terça-feira, 2 de maio de 2017

O ressentimento e a esquerda

O feminismo, como todo movimento de esquerda que se preze, é a instrumentalização do ressentimento.
Se dizem a vanguarda, a contra-cultura, a superação da "família" e dos "valores tradicionais" que "piram" com suas "conquistas" e no entanto conseguem ser tão pudicos quanto uma senhorinha de novela das seis passada nos anos 50.
Se ofendem com fiu-fiu, com termos que não são filtrados pelo politicamente correto, com elogios, com críticas, com o escambau. Basta ouvirem alguma coisa que fuja da justiçagem social que os revolucionários e as "radfem" viram a Sinhá Moça.
Agora, fazer ocupação de um obituário para criticar um cantor famoso porque este seria um "pai ausente" é a superação do ridículo. O que teria ele ser "pai ausente" a ver com sua música?
Ainda mais porque o feminismo seria um deserto de meia dúzia não fossem os muitos pais ausentes por aí a abastecer o movimento com seu público alvo, as mentes baldias à procura de uma causa.
No mais, o valor artístico de alguém não tem nada a ver com sua vida em família. É diferente de um petista ridículo como Chico Buarque ou um comunista incorrigível como Niemeyer, que sempre usaram seu trabalho para promover ideais políticos.
Belchior ficou famoso fazendo música e não defendendo a paternidade absentista.
Mas quem liga? O feminismo sente mais medo de coisas como coerência e noção do ridículo do que medo de avião, com o perdão do trocadilho.
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