segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Quem sente saudade da Telerj?

Depois da fantasia desconstruidona de carnaval o que mais ocupa a cabeça do carioca engajado atualmente é a privatização da Cedae.
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos será privatizada para cobrir os rombos que sucessivos governos esquerdistas e peemedebistas causaram nas finanças do estado.
Absurdo! Dizem os eleitores de Marcelo Freixo entre um gole e outro de cerveja artesanal na praça São Salvador. Vão entregar tudo para algum empresário explorar o povo! Diz a turma do DCE entre uma batida e outra no bumbinho do maracatu universitário. A Cedae é patrimônio do povo! Berra o velho comunista de jeans surrado e pé com gota de tanto se empanturrar com linguiça de boteco.
Patrimônio de quem? Ah, sim, do "povo", essa entidade abstrata que a esquerda diz defender enquanto na verdade defende interesses de funcionários públicos encostados e parasitas de sindicato, todos ganhando muito mais do que qualquer outro membro do povo de verdade, aquele que vive no mundo real.
Mas uma outra pergunta pode responder se a privatização da Cedae - empresa que entrega 50% da água domiciliar com mais coliformes fecais do que o aceitável - seria boa ou não: quem sente saudade da Telerj?
A estatal de telefonia te deixava numa fila 10 anos para conseguir uma linha telefônica fixa que depois seria até deixada de herança, de tão cara que era. A incipiente telefonia celular funcionava na impressionante área de cobertura Centro-Barra nos primeiros anos.
Dirão que telefonia e água domiciliar são coisas diferentes. Sim, não precisa ser gênio para constatar isso, mas um pouco de memória nos fará lembrar como as novas concessionárias de telefonia perfuraram as cidades instalando novas redes de distribuição.
Bastaria fatiar o serviço e ao invés de uma empresa gigantesca cheia de barnabés haveriam várias empresas menores, atendendo regiões da capital e do estado separadamente e concorrendo entre si. Poderão dizer "furar para cabear é diferente de furar para passar canos e manilhas".
Bem, 30% da população do Rio não está ligada à rede de esgotos, 50% dos domicílios não estão ligados à estações de tratamento. 15% não possuem água encanada. Basta começar por aí.
É só uma idéia, outras idéias podem surgir, só não dá para continuar com o que claramente não funciona, que é toda e qualquer estatal.
O Brasil conseguiu quase levar à falência uma estatal de PETRÓLEO! E se isso não é motivo suficiente para privatizar tudo, aí vai um outro: a situação da baía de Guanabara, um penico fétido a céu aberto, é a prova definitiva e inapelável de que a Cedae já deu.
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