segunda-feira, 24 de abril de 2017

O ex-Reinaldo Azevedo

A cada dia que passa o Reinaldo Azevedo fica mais raivoso, descontrolado, caricato e parecido com um vilão de filme dos Trapalhões.
Vomita ofensas infantis, repete termos ad nauseam tentando provocar reações e caçar cliques (deve achar que "direita xucra" é sua invenção tal qual o "petralha" que ele se orgulha de ter entrado num dicionário), exibe uma obsessão quase doentia pelo deputado Jair Bolsonaro e banca o assessor de imprensa informal do Gilmar Mendes, aquele ministro do STF que organiza convescotes entre políticos e membros do judiciário no exterior.
Quando não havia quem falasse de alguns valores do que se chama de direita, Reinaldo flanava sozinho e surfava na nascente e depois crescente onda de oposição ao PT.
A rigor o que ele sempre foi é isso: um profissional do anti-petismo.
E agora, com o PT praticamente acabado e o "mercado de trabalho" do anti-esquerdismo saturado, o blogueiro parece buscar outras freguesias. Até pelo site Brasil 247 anda sendo elogiado, veja - sem trocadilhos - que decadência.
Seus lançamentos de livros - na verdade catadões de artigos publicados no seu blog da Veja e requentados - levavam pequenas multidões para livrarias em todo o país. As filas eram de fazer inveja a muito aspirante a Paulo Coelho.
Quantas dessas pessoas hoje iriam para algum lançamento de uma de suas coletâneas? E quantas iriam só para vaiar ou por curiosidade mórbida?
Reinaldo hoje é uma caricatura de si mesmo. Confunde arrogância com firmeza, teimosia com coerência e estupidez com assertividade. Seus coices de mula em texto, áudio e vídeo não me deixam mentir.
A Jovem Pan claramente o utiliza como um daqueles jurados de programas de calouros que sempre davam zero para todos os candidatos, independente de serem bons ou ruins. Aqueles jurados que só serviam para atiçar o auditório e segurar audiência.
Virou um Pedro de Lara ou Décio Piccinini da crônica política.
Mais um pouco e aos seus cinco, seis ou seja lá quantos empregos ele alardeie ter no momento, ele poderá acrescentar mais um: palhaço de rodeio.
Chamando uns de xucros de um lado e só sendo levado a sério pelas mulas do outro.
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