quarta-feira, 3 de maio de 2017

No mundo dos feministos

- Meu bem, sentir ciúme da minha irmã é um pouco demais, se acalma.
- O que é? Gaslighting agora?
- Querida, a lei da gravidade não é uma conspiração da direita para manter o pobre no "andar de baixo".
- Mansplaining pra cima de mim não!
- Não acha meio chato você ir numa festa do cabide com o seu ex?
- Possessividade? Acha que sou um pedaço de carne que te pertence?
Hoje em dia "machismo" virou uma acusação tão grave quanto assassinato e tão relativa quanto o tempo e o espaço.
Se antes era tolerado que um homem tratasse mal a sua esposa, já faz tempo que não é. Fora que o brasileiro é um povo que tem tão pouca tolerância com o estupro que até nas cadeias esses criminosos estão sujeitos a sofrerem linchamentos.
Mas o progressismo na sua ânsia de controlar tudo e perverter o sentido das palavras e idéias acabou transformando um fiu-fiu ou uma crise de ciúmes em algo semelhante a um espancamento ou estupro e está aí o resultado.
Acusações de assédio acabam com carreiras e reputações antes de serem desmascaradas. Queixas de estupro levam homens à cadeia sem a exigência de nenhuma outra prova - "não se deve jamais duvidar da vítima" - na véspera de serem revelados como vingança por alguma rejeição ou relacionamento terminado.
É a insanidade transformada em "direito da mulher".
E assim um deputado - que pessoalmente detesto - vai parar na imprensa porque sua ex-"companheira" afirmou, veja só, que ele é "machista".
Batia nela? A trancava em casa? Vigiava seus passos? Não.
Ela "se sentia" como se a tratassem apenas como "mulher dele". Ele terminou o relacionamento acusando-a de traição. Ele não demonstrava algum tipo de comportamento que valores subjetivos esperam de um - palavras dela - "esquerdomacho".
Estou com pena do moço? Nem um pouco, sempre achei que essa paranóia feminista politicamente correta voltaria para morder seus criadores e propagadores.
O problema é que a sociedade anda sequestrada por essa alucinação e é hora de dizer chega.
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