segunda-feira, 17 de abril de 2017

A democracia deve ser maior do que Lula

Um pedaço da imprensa tem soltado um balão de ensaio mais ou menos assim: mesmo se o Lula for condenado na segunda instância, é anti-democrático obedecer a lei e impedir sua candidatura, porque a maioria pode querer um então, caso isso aconteça, chefe de quadrilha condenado na presidência.
Já desisti de tentar explicar ou brigar para que a lei valha para todos. Lá atrás, quando o o governo militar decidiu criar o mito do metalúrgico defensor do povo e da ética, Lula ficou desobrigado a obedecer as leis e a verdade, mas tudo tem limite. Ou deveria ter.
A maioria quis jogar o estatuto do desarmamento no lixo, a maioria quer as 10 medidas contra a corrupção, a maioria quer cortar o número de deputados e senadores pela metade, a maioria quer menos impostos, o fim da doutrinação em sala de aula, o fim da casta de marajás do funcionalismo público.
A maioria quer até coisas erradas, como linchar bandidos em praça pública. Votar no Lula seria apenas algo comparável a um linchamento, só que da vergonha na cara.
Só aí a maioria seria ouvida?
Poupe-me.
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