quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Milo e a esquerda


Milo Yiannopoulos é a personificação do pesadelo de todo justiceiro social: gay, avó judia, namora um negro. É como um Ben Carson ou Herman Cain branco, ou seja, alguém de um dos grupos que a esquerda diz defender - mas acredita possuir - que resolve "pular para o outro lado".
Fosse americano e democrata talvez tivesse chance até de se eleger presidente, já que para essa gente basta ter a cor da pele, o sexo ou a orientação sexual correta para virar alguém destinado a fazer história.
Barack Obama foi presidente basicamente por ser negro. Nunca tinha feito nada antes e ganhou até um Nobel da paz sem precisar amarrar os sapatos para isso. Hillary seria a próxima só que, ao contrário de Obama, fez demais, daí a ter perdido a eleição.
Milo é apresentado como um "provocador", quando na verdade ele apenas diz coisas que o cidadão médio pensa, mas tem sido proibido pela justiçagem social de dizer em voz alta.
Qualquer coisa que destoe da cartilha vira logo "discurso de ódio" e merece ser silenciado "fisicamente se necessário".
Milo é contra cotas raciais, chama o islã do que o islã é (e não é a religião da paz), é contra transsexuais em banheiros femininos, fala contra a cultura do oprimido profissional, do ofendido de vitrine.
Por causa disso foi impedido de dar uma palestra numa universidade na Califórnia, onde "anti-fascistas" impediram o evento dando porrada, incendiando coisas e jogando spray de pimenta nos participantes. Fizeram isso contra o ódio, claro.
Mas nesse final de fevereiro de 2017, Milo foi atingido em cheio por denúncias de "apologia à pedofilia" feitas por sites noticiosos ligados ao establishment republicano e ao partido democrata (pasme). Teve um contrato de um livro cancelado, seu convite para falar numa convenção conservadora retirado e se demitiu do site Breitbart, onde era editor.
O que houve é que numa entrevista descontraída, Milo relatou o abuso que ele mesmo sofrera na infância, utilizando um tom jocoso inaceitável quando se fala de pedofilia e deixando margem para ser atacado por seu discurso dúbio.
Não adiantou se retratar ou afirmar que considera pedofilia crime e que pedófilos devem enfrentar a lei, a sanha dos bons decidiu que era o momento do seu fim, o que ele se recusa a aceitar, já anunciando novos projetos.
A grande ironia aqui é a esquerda pegar em tochas e forcados para jogá-lo na fogueira, logo eles que cultuam um pedófilo condenado e fugitivo da justiça como Roman Polanski, que drogou e abusou de uma menor, ou uma pedófila confessa como Lena Dunham, que chegou a discursar na convenção democrata que nomeou Hillary Clinton, e conta em um livro como dava beijos e inspecionava as partes íntimas de sua irmã mais nova em "troca de três balas".
Para a esquerda, o absurdo cometido por Milo não foi o que ele disse na malfadada entrevista, mas tudo o que vem dizendo em todos os lugares fora dela.
A moral dessa história é: sempre desconfie quando a esquerda resolve defender a moral, porque nunca é a moral que eles defendem, mas a sua própria amoralidade.
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