segunda-feira, 3 de abril de 2017

Uma heroína brasileira

O pai de Maria Quitéria de Jesus Medeiros não teve filhos homens. Quando ela estava noiva, entre 1821 e 1822, iniciaram-se na Bahia movimentos contra o domínio português no Brasil e a província realizou recrutamento de soldados para o "exército libertador".
Já velho, o pai de Maria se recusou a colaborar e, para sua surpresa, sua filha se ofereceu para o alistamento, o que foi negado por ele. Ela então fugiu de casa, cortou os cabelos, se vestiu como um homem e se alistou no regimento de artilharia sob o nome de "soldado Medeiros".
Duas semanas mais tarde foi descoberta pelo pai, porém um major comandante do batalhão a defendeu e negou a sua dispensa, dizendo que sua habilidade com as armas e sua disciplina impecável eram necessárias para o Batalhão dos Voluntários do Príncipe.
Acrescentou ao seu uniforme um saiote à escocesa e seguiu para a luta. Participou de batalhas, fez prisioneiros e como cadete conquistou do governo da província autorização para portar sua espada. Foi recepcionada como heroína no seu retorno à Salvador, desfilando com seu uniforme azul e o saiote confeccionado por ela.
Recebida pelo próprio imperador do novo país que nascia, foi condecorada com a insígnia de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.
Reformou-se como alferes e pediu ao imperador que escrevesse uma carta ao seu pai para que a perdoasse. Reconciliada com ele, casou-se com o antigo noivo e teve uma filha.
Faleceu aos 61 anos de idade, cega e no anonimato.
Em 1996, Maria Quitéria foi reconhecida como patronesse do quadro complementar de oficiais do Exército Brasileiro.
Uma heroína em todos os aspectos: coragem, patriotismo, respeito à família, mulher independente, livre, enfim, um exemplo para todas.
Mas o "movimento feminista" e a esquerda preferem sair por aí defecando em fotos de políticos, urinando nas ruas, promovendo o que há de mais tosco possível e chamando isso de "empoderamento", além de cultuar uma mexicana monocelha conhecida por relacionamentos abusivos.
Dá dó desse país.
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