terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O Brasil e a Venezuela


Neste janeiro de 2017 os filhos do venezuelano Leopoldo Lopez comemoraram um aniversário do lado de fora de um presídio militar onde seu pai está encarcerado desde 2014.

Seu crime? Fazer um discurso contra o gorila bolivariano Nicolas Maduro e pedir a mudança do regime que empobrece, oprime e mata o povo do seu país.

Em 2015 a oposição venezuelana conquistou a maioria no parlamento do país e desde então tenta, sem sucesso, mudar leis e decretos que empurraram a Venezuela para o mesmo esgoto socialista em que se encontra Cuba. 

Em 2016 os cidadãos reuniram milhões de assinaturas para convocar um referendo revogatório que poderia determinar a saída antecipada de Maduro do poder.

Uma justiça controlada pelo bolivarianismo de galinheiro e uma autoridade eleitoral composta por comparsas e acoimados do regime sistematicamente sabotou - e venceu - todas as ações da oposição, que hoje conta com o apoio da ampla maioria do país.

Ao lado do governo apenas os muito miseráveis que seguem ameaçados de despejo das moradias populares "dadas" pelo chavismo caso se voltem contra este, um exército de sanguessugas do serviço público aparelhado e milícias paramilitares armadas pelo governo que atiram contra os cidadãos na rua.

A Venezuela chegou num ponto tal que não há saída institucional, pois como todo regime ditatorial que se preze - e ainda que por caminhos diversos - o chavismo apodreceu todas as instituições.

A saída passará, quase inexoravelmente e infelizmente, por uma ruptura que pode ser muito ou pouco violenta, mas que não dá mostras de que será absolutamente pacífica. 

Enquanto isso onde está o Brasil? Não falo dos cleptolulistas do PT, dos patifes defensores de ditaduras do PC do B ou dos lunáticos malandros do PSOL, falo do governo, dos (poucos) partidos que ainda têm algum compromisso com a democracia, da imprensa, das instituições.

Vamos seguir, canalha e covardemente, assistindo a este massacre? Sem sequer denunciá-lo? Se uma ditadura for de esquerda merece uma complacência que nem presidentes eleitos como nos EUA merecem por parte de nossa "inteligência" nacional?

Do que nos livramos ao derrubar o PT, hein?
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