quarta-feira, 31 de maio de 2017

Constituição?

A constituição dos Estados Unidos entrou em vigor em 1789 e foi alterada 27 vezes. A constituição brasileira entrou em vigor em 1988 e foi alterada 95 vezes.
O cartapácio constitucional brasileiro trata de tudo, se bobear até da posição correta que o rolo de papel higiênico deve ser pendurado no suporte. E cada vez que algum poderoso de ocasião ou clamor popular de verão resolvem que aquele calhamaço não lhe serve, muda-se novamente.
Agora é a vez das “diretas já”, nada a ver com um movimento que na década de 80 pedia a volta do direito de votar para presidente que fora suprimido 20 anos antes, mas um jeitinho de manter o líder da segunda maior religião do país — a primeira é o Cristianismo — fora da cadeia.
Urna vai virar embargo infringente para que o Lula jamais tenha que pagar pelo que fez.
Dito isso, talvez seja o momento de admitir que o país errou em 1988. Tudo bem que é frustrante saber que teríamos que fazer OUTRA “carta” em mais um “agora vai!” constitucional, mas talvez também pudéssemos fazer direito dessa vez.
Não tenho sugestões muito elaboradas, mas uma que considero primordial: após eleitos os constituintes, que se faça como no Vaticano em tempos de conclave: tranquem todos num local sem acesso ao mundo exterior até que cheguem à uma conclusão e, inexoravelmente, à um texto de não mais do que 20 páginas.
O Brasil é a prova viva de que, em termos de constituição, menos é mais e muito mais é problema.
E a emenda fica sempre pior do que o soneto.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Se o Brasil fosse mesmo capitalista, Joesley seria apenas um nome feio

Uma aluna recebeu zero numa questão de prova porque respondeu que o capitalismo "gera oportunidades" e o socialismo nunca deu certo em lugar nenhum.
Como os alunos que disseram o contrário provavelmente levaram 10, podemos concluir que esquerdista é formado na arte da mentira desde o ensino fundamental.
Mas o assunto não é esse, mesmo porque a mãe da aluna foi no colégio, meteu aquele merecido dedo na cara da coordenação e o professor e projeto de Stalin que passa o dia molestando crianças intelectualmente teve que rever a nota da menina.
O assunto é: existe capitalismo no Brasil? Mesmo?
Longe de mim querer bancar o marxista e dizer que os ensinamentos da minha seita foram deturpados. O capitalismo é um sistema cheio de defeitos mas ainda é o único capaz de produzir riqueza ao invés de tomá-la dos outros na força.
O que me leva ao Brasil, esse país onde o estado toma de uns para dar para outros.
Um país com empresários estado-dependentes, com relações trabalhistas mais tuteladas do que a propaganda pelo CONAR, com bancos que tomam emprestado do governo a 1% e emprestam à macacada por dez vezes isso, com uma verdadeira indústria de licenciamentos, alvarás, fiscalizações, taxas e sobretaxas, com "campeões nacionais" e com um estado que toma, toma, toma e não faz nem o favor de tentar não atrapalhar quem lhe dá de mamar, um país assim não é um país capitalista, é alguma coisa entre a saúva e a jabuticaba.
No Brasil o capitalismo "gera oportunidades" em parte.
Porque se você não for um empreiteiro ou empresário amigo do poder, toda a "oportunidade" que o "mercado" nacional vai te oferecer é ser um empreendedor sufocado por custs de todos os lados, recrutador de uma dessas empresas de marketing multi-nível ou balconista com um dia de folga escalonada quinzenal.
Sendo bastante sucinto: se o Brasil fosse mesmo capitalista, Joesley seria apenas um nome feio.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Perguntas para a organização do showmício do PT


1) Quem paga essa estrutura?
2) Esses cachês "doados" jamais terão contrapartida?
3) O Partido da Rouanet está unido, mas com certeza não é por você.
4) Entre 1964 e 1968 fez-se de tudo, menos respeitar a constituição. Deu no que deu.
5) A esquerda festiva está sempre pronta a se mobilizar quando interessa. Dica: no impeachment da pior presidente da história não interessava.
6) Fora Temer ou Diretas já hoje significa Volta Lula. Vá se quiser, mas vá sabendo onde está se metendo.
7) Que a imprensa está decidida a derrubar o Temer com mil vezes mais disposição do que jamais demonstrou com a Dilma está claro, resta saber a razão.
8) Ficar contra essa gente não é defender corrupto, afinal, os brasileiros que prestam desejam que Lula, Temer, Aécio, Dilma e mais quem aparecer vão para a cadeia. Pergunte para esse pessoal do showmício aí o que eles acham do Lula.
9) Essa turma continua viajando, gastando, comendo fora, usufruindo de luxos e benesses enquanto você está aí apertado nessa crise que foi criada por quem eles defendem e recebem muito bem por isso. Pra que servir de bucha de canhão deles?
10) Eles falam "pelo povo brasileiro", mas algum deles já parou para ouvir o que você tem para dizer?
11) Será que uma pessoa de "direita", defendendo ideais de "direita" e pedindo não só diretas já, mas cadeia para os corruptos, inclusive para o Lula, seria bem recebida aí?
12) Incentivos fiscais, imposto sindical, fundo partidário e demais imoralidades pagas com o seu dinheiro sustentam esse tipo de coisa. Será que eles aceitariam tirar essa canga do seu pescoço e terem que trabalhar como qualquer cidadão?
13) Treze nunca mais e leve o 50 e o 65 - suas linhas auxiliares - junto.

sábado, 20 de maio de 2017

Que país lindo, que país feio


As cidades brasileiras, com raríssimas exceções, são mal planejadas, favelizadas, atravancadas, sujas, caóticas e com uma arquitetura - se é que se pode chamar de arquitetura - de péssimo gosto.
Fora o que a natureza proporcionou e o habitante resolveu por bem que era seu direito destruir, pouco ou nada presta.
Essa foto aí foi tirada numa parte fora daquela faixa costeira maquiada em uma dessas cidades brasileiras, mais precisamente a que a propaganda mentirosa e o bairrismo tosco insistem em chamar de "maravilhosa".

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O Brasil não é para principiantes e nem para iniciados, o Brasil é um caso de psiquiatria de dimensões continentais

Assim acompanhei no Twitter, desde ontem, as últimas novidades desta república que não mata ninguém de felicidade, mas também não mata de tédio.
- A JBS que mamou MUITO com o PT está ajudando a forçar uma nova eleição ou é só impressão?
- No fim, isso tudo é herança desses canalhas do PT.
- "Eu votei na Dilma". Legal, cara, votou numa corrupta, mitômana e fogueteira de bandido que colocou o Temer de vice em troca de tempo de TV.
- Lógico, a solução para tirar o Brasil do atoleiro moral que a coligação PT-PMDB o enfiou é votar DE NOVO no PT.
- Nota de esclarecimento: não acho que o Temer seja guerreiro do povo brasileiro perseguido pelos coxinhas da PF e do MP.
- Precisamos de 2 anos e milhões na rua para tirar a cabeça da chapa que montou o esquema dos ladrões, mas o PT quer o Temer fora em 2 dias.
- Caiado, cale-se.
- Pegar em armas? O máximo que eu gostaria de pegar é um vôo para fora daqui.
- É a economia, estúpido.
- Tenho certeza que o PSOL já tem a solução para essa crise e envolve algo que tenha maconha e bunda no meio.
- Gravar presidente e divulgar deixou de ser crime de lesa-pátria, delação premiada não é mais tortura e a lava-jato passou a ser batuta.
- Se esse sujeito da JBS não entregar nada do Lula isso não é delação premiada, mas delação selecionada.
- Profissão mais perigosa do Brasil hoje em dia: piloto de jatinho.
- Tomara que apareça algum triplex do Aécio e um sítio do Serra que é pra petista terminar de morder a língua de vez.
- Pronto, já podemos acreditar na Globo - que também deixou de ser golpista - sem sermos chamados de manipulados.
- Prender o Aécio e a irmã? Justo. Mas vem cá, e o cara sem mandato que iria ser preso amanhã desde o ano passado? Só jogo de xadrez com ele?
- Você viveu para ver o "mídia ninja" comemorar "panelaço na varanda gourmet".
- Tem uma fogueteira delatada obstruinda investigação da polícia federala que até agora está em liberdada. Vai ser presa quanda?
- Vou queimar uns pneus aqui em defesa do Aécio, já volto.
- Bovespa interrompe pregão. É a Venezuela, meus amigos.
- Renan Calheiros - até agora se safando - é a diferença de um canalha profissional para um bando de amadores.
- Se o Lula for preso amanhã quem assume a cadeia hoje é o Aécio?
- Caro João Doria, herdar o comando do Titanic não derrete o iceberg. Procure casa nova.
- Hoje você aprendeu que seu amigo petista caga para processo legal ou estado democrático de direito, ele só queria mesmo é defender bandido.
- O sensacionalismo caça-clique já prendeu o Aécio e renunciou o Temer só até o meio-dia de hoje. Invasão de marcianos prevista para as 19:00.
- Pedir eleição direta já é golpismo sim, amiguinho. Você pode até se achar um golpista do bem, mas é golpista.
- Se suas excelências pensassem mesmo no país fariam uma sessão de mil horas que fosse e aprovariam todas as reformas ao invés de fazer fuzuê.
- Esse Molon é tão attention whore que não sei como ainda não participou do BBB ou do The Voice.
- Parece que é melhor JAIR se acostumando mesmo, hein? E pelo jeito vai ser por W.O.
- Já tivemos uma linha de sucessão, hoje temos, no máximo, uma lista de artigos do código penal.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Funcionários do mês


Se um repórter imaginário do jornal Pravda percorresse o parlamento da União Soviética para saber a opinião de algum dos seus 542 membros (na época da dissolução) sobre qualquer coisa, ele certamente só encontraria políticos do Partido Comunista para entrevistar.
Não havia outro. Era proibido.
Já o parlamento brasileiro conta com 513 deputados e 81 senadores divididos em pelo menos 18 partidos diferentes.
Mas parece que os repórteres reais do Brasil de hoje sofrem do mesmo problema do repórter soviético imaginário: temos a impressão de que eles só conseguem encontrar políticos do PSOL - 6 deputados, 0 senadores - para entrevistar.
Parece que não há outro, que é proibido.
Convenhamos, nem na União Soviética eles eram tão aplicados assim.

A sucessão é uma pose

A sucessão presidencial brasileira de 2018 até aqui é uma pose. Lula faz pose de re-re-re-re-re-presidenciável, mas é no máximo um candidato à prisão domiciliar.
Doria faz pose de prefeito de São Paulo, mas é mais candidato do que nunca. Alckmin faz pose de dono da vez na fila do PSDB, mas ele mesmo sabe que ainda precisa combinar com a lava-jato e com o eleitorado.
FHC faz pose de sábio que influencia o processo, mas não passa de um eterno namorado rejeitado no seu amor platônico pelo PT.
Marina Silva faz pose de que vai chegar na eleição como alguma velha coisa nova que não sabemos direito, tanto quanto não imaginamos o que ela faz da vida no espaço de quatro anos entre as eleições.
Haddad faz pose de intelectual que se meteu na política e agora deseja que o esqueçam, mas torce mesmo para que o juiz Sérgio Moro e o TRF-4 o transformem em candidato do PT.
Temer faz pose de que só quer salvar o país do abismo e entregá-lo minimamente governável ao seu sucessor, mas sonha toda noite com uma recuperação da economia que o permita fazer pose de candidato à reeleição.
Ciro Gomes é boçal demais para conseguir fazer qualquer pose, apenas atira excrementos no público como um chimpanzé de zoológico querendo atenção e amendoins.
E nós fazemos pose de que não há nada errado com essa nossa democracia.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Filme de direita não pode

Dois filmes - entre duas dezenas - considerados "representantes do conservadorismo de direita" bastaram para que um festival de cinema inteiro fosse cancelado.
As duas dezenas contra dois - um sobre Olavo de Carvalho e outro sobre o Plano Real - bateram o pé e declararam: nossa diversidade não suporta esse tipo de diversidade. Retiraram seus filmes em bloco e relegaram ao festival a única opção de desistir.
Quem vive fora dos muros de universidades federais, quem não tem em seu círculo de amigos algum "cineasta", "teatrólogo", "sociólogo", "antropólogo", "artista" ou simplesmente "militante" nem imagina o que se passa nesses guetos do esquerdismo desgovernado.
Já vi - e ninguém me contou - um professor de federal dizer para seus alunos que reprovaria quem, por exemplo, não respondesse na prova que impeachment é golpe. No caso tratava-se do impeachment do bolivariano Fernando Lugo no Paraguai, mas já prenunciava o que aconteceria aqui anos depois.
Já fui em aniversário de cineasta - o que no Brasil significa alguém que escreve mil artigos ou roda 200 filmes sobre o mesmo tema e vive de verba estatal - onde praticamente todos eram militantes do PSOL.
A divergência ali ficava por conta de dois ou três que ainda acreditavam no PT.
Já vi - e ninguém me contou - um professor da UFRJ se orgulhar de ter barrado um convite para que Olavo de Carvalho participasse de um debate ali.
Segundo ele, aquele não era o local para dar "lugar de fala" para fascista.
Censuram, perseguem, patrulham, obliteram qualquer possibilidade de contraditório, muitas vezes na porrada, mas os outros são os fascistas. É cansativo, eu sei, viver apontando esse tipo de cafajestagem intelectual, mas pelo menos denunciar é nosso dever, até que um dia não tenhamos mais que falar sobre isso.
E o mesmo Olavo de Carvalho, talvez o único brasileiro produtor de conteúdo intelectual próprio hoje em dia, já que os outros apenas lambem os próprios traseiros em citações trocadas e teorias repetidas, foi o motivo do chilique dos "cineastas" de esquerda que acabou cancelando o festival.
Eles não vão mudar, simplesmente porque acreditam de verdade que lutam contra um "mal". Na cabeça de um esquerdista lunático desses, permitir que dois e apenas dois filmes ditos "de direita" tenham o direito de participar de um festival de cinema equivale a convidar o ebola e o HIV para um congresso de medicina.
Mal sabem que a doença, neste caso, são eles.
Para nossa sorte - e aí depende toda uma organização da sociedade real e não a sociedade imaginária que esquerdistas pensam defender - o remédio é relativamente simples e não custa nada: basta cortar todas as verbas estatais que sustentam essa gente.
Será como jogar luz sobre traças.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Os Lulinhas

Os filhos do Lula usaram jatos da FAB para levar amigos para fazer churrasco no Palácio da Alvorada, receberam ilegalmente passaportes diplomáticos, fora os "negócios" que a lava-jato toda hora mostra que um ou outro possui/possuía por conta do "paitrocínio" presidencial.
Nunca se destacaram em nada antes do chefe do PT ser presidente e viraram caso de polícia depois.
Agora imagina que loucura se a imprensa investigasse os filhos adultos do Lula 1/3 do que investiga o Michelzinho, filho do Temer de 8 anos?
Poderiam até perguntar a algum dos seis deputados do PSOL - aquele partido que tem na imprensa a relevância que não consegue nas urnas - o que ele pensa sobre as babás, o colégio, a festinha infantil e também sobre os negócios de filhos de presidentes com fornecedores do governo.

terça-feira, 9 de maio de 2017

O dia da marmota eleitoral

Desde a eleição de 1989 que é negado ao país decidir seu futuro, só o que há é a escolha entre fugir do Lula ou render-se ao Lula e seu bando.
Incrível como estamos em 2017 e o país segue sequestrado por um malandro que nunca pensou em outra coisa além da própria vida mansa e de acumular poder.
Não falamos em reformas, em avanços, em projetos. Permanecemos nessa de seguidores de uma seita nutrida a dinheiro fácil e ignorância dura e o resto do país cansado e revoltado ao notar a dificuldade sentida nessas bandas para dar significado real à frase "o crime não compensa".
Ficamos presos neste dia da marmota que começou num sindicato no ABC e que teima em não terminar, mesmo sob uma chuva torrencial de lama e esgoto.
Já viu monstro de filme morrer quieto? Se debate, luta, destrói tudo, urra. O que assistimos nem Curitiba e em Brasília e em todo esse espetáculo grotesco de ataques à lava-jato por todos os lados, chicanas, ameaças de colocar milícias nas ruas, sabotagens, manobras no STF, é um monstro de chanchada tentando não morrer.
Tomara que o final do filme esteja próximo.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A solução é o congresso (mas precisamos limpá-lo primeiro)

Uma mistura de Barack Obama com Justin Trudeau venceu a eleição na França. Dizem até que o Trump deve apelidá-lo em breve de Macaron.
Emmanuel Macron, Um sujeito que até anteontem era filiado ao Partido Socialista e que foi ministro do presidente François Hollande virou o "candidato de centro" que, para a salvação do mundo, derrotou a "extrema-direita" (nome pelo qual a imprensa esquerdista chame qualquer um que não seja globalista/esquerdista).
Francamente não me espantei com o resultado, ainda que tenha evitado dar orelhada na política de um país que não entendo, mas jamais acreditei que pudesse haver ali o que ocorreu nos Estados Unidos com a vitória do Trump.
E sinceramente penso que mais importante do que esta eleição, é a próxima que a França enfrentará, que elegerá o novo parlamento.
Tanto lá quanto aqui damos muita importância à eleição presidencial, que é sim, importante, mas que não resolve tudo. Porque é no parlamento que se muda ou se preserva um país. Foi no parlamento que o PT caiu, é no parlamento que Trump está encontrando resistências, será no parlamento que a agenda globalista poderá ser brecada na França e será no parlamento que o Brasil poderá resolver muitas questões que hoje o assombram.
2018 é crucial sob vários aspectos, mas nunca foi tão importante o brasileiro se unir e varrer o congresso. Serão escolhidas a totalidade da câmara e dois terços do senado. A partir dali poderemos reformar de verdade o sistema político, rever o sistema tributário, a moleza dos funcionários públicos, a gastança nas estatais, as relações exteriores capengas e, principalmente, o judiciário, a começar pelo STF.
Uma maioria no senado pode mandar para casa essas fotografias ambulantes do subdesenvolvimento brasileiro, como bem disse José Roberto Guzzo, como Gilmar Mendes, Toffoli ou Lewandowski. Uma maioria nessas casas pode instituir tempos de mandato para ministros do STF, livrando assim o país de ficar sequestrado por pavões apaixonados pela própria voz de forma vitalícia.
O número de partidos, os atos do executivo, o pacto federativo, o combate à corrupção, tudo pode ser melhorado se tivermos um congresso de homens de idéias, de pessoas que não se vendem por caixa dois ou sinecura em estatal, enfim, um congresso totalmente diferente desse terrário de nulidades e corruptos que temos hoje.
Se o gênio da lâmpada aparecesse para mim hoje me concedendo três pedidos, um certamente seria saúde para os que amo, o outro seria que jamais nos falte o necessário para uma vida tranquila e o último um eleitorado no Brasil que não troque voto por dentadura, 20 reais, saco de cimento ou jogo de camisas para o time do bairro, um eleitorado que tenha a mesma obsessão pela eleição legislativa que tem pela presidencial.
Convenhamos, vale gastar um pedido com isso.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Os fascistas são eles

Uma manifestação contra a absurda lei de imigração patrocinada pelo senador e chanceler Aloysio Nunes em São Paulo terminou em pancadaria, bomba e prisões.
Qualquer um pode pretender impor a narrativa que quiser ao fato, mas, como fato, este não tem muito o que debater: brasileiros fazendo um protesto em seu país foram atacados por muçulmanos com uma bomba.
Curiosa, aliás, essa relação muçulmanos-bombas, parece uma espécie de brinde de um tipo de promoção que ninguém quer aproveitar.
Mas a esquerda - sempre ela - logo se prontificou a colocar a culpa na vítima (só não vale quando é alguma alegação de abuso) e dizer que os "fascistas xenófobos" não deveriam nem ter o direito de se manifestar para começo de conversa.
Um comentário numa rede social teve o topete de aconselhar: é só não ser preconceituoso com eles que eles não atiram bombas nos outros.
Lindo, né? Uma bomba equivale a um discurso que não te agrada.
Nas manifestações de apoio - já havia até um grupo de advogados pronto para dar assessoria aos "refugiados" presos por causa da baderna que promoveram - logo se lia e ouvia brados de "palestina livre" ou "lacaios de Israel não passarão".
Os antissemitas de sempre apenas trocam de roupa e o modelito atual se chama "causa palestina".
Mas o caso vai além de mero sentimento de ódio a Israel ou à "direita" e chega no seguinte: a esquerda deseja tanto "desconstruir" a sociedade que a gerou, cevou e tolerou esse tempo todo que não hesita em se juntar nem a notórios misóginos e homofóbicos para atingir esse fim.
Não aqui ou onde são minoria, claro, porque nesses lugares eles precisam manter as aparências. Mas tente averiguar o nível de tolerância religiosa, de sexo ou ideológica nos países onde são maioria.
Voltando.
O disfarce da esquerda para o ressentimento e o rancor de classe é a "defesa dos menos favorecidos", seu disfarce para o anticristianismo insano é a defesa do "estado laico" ou de religiões que perseguem e matam cristãos, seu disfarce para o ódio que sentem pela "família tradicional" é a ideologia de gênero, seu disfarce para o pavor que ostentam contra a "heteronormatividade", que nada mais é do que outra forma de odiar a família, é o feminismo psicótico e a militância gay raivosa, seu disfarce para a intolerância com o divergente é o politicamente correto.
Só fica a cada dia mais difícil disfarçar como os fascistas são eles.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

No mundo dos feministos

- Meu bem, sentir ciúme da minha irmã é um pouco demais, se acalma.
- O que é? Gaslighting agora?
- Querida, a lei da gravidade não é uma conspiração da direita para manter o pobre no "andar de baixo".
- Mansplaining pra cima de mim não!
- Não acha meio chato você ir numa festa do cabide com o seu ex?
- Possessividade? Acha que sou um pedaço de carne que te pertence?
Hoje em dia "machismo" virou uma acusação tão grave quanto assassinato e tão relativa quanto o tempo e o espaço.
Se antes era tolerado que um homem tratasse mal a sua esposa, já faz tempo que não é. Fora que o brasileiro é um povo que tem tão pouca tolerância com o estupro que até nas cadeias esses criminosos estão sujeitos a sofrerem linchamentos.
Mas o progressismo na sua ânsia de controlar tudo e perverter o sentido das palavras e idéias acabou transformando um fiu-fiu ou uma crise de ciúmes em algo semelhante a um espancamento ou estupro e está aí o resultado.
Acusações de assédio acabam com carreiras e reputações antes de serem desmascaradas. Queixas de estupro levam homens à cadeia sem a exigência de nenhuma outra prova - "não se deve jamais duvidar da vítima" - na véspera de serem revelados como vingança por alguma rejeição ou relacionamento terminado.
É a insanidade transformada em "direito da mulher".
E assim um deputado - que pessoalmente detesto - vai parar na imprensa porque sua ex-"companheira" afirmou, veja só, que ele é "machista".
Batia nela? A trancava em casa? Vigiava seus passos? Não.
Ela "se sentia" como se a tratassem apenas como "mulher dele". Ele terminou o relacionamento acusando-a de traição. Ele não demonstrava algum tipo de comportamento que valores subjetivos esperam de um - palavras dela - "esquerdomacho".
Estou com pena do moço? Nem um pouco, sempre achei que essa paranóia feminista politicamente correta voltaria para morder seus criadores e propagadores.
O problema é que a sociedade anda sequestrada por essa alucinação e é hora de dizer chega.

terça-feira, 2 de maio de 2017

O ressentimento e a esquerda

O feminismo, como todo movimento de esquerda que se preze, é a instrumentalização do ressentimento.
Se dizem a vanguarda, a contra-cultura, a superação da "família" e dos "valores tradicionais" que "piram" com suas "conquistas" e no entanto conseguem ser tão pudicos quanto uma senhorinha de novela das seis passada nos anos 50.
Se ofendem com fiu-fiu, com termos que não são filtrados pelo politicamente correto, com elogios, com críticas, com o escambau. Basta ouvirem alguma coisa que fuja da justiçagem social que os revolucionários e as "radfem" viram a Sinhá Moça.
Agora, fazer ocupação de um obituário para criticar um cantor famoso porque este seria um "pai ausente" é a superação do ridículo. O que teria ele ser "pai ausente" a ver com sua música?
Ainda mais porque o feminismo seria um deserto de meia dúzia não fossem os muitos pais ausentes por aí a abastecer o movimento com seu público alvo, as mentes baldias à procura de uma causa.
No mais, o valor artístico de alguém não tem nada a ver com sua vida em família. É diferente de um petista ridículo como Chico Buarque ou um comunista incorrigível como Niemeyer, que sempre usaram seu trabalho para promover ideais políticos.
Belchior ficou famoso fazendo música e não defendendo a paternidade absentista.
Mas quem liga? O feminismo sente mais medo de coisas como coerência e noção do ridículo do que medo de avião, com o perdão do trocadilho.

Lula e as pesquisas

A pesquisa Datafolha é catastrófica? Não. Mas preocupa? Só quem não é negacionista não se preocuparia.
Um sujeito acusado do que é, delatado como foi e ainda está sendo, que não pode sair nas ruas e só está apto a falar para plateias amestradas ficar em primeiro lugar nas pesquisas presidenciais é um mau sinal.
Para começar jamais devemos subestimar a estupidez de uma larga parcela do eleitorado brasileiro. Lula, inclusive, conta com ela. É um pessoal que acha que o palestrante milionário é um "homem do povo" e que não associa aquele que considera - segundo a mesma pesquisa - o governo mais corrupto da história ao chefe desse mesmo governo.
A estupidez é o nosso terremoto.
De resto, é inexplicável que ainda esteja solto um homem que desacata autoridades, usa milícias a soldo para ameaçar a ordem pública, instrui - segundo delações - a destruição de provas e faz campanha eleitoral antecipada (e ilegal) para tentar usar a presidência do país como mocó para se esconder da cadeia.
Por muito menos já teriam mandado 90% do país para Alcatraz.
Dito isso, é claro que as forças anti-PT no país aparentemente são a maioria e irão se aglutinar numa eleição. Pesquisa, nesse momento, mostra mais quem é conhecido e organizado do que necessariamente quem vai chegar na frente daqui a mais de um ano. Muita coisa pode e vai mudar.
Mas é de bom alvitre que todos que não querem a volta do PT caiam na real já: no filme Sexta-Feira 13 trancam o vilão num cofre e jogam no fundo de um lago, mas ele consegue fugir.
Disputar uma eleição entregando a narrativa - o bem contra o mal - nas mãos do PT e suas linhas auxiliares equivale a entregar o segredo do cofre para o Jason.
Convém cair na real e soldar o cofre. Mesmo porque petista adora arrombar um.