quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O BBB da lacração

Quando vi o anúncio dos participantes do BBB 17 - e olhe que detesto esse programa quase tanto quanto um petista detesta a polícia - já entendi tudo: será a edição da lacração.
Não precisei nem me familiarizar com todos, bastaram dois participantes: um camarada que circulou pela internet em fotos bebendo drinques que continham esperma humano (você leu certo) e uma moça de cabelo black power estilo "empoderada" que automaticamente foi classificada como "diva" pelas brigadas do Toddynho na internet.

Não se pode desprezar a capacidade destrutiva de um programa que atacou o país com um Jean Wyllys, logo, não demoraria muito até que alguma situação acontecesse para dar vazão à nossa sede por justiça social.
Atualmente é feio não querer uma imigração em massa e descontrolada vinda de países cheios de terroristas que prometem "matar infiéis no ocidente", mas está tranquilo ignorar os famélicos refugiados cubanos ou venezuelanos.
Hoje em dia um criminoso será menos criminoso se for "menos favorecido", dois gays que se sintam "ofendidos" por algum olhar na rua é mais intolerável do que gente pelada invadindo um templo religioso durante um culto para atacar as pessoas ali dentro, fazer "fiu-fiu" na rua (quem ainda faz isso?) é praticamente um estupro.
Numa época cansativa dessas, por que um programa dedicado a mostrar o que há de pior nas pessoas e fisgar gente interessada em polêmica haveria de ser diferente?
Já nos primeiros dias uma participante já disse que mandaria a empoderada do black power alisar os cabelos caso brigasse com ela. As redes sociais se encarregaram de levar tão importante questão aos trending topics do Twitter e ali descobri mais uma lei imposta pelos justiceiros sociais que nem sabia existir no país: você está obrigado a achar cabelo crespo bonito.
Caso contrário não ganha seu drinque de esperma.
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