segunda-feira, 8 de maio de 2017

A solução é o congresso (mas precisamos limpá-lo primeiro)

Uma mistura de Barack Obama com Justin Trudeau venceu a eleição na França. Dizem até que o Trump deve apelidá-lo em breve de Macaron.
Emmanuel Macron, Um sujeito que até anteontem era filiado ao Partido Socialista e que foi ministro do presidente François Hollande virou o "candidato de centro" que, para a salvação do mundo, derrotou a "extrema-direita" (nome pelo qual a imprensa esquerdista chame qualquer um que não seja globalista/esquerdista).
Francamente não me espantei com o resultado, ainda que tenha evitado dar orelhada na política de um país que não entendo, mas jamais acreditei que pudesse haver ali o que ocorreu nos Estados Unidos com a vitória do Trump.
E sinceramente penso que mais importante do que esta eleição, é a próxima que a França enfrentará, que elegerá o novo parlamento.
Tanto lá quanto aqui damos muita importância à eleição presidencial, que é sim, importante, mas que não resolve tudo. Porque é no parlamento que se muda ou se preserva um país. Foi no parlamento que o PT caiu, é no parlamento que Trump está encontrando resistências, será no parlamento que a agenda globalista poderá ser brecada na França e será no parlamento que o Brasil poderá resolver muitas questões que hoje o assombram.
2018 é crucial sob vários aspectos, mas nunca foi tão importante o brasileiro se unir e varrer o congresso. Serão escolhidas a totalidade da câmara e dois terços do senado. A partir dali poderemos reformar de verdade o sistema político, rever o sistema tributário, a moleza dos funcionários públicos, a gastança nas estatais, as relações exteriores capengas e, principalmente, o judiciário, a começar pelo STF.
Uma maioria no senado pode mandar para casa essas fotografias ambulantes do subdesenvolvimento brasileiro, como bem disse José Roberto Guzzo, como Gilmar Mendes, Toffoli ou Lewandowski. Uma maioria nessas casas pode instituir tempos de mandato para ministros do STF, livrando assim o país de ficar sequestrado por pavões apaixonados pela própria voz de forma vitalícia.
O número de partidos, os atos do executivo, o pacto federativo, o combate à corrupção, tudo pode ser melhorado se tivermos um congresso de homens de idéias, de pessoas que não se vendem por caixa dois ou sinecura em estatal, enfim, um congresso totalmente diferente desse terrário de nulidades e corruptos que temos hoje.
Se o gênio da lâmpada aparecesse para mim hoje me concedendo três pedidos, um certamente seria saúde para os que amo, o outro seria que jamais nos falte o necessário para uma vida tranquila e o último um eleitorado no Brasil que não troque voto por dentadura, 20 reais, saco de cimento ou jogo de camisas para o time do bairro, um eleitorado que tenha a mesma obsessão pela eleição legislativa que tem pela presidencial.
Convenhamos, vale gastar um pedido com isso.
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