assessor do assessor.
E isso se reflete na política: todo mundo que se mete a ajudar algum político só tem uma coisa na cabeça, a sonhada boquinha.
Por isso, segundo levantamento divulgado pelo jornalista Cláudio Humberto, só as agências reguladoras já empregam mais de nove mil pessoas. Vigilância sanitária, telecomunicações, petróleo, a Anac (que só regula a defesa dos interesses das empresas aéreas) e a inútil Ancine.
Somente na agência reguladora dos "cineastas", o gasto é de 83 milhões. E assim, o que seria para mediar a relação do estado com empresas e mercados vira um Taj Mahal de bons vivants.
A fome é tanta que o ano de 2016 foi o primeiro, desde 2003, em que o número de boquinhas no governo federal ficou abaixo de DEZOITO MIL. Para simples comparação, o presidente dos Estados Unidos tem direito de nomear menos de 2 mil postos diretos.
Junte-se aos gordos salários pagos a toda essa gente as bonificações, ajudas de custo, planos de saúde e dentário, vale transporte, ticket refeição e alimentação, gratificações, etc., e entenda porque se até uns anos atrás a plebe pagava 4 meses de trabalho em impostos, hoje paga 5 meses.
E o governo já anda avisando que "não há dinheiro" e que talvez precise aumentar a coleta.
Claro que precisa, afinal, os "servidores" precisam se servir.

sábado, 15 de julho de 2017

O arquiteto do puxadinho Brasil

Esqueça só por um minuto o que você pensa sobre o presidente Temer. Seja você um dos 7% que o apoiam ou algum dos que fazem oposição por razões corretas ou oportunistas, uma coisa é fato: ele não tem merecido no congresso e na imprensa 1% da reverência e do "benefício da dúvida" que a incompetente, mentirosa e corrupta Dilma Rousseff mereceu.
O impeachment de Dilma levou longos meses para se resolver, intermináveis reuniões na comissão de constituição e justiça, liminares, intervenções do STF, votações anuladas, sessões que varavam a madrugada e TODO O CUIDADO possível, impossível e, principalmente, nauseante para que petistas não berrassem - eles nunca falam, só berram - que era "golpe".
A morosidade do processo ficava ainda mais imoral quando comparada à celeridade com que os inquisidores do PT atiraram o ex-presidente Fernando Collor na fogueira em 1992.
No final os petistas continuaram dizendo que foi "golpe" e o único golpe verdadeiro foi aquele urdido na calada da noite, em algum esgoto de Brasília, pela senadora Kátia Abreu, pelo jagunço Renan Calheiros e pelo petista de toga Ricardo Lewandowski, que rasgou a constituição e manteve os direitos políticos da "presidenta".
Caso Temer se livre desta denúncia - e de mais outras duas que o procurador que só acha corruptos longe do PT já prometeu - ao fim e ao cabo, uma coisa restará definitiva: Temer é um mestre da articulação.
Em 2016 Lula transformou um hotel nas cercanias do congresso em lupanar, de onde comprava votos contrários ao impeachment de sua desastrada criatura. Não se viu da imprensa o escândalo de agora e, mesmo com toda a basculheira que acontecia naquela suíte paga sabe-se com que dinheiro, Dilma caiu.
Temer não tem contado com a cerimônia de quem se opõe à ele, com a paciência da imprensa e nem com a parcimônia dos "especialistas". O que se vê é um vale tudo, todos contra ele.
Se sair dessa, será tão e somente melhor do que Lula, aquele que muita gente considera um gênio.
Não será pouco.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Sérgio Moro: um juiz brasileiro

Lula: o juiz Sérgio Moro usou 60 páginas para justificar uma condenação.
Alguém avise para o criminoso condenado que uma SENTENÇA é justamente para isso, ou seja, o juiz explicar porque resolveu mandar o meliante para a gaiola.
Juiz que "prende porque quer" só tem em Cuba e na Venezuela.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Lula é 9

Apesar de demorada - e talvez até mesmo por conta disso - a sentença que Sérgio Moro impôs ao chefão do PT é completa, detalhada, farta em provas e depoimentos, rica na sua narrativa dos detalhes da máquina de corrupção petista, equilibrada, serena, discreta e praticamente inapelável.
Ao afirmar, já na conclusão da sentença que condenou Lula a 9 anos e meio de prisão e inabilitação para a função pública, que "não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você", o juiz Sérgio Moro não só reitera um princípio de sua atuação, mas a aspiração de todo um país e um grito de desabafo no meio do cansaço e desespero nacional: chega de ser uma república das bananas dominada por quadrilhas, bandos e famiglias.
O PT não foi o único partido - aliás, não há nenhum que se livre disso - a transformar a coisa pública em cosa nostra, mas foi o primeiro que o fez também com a intenção de perpetuar uma gangue no poder, sempre "roubando pelo bem do país".
O Brasil não andará para frente enquanto não virar a página do passado e Lula, esse bon vivant que enganou muita gente por muito tempo, é uma página policial que já passou da hora de ser virada.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

São os costumes, estúpido

"É a economia, estúpido". Essa frase definiu a eleição de 1992 nos Estados Unidos, vencida pelo democrata Bill Clinton. Mas será que vale para o Brasil?
Sim e não.
Sim porque a economia afeta diretamente a vida das pessoas, não porque o eleitor-médio brasileiro não tem saco ou disposição para prestar atenção em economês.
Os dois maiores partidos de fato no Brasil hoje são PT e anti-PT. E o nosso primeiro turno nada mais é do que o equivalente a uma eleição primária nos EUA, onde os dois partidos resolvem quem vão mandar para a batalha final, que no caso brasileiro é o segundo turno.
Diversas correntes à esquerda e à menos-esquerda (ainda falta uma direita genuína no país) se engalfinham na primeira etapa e terminam engolindo em seco e se unem na segunda. Esta é a grande questão.
E em 2018 o eleitorado não vai querer saber se foi o déficit primário, o desequilíbrio orçamentário ou a "banda diagonal endógena" que ferrou sua vida. Ele vai querer é voltar a comprar TVs de plasma no carnê, viajar de férias pela CVC e passear para tomar uma cerveja com a patroa na sexta-feira.
Lula irá prometer tudo isso e muito mais. Chamá-lo de populista em colóquios regados a brioche num hotel não vai mudar isso. O máximo que o partido anti-PT pode oferecer nesse caso é a mesma coisa- por diferentes métodos, é claro - ou já vai para urna como um perdedor.
O que pode diferenciar o anti-PT do PT é justamente o embate no campo dos costumes. O eleitor-médio é contra o casamento gay, a ideologia de gênero, o multiculturalismo, a abertura de fronteiras, o desarmamento, a leniência com criminosos, a doutrinação nas escolas.
É aí que se encontra o campo por onde o partido anti-PT poderá avançar e vencer eleições. Parece simples, mas não vi muita gente entender isso até agora.
É a economia, sim, estúpido. Mas também são os costumes.

domingo, 9 de julho de 2017

Direitista de esquerda

- Vou descurtir sua página porque você defendeu a família Bolsonaro.

- Desfaço amizade no Facebook com quem ficar contra meus amiguinhos da direita caviar.

- Não falo com ignorante que é contra a agenda globalista.

- Quem lê Fulano, por favor, me exclua.

- Meu post tem mais curtida do que o seu.

- Vai ler tudo o que eu li antes de discordar de mim, mesmo que o assunto seja a cor do céu.

- Quem é você para dizer que eu estou errado?

- Só fica contra mim quem deseja aparecer e ganhar notoriedade em cima da minha fama.

Na boa, sempre achei que essas viadagens só aconteciam na esquerda.

sábado, 8 de julho de 2017

A direita country club

Fique feliz ao saber que em Miami, nos Jardins, no Country Club ou no Gero, iluminados intelectuais do mais rarefeito escol da direita azevediana estão preocupados contigo a ponto de perderem preciosos momentos de repasto debatendo os destinos do país e o que é melhor para você.
Seja como você deve pensar, a forma como deve expressar isso, o que tem que fazer para ser um direitista esclarecido, um conservador que defende o bom e o belo e o elevado, e até qual candidato e partido representa melhor o que você pensa, as respostas estão todas nesses oráculos da imprensa escrita, falada, televisada, textãozada e tuitada.
Como alguém poderia contrariar um economista da PUC, um ex-banqueiro dono de partido, alguma sumidade com uma vitrine de MBAs no salão do apartamento no Leblon ou algum colunista famoso e influente - porque a "gente pequena" o fez assim - que determina como você deva pensar?
Merece ser chamado de escória, ignorante, iletrado, burro, limitado, etc., caso não se esforce para merecer uma festinha da Le Creuset do conservadorismo, a qual é de bom tom que retribua abanando o rabo e arfando.
O perigo é chegar na solidão da urna, sob a patrulha de mais ninguém além da sua vontade, e bater aquela vontade louca de contrariar.
O Brexit e o Trump aconteceram assim. Quem sabe o que pode acontecer por aqui, não é mesmo?

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Somos todos xucros

Direita "xucra" é o termo usado pelo ex-Veja, ex-Jovem Pan e ex-formador de opinião Reinaldo Azevedo para definir aqueles que não se enquadram nesse conservadorismo insípido defendido pela intelectualidade que orbita o PSDB e seus agregados.
Mas qual seria o termo ideal para definir esse grupo de reis filósofos que pretende conquistar o eleitorado e governar o país a partir de jantares no Rubayiat e coquetéis em clubes de bacanas?
Direita caviar? Direita azevediana? Direita golf club? Direita de veludo? Não sei ao certo o nome mais adequado para a turma, mas de umas semanas para cá praticamente todos resolveram colocar as manguinhas de fora e tentar impor suas opiniões na base da truculência mais petista possível.
Confundem de forma acochambrada conservadorismo e debate intelectual de alto nível com pedantismo e pernosticismo. Quem declara apoio ao Bolsonaro ou não adere aos ditames desta direita insossa é chamado de "xucro", "doente moral", "lumpesinato da direita", "ignorante", "iletrado", etc.
Parecem não entender que as pessoas hoje buscam um rompimento com o status-quo do país. Que cansaram deste establishment que considera soltar um ladrão que foi filmado correndo pelas ruas com uma mala de propina - enquanto mantém presa uma desempregada que subtraiu produtos no valor de 40 e poucos reais - a expressão do "estado democrático de direito" em pleno funcionamento.
O Bolsonaro - que precisa polir seu discurso, melhorar suas propostas, se preparar para uma eleição presidencial - só consegue o grau de popularidade que tem justamente por representar esta ruptura.
E não será um monte de gente com berço, linhas de crédito fartas ou penas bem pagas de jornais e rádios que dependem de propaganda estatal para sobreviver - reunidos em brunches e convescotes - que vão mudar isso.
O máximo que conseguirão é seguir ofendendo, xingando, zombando e trocando encômios numa espécie de "macaquinhos" do conservadorismo de free shop.
E, claro, levar surras do PT, conforme a história demonstrou em 2002, 2006, 2010 e 2014.
Mas e daí? O anti-petismo com seus livros, palestras, eventos, programas de rádio e TV, posts pagos e fundo partidário é mesmo um excelente negócio. Nesse caso perder, para eles, nem sempre é deixar de ganhar.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

República dos bacharéis

Vivemos na república dos bacharéis. O brasileiro não vê o diploma como um meio, mas como um fim. Daí a imensa quantidade de dentistas representantes de laboratório, advogados vendedores de carros, engenheiros donos de restaurante, psicólogos atuando no comércio e filósofos/sociólogos/cineastas/dramaturgos/etc., vivendo de bolsa do governo.
Em quase qualquer parte do mundo entrar para uma universidade confere ao cidadão a entrada num clube de oportunidades e sucesso. Investe-se pesado nisso, porque a sua vida vai mudar para muito melhor depois do "canudo".
Uma pessoa formada em medicina, engenharia, direito, odontologia, arquitetura, psicologia, entre outras, nos Estados Unidos, por exemplo, certamente aumentará em alguns milhares de dólares sua renda anual e seu padrão de vida.
No Brasil a única garantia é a de uma anuidade escorchante de algum conselho profissional inútil, além de dívidas para pagar e o direito à cela especial caso resolva entrar para a política e termine preso.
Mas não importa, o brasileiro quer o canudo, o governo considera uma meta final distribuir canudos e as pessoas se dão por satisfeitas.
O que mais existe aqui é gente sacar a pistola no meio de uma discussão e mandar um "no meu TCC", "na minha tese de mestrado/doutorado" ou apenas declarar que é autor de não sei o que, dá aula não sei onde e já trabalhou com não sei quem.
Pegue a academia brasileira inteira, analise e você vai concluir que mais de 90% são mais dispensáveis para a sociedade do que um gari, um mecânico ou um bom marceneiro.
Que são mal pagos do mesmo jeito, mas pelo menos são mais úteis.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Tem fã que é pior do que o artista

Só uma coisa consegue ser pior do que um artista cretino: seus fãs. Agora imagine essas divas pop, de muito "lacre" e pouca qualidade?
Esperar o que de gente que acampa meses na porta de uma arena para ver uma mulher fantasiada de frango ou pavão berrando até mostrar a úvula? Essa é a idéia de arte nestes tempos de "quem decide o que é arte, o que é bonito ou o que é feio?".
Você precisa se deparar com uma instalação composta por uma cama desarrumada, um penico com urina do "artista", duas latas de sardinha e uma luz acendendo e apagando e dizer: que interessante!
Ou simplesmente, na linguagem da juventude imbecilizada pelo ativismo em sala de aula: berro, tiro, lacrou, pisão, ata.
Voltando às divas pop e às celebridades-TMZ - a versão do colunismo social para a ideologia de gênero - todas começam de um jeito e vão ficando exatamente iguais.
O discurso, a aparência, as bizarrices, os ataques a tudo que é "tradicional", a adesão total ao feminismo tosco. Nelson Rodrigues dizia que o feminismo quer transformar a mulher num macho mal acabado.
Os cabelos joãozinho estilo barbeiro de 5 reais e as roupas de skatista do Capão Redondo que as moças resolveram usar para se "empoderar" dão razão ao velho. Fora o resto.
E ainda tem os fãs.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Janot protege petistas?

Proteger talvez seja demais, mas parece que, para usar sua própria figura de linguagem, tem menos bambu para dar flechada nestes do que nos demais.
Os artistas do PSDB e do PMDB não são mambembes, mas convenhamos, na crônica política-policial brasileira da última década foram apenas acessórios.
Concordo que a seletividade e apetite de Janot em derrubar inimigos do PT - enquanto empurra com a pança avantajada os facínoras petistas para debaixo do tapete - favorece a narrativa petista e o futuro do chefe do bando.
Mas só há um problema aí, de ordem factual: malas de dinheiro.
O primo do Aécio e o assessor pessoalíssimo do Temer entufando malas e cuecas com dinheiro sujo, na sequência de conversas vadias interceptadas, são fatos impossíveis de ignorar.
O PT não os obrigou a chafurdar no açougue da JBS. Fizeram porque quiseram.
O problema aí está na PGR não dar aos marginais do PT o mesmo tratamento que deu aos marginais das demais agremiações.
Lula não é e nem jamais será uma nota de rodapé, será sempre manchete.
Mas merece companhia lá pela terceira página.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Tributar as Igrejas, sim ou não?



Se depender de mim a resposta é simples: pra quê? Para coletar mais dinheiro para o estado doar aos Eikes Batistas, Marcelos Odebrechts e Joesleys da vida?

Se tem uma coisa que me choca no brasileiro - esse palhaço que entrega 5 meses de trabalho por ano ao governo - é a sua defesa quase unânime da arrecadação, na forma de condenar quem foge dela e/ou exigir a tributação de quem é isento.

É como pular numa água cheia de tubarões e ao invés de fugir das dentadas reivindicar que mais pessoas sejam atiradas ali.

Fugir dos impostos no Brasil é um ato patriótico. Os republicanos da era Reagan diziam "starve the beast", ou seja, mate o monstro de fome, e veja que o "monstro" americano pelo menos oferece o que morde de volta em forma de serviços.

O monstro brasileiro devora tudo e devolve aos seus provedores apenas os próprios excrementos. Ou você acredita mesmo que com MAIS dinheiro Brasília e demais capitais passariam a oferecer serviços um pouco melhores para a macacada ao invés de dar MAIS de mamar para Sarneys, Renans Calheiros, Rodrigos Maias, Lulas e o resto das famiglias?

O Rio, lugar onde se pagam impostos imorais e a vida custa uma fortuna, não passa de uma favela gigante cercada por água podre por todos os lados. O Rio, como os cariocas adoram dizer, é mesmo o retrato do Brasil. Ruim, corrupto e caro.

Logo, tributar Igrejas por quê? Para sobrar menos para as que mantém obras sociais que certamente não seriam absorvidas pelos coletores de impostos?

O dinheiro doado por fiéis já foi mordido pelo IR, ISS, ICMS, PIS, Cofins, etc., etc., etc. Tributar a Igreja seria tributar duas vezes quem doa e já pagou imposto. 

Que tara de molhar as calças é essa de vocês com o estado?

Por isso o país tem duas soluções: a sonegação justa em massa ou uma reforma que tire do lombo de quem produz o peso dos parasitas que infestam todos, literalmente todos os poderes.

Ao invés de mandar o boleto de arrecadação para o padre ou o pastor, aja para que mandem menos boletos para você. 

Fuja do tubarão.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

A política passada em escritura

O ministro do STF Marco Aurélio Mello manteve suspensa uma boquinha do filho do prefeito Marcelo Crivella na prefeitura do Rio.
Discordo do Marco Aurélio em quase tudo, mas pena não termos mais Marcos Aurélios por todo o país. Sim, porque a monarquia foi deposta por um golpe de estado em 1889 e o Brasil trocou uma família real por algumas dezenas delas.
Parecemos a Somália: o país dos clãs.
São os filhos e netos do Sarney, do Tancredo, do Renan Calheiros, do Edson Lobão, do Jader Barbalho, de senadores, deputados, governadores, prefeitos, vereadores, são os Garotinhos, os "do posto", "da papelaria", você imagine o sobrenome familiar bizarro que quiser, porque existe.
Fica a dúvida: qual é a dificuldade desses filhos de políticos em usarem o dinheiro roubado pelos pais para montar um negócio?
Eles obrigatoriamente tem que mamar no bolso alheio a vida toda também?
Escolas na Suíça, intercâmbios no exterior, férias na Europa, contatos, o cacete a quatro, nada disso prepara esses bebês para a vida real?
A resposta, claro, é não. Viver de sinecuras e pendurado nos combalidos cofres de um país semi-falido é bem mais confortável.
Em recente pesquisa do Instituto Paraná, 10% dos entrevistados se disseram favoráveis à volta da monarquia.
Achei pouco, porque talvez um rei ou imperador só custasse menos do que essa montoeira de baronetes e sua prole encostada.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Nova direita é o escambau

Ser de direita já foi difícil. Na verdade, assumir-se de direita já foi péssima jogada. Se estivesse na faculdade você provavelmente não conseguiria nem uma paquera, quanto mais uma namorada e dependendo do seu emprego poderia resultar até em demissão.
Amigos virariam a cara, vizinhos iriam latir de volta para o seu cachorro, sua vida seria bem solitária.
Lembro quase com saudade desses tempos em que éramos uma confraria tão selecionada quanto os jantares de arrecadação do Partido Novo. Só que clubes de meia dúzia não mudam muita coisa, então foi com alegria que acompanhei a ascensão da direita no Brasil.
Ascensão que precisa ser confirmada no voto, diga-se de passagem, porque por enquanto ainda somos os campeões da hashtag, os populares da noite de autógrafos e os parlamentares da internet.
Mas há um caminho, um claro caminho para que a dominância total de esquerdistas declarados e disfarçados deixe de ser tão sufocante.
Só que precisamos parar de frescura para isso. Para começar, não existe "nova direita" num país onde há 50 anos não existe uma "velha direita". Existe direita. Ponto.
Dividir as pessoas em "direita esclarecida", "liberal", "bolsominions" e o cacete a quatro serve apenas para quem anda lucrando horrores com o papel de direitista.
Sim, porque esse negócio de direita no Brasil está virando isso mesmo: um negócio. E já começaram as disputas pelo mercado.
Nem ganhamos nada de fato - além da notoriedade recém surgida - e já vejo por aí esse comportamento farisaico de um lado e jacobino de outro.
E como só existem esquerdistas e isentões como opção, prefiro continuar aqui onde estou, mas faço um pedido: tentem não encher muito o saco.
Obrigado.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Não tem passaporte

A polícia federal anunciou a suspensão da emissão de passaportes por tempo indeterminado. Ainda que o cidadão pague duzentos e cinquenta e sete reais pelo documento, a justificativa é que não há dinheiro para fazer a emissão.
De certa forma a polícia insinua que o governo Temer cortou verbas em retaliação pelo desbaratamento da quadrilha que opera sob a mesa presidencial, daí a falta de verba.
Eu já suspeito que a PF quer é indispor o cidadão contra o governo, para criar mais um fato negativo, como se essa administração cafajeste do Brasil precisasse de mais fatos negativos.
Primeiro me irritei, depois pensei: quantos brasileiros, hoje, podem se dar ao luxo de precisar de um passaporte? Garanto que bem poucos.
As pessoas foram às ruas pedir a derrubada de Dilma e do PT, com seu projeto de cleptocracia autoritário. Veio um governo do PMDB, igualmente cleptocrata, ainda que bem menos autoritário. Só que parece pouco, não?
Agora corremos o risco de um Rodrigo Maia - mais um destes espermatozoides notórios que estão espalhados por todas as áreas de atividade o país - na presidência.
Não se enganem: o PT é pior do que todos, pois quer roubar também sua liberdade. Mas, como disse acima, é pouco apenas se livrar dele. O serviço precisa ser completo.
Em tribunais superiores e porões do executivo e legislativo já se preparam ataques à lava-jato. A camorra que infesta todos os três poderes da República não vai abrir mão do que possui há décadas assim tão fácil.
Brigam entre si em público e se juntam nos gabinetes para garantir suas sinecuras. O ministério público e suas aposentadorias gordas, a juizada e seus salários imorais, a polícia federal e suas facilidades administrativas, suas excelências deputados e senadores, suas vidas de corte de Versailles.
Você, meu amigo, está mais perto é da Bastilha. Passaporte pra quê?

terça-feira, 27 de junho de 2017

O Quaquá do PT

"Se o Lula for condenado vai ter luta nas ruas", disse Washington Quaquá - isso mesmo, "Quaquá" - presidente do PT do Rio de Janeiro.
Para quem não conhece a peça ele tem o gosto por dinheiro de uma striper americana com dólares na calcinha, o preparo físico do Nhonho e toda a credibilidade que o "sobrenome" Quaquá pode conferir a um político.
Chegou a apanhar ao vivo na TV enquanto dava uma entrevista e com certeza tem mais coragem para lutar contra um prato de nhoque do que contra um aluno do ginásio do Colégio Militar, que dirá contra a polícia, as forças armadas ou mesmo algum cidadão justamente indignado que resolva plantar-lhe a mão nas fuças.
A disposição dos petistas para luta é muito parecida com a inocência do Lula: só existe na cabeça deles.
O PT é bom mesmo em estrangular orçamentos, se atracar com propinas, dar jabs na probidade administrativa, arm locks em investigações, pontapés na inteligência alheia e diretos na cara da verdade.
Tirando isso basta cortar a mortadela que eles preferem correr atrás de algum deputado, senador, prefeito ou sindicato ainda controlado pelo partido para lutar avidamente por alguma boquinha.