quarta-feira, 17 de maio de 2017

A sucessão é uma pose

A sucessão presidencial brasileira de 2018 até aqui é uma pose. Lula faz pose de re-re-re-re-re-presidenciável, mas é no máximo um candidato à prisão domiciliar.
Doria faz pose de prefeito de São Paulo, mas é mais candidato do que nunca. Alckmin faz pose de dono da vez na fila do PSDB, mas ele mesmo sabe que ainda precisa combinar com a lava-jato e com o eleitorado.
FHC faz pose de sábio que influencia o processo, mas não passa de um eterno namorado rejeitado no seu amor platônico pelo PT.
Marina Silva faz pose de que vai chegar na eleição como alguma velha coisa nova que não sabemos direito, tanto quanto não imaginamos o que ela faz da vida no espaço de quatro anos entre as eleições.
Haddad faz pose de intelectual que se meteu na política e agora deseja que o esqueçam, mas torce mesmo para que o juiz Sérgio Moro e o TRF-4 o transformem em candidato do PT.
Temer faz pose de que só quer salvar o país do abismo e entregá-lo minimamente governável ao seu sucessor, mas sonha toda noite com uma recuperação da economia que o permita fazer pose de candidato à reeleição.
Ciro Gomes é boçal demais para conseguir fazer qualquer pose, apenas atira excrementos no público como um chimpanzé de zoológico querendo atenção e amendoins.
E nós fazemos pose de que não há nada errado com essa nossa democracia.
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