segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A irrelevância da imprensa

A imprensa mundial caminha para a irrelevância. E não digo isso só porque eu quero ou porque ela diz coisas com as quais não concordo, mas porque é um fato.
Quando um médico começa a errar todos os diagnósticos ou um engenheiro não é mais capaz de fazer um cálculo acertado sequer, eles perdem a credibilidade. Por que raios gente que tem por trabalho informar, mas prefere, por razões ideológicas, desinformar, deveria merecer tolerância eterna?
Só neste final de semana da posse do presidente Trump, seguido por uma semana com a prisão do líder dos arruaceiros do MTST, Guilherme Boulos, a imprensa provou que merece tanta confiança quanto um cirurgião que esquece um serrote dentro do paciente.
A Veja, quem diria, retratou o playboy metido a revolucionário a serviço do PT, um sujeito bem fornido que não deve saber o que é uma fome de 3 horas sem comer na vida, como um "perseguido que está se reforçando junto à militância".
Já na imprensa americana, Trump é tratado como alguém que chegou na Casa Branca sem ter recebido um único voto sequer. Em apenas um dia de governo já está decidido: ele não presta.
Assim como as "conquistas" de Barack Obama, que ganhou um Nobel da paz sem ter nem alimentado as pombinhas brancas de alguma praça de Washington, Trump já é um técnico perdedor antes mesmo do time entrar em campo.
Lá entre o final do hino nacional e o apito inicial do juiz, ele já estará perdendo de 7x1.
O Globo noticiou com pompa e circunstância que seus filhos já estavam "aproveitando os luxos do poder", jogando boliche na Casa Branca.
Claro, porque os filhos do presidente Trump jamais poderiam pagar para jogar boliche antes dele chegar ao poder, inclusive um deles era guarda de zoológico antes do pai ser presidente e agora se prepara para virar um "Ronaldinho dos negócios".
Cito esses exemplos - muitos mais existem - para justificar meu diagnóstico lá em cima: a imprensa caminha para a irrelevância.
Num tempo onde podemos buscar informação das mais variadas formas, a mediação de gente enviesada e desonesta se torna desnecessária.
E o problema não é nosso, é deles.
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