terça-feira, 16 de maio de 2017

Filme de direita não pode

Dois filmes - entre duas dezenas - considerados "representantes do conservadorismo de direita" bastaram para que um festival de cinema inteiro fosse cancelado.
As duas dezenas contra dois - um sobre Olavo de Carvalho e outro sobre o Plano Real - bateram o pé e declararam: nossa diversidade não suporta esse tipo de diversidade. Retiraram seus filmes em bloco e relegaram ao festival a única opção de desistir.
Quem vive fora dos muros de universidades federais, quem não tem em seu círculo de amigos algum "cineasta", "teatrólogo", "sociólogo", "antropólogo", "artista" ou simplesmente "militante" nem imagina o que se passa nesses guetos do esquerdismo desgovernado.
Já vi - e ninguém me contou - um professor de federal dizer para seus alunos que reprovaria quem, por exemplo, não respondesse na prova que impeachment é golpe. No caso tratava-se do impeachment do bolivariano Fernando Lugo no Paraguai, mas já prenunciava o que aconteceria aqui anos depois.
Já fui em aniversário de cineasta - o que no Brasil significa alguém que escreve mil artigos ou roda 200 filmes sobre o mesmo tema e vive de verba estatal - onde praticamente todos eram militantes do PSOL.
A divergência ali ficava por conta de dois ou três que ainda acreditavam no PT.
Já vi - e ninguém me contou - um professor da UFRJ se orgulhar de ter barrado um convite para que Olavo de Carvalho participasse de um debate ali.
Segundo ele, aquele não era o local para dar "lugar de fala" para fascista.
Censuram, perseguem, patrulham, obliteram qualquer possibilidade de contraditório, muitas vezes na porrada, mas os outros são os fascistas. É cansativo, eu sei, viver apontando esse tipo de cafajestagem intelectual, mas pelo menos denunciar é nosso dever, até que um dia não tenhamos mais que falar sobre isso.
E o mesmo Olavo de Carvalho, talvez o único brasileiro produtor de conteúdo intelectual próprio hoje em dia, já que os outros apenas lambem os próprios traseiros em citações trocadas e teorias repetidas, foi o motivo do chilique dos "cineastas" de esquerda que acabou cancelando o festival.
Eles não vão mudar, simplesmente porque acreditam de verdade que lutam contra um "mal". Na cabeça de um esquerdista lunático desses, permitir que dois e apenas dois filmes ditos "de direita" tenham o direito de participar de um festival de cinema equivale a convidar o ebola e o HIV para um congresso de medicina.
Mal sabem que a doença, neste caso, são eles.
Para nossa sorte - e aí depende toda uma organização da sociedade real e não a sociedade imaginária que esquerdistas pensam defender - o remédio é relativamente simples e não custa nada: basta cortar todas as verbas estatais que sustentam essa gente.
Será como jogar luz sobre traças.
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