terça-feira, 18 de abril de 2017

A elite semi-analfabeta

Acompanhando desde há muito discursos e debates no congresso, sempre me espantei com um fato que agora parece saltar ainda mais aos olhos durante os depoimentos dos delatores da operação lava-jato.
Não interessa se é senador, deputado, ministro e até presidente, não interessa se é um doleiro que viajava ao exterior duas vezes por semana, um advogado conceituadíssimo, algum professor doutor sempre pronto a nos ensinar o que devemos pensar e até, pasme, executivos e o príncipe herdeiro de uma das maiores empreiteiras do país.
Todos, quase sem exceção, assassinam a Língua Portuguesa.
Engolem plurais, estupram concordâncias, afogam-se em anacolutos, perdem-se num labirinto de redundâncias, decepam terminações, enfim, um verdadeiro pavor.
Os que se salvam acabam embrenhados no cipoal do juridiquês, economês e academês.
E esta é supostamente a elite do país, hein?
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