sexta-feira, 30 de junho de 2017

A política passada em escritura

O ministro do STF Marco Aurélio Mello manteve suspensa uma boquinha do filho do prefeito Marcelo Crivella na prefeitura do Rio.
Discordo do Marco Aurélio em quase tudo, mas pena não termos mais Marcos Aurélios por todo o país. Sim, porque a monarquia foi deposta por um golpe de estado em 1889 e o Brasil trocou uma família real por algumas dezenas delas.
Parecemos a Somália: o país dos clãs.
São os filhos e netos do Sarney, do Tancredo, do Renan Calheiros, do Edson Lobão, do Jader Barbalho, de senadores, deputados, governadores, prefeitos, vereadores, são os Garotinhos, os "do posto", "da papelaria", você imagine o sobrenome familiar bizarro que quiser, porque existe.
Fica a dúvida: qual é a dificuldade desses filhos de políticos em usarem o dinheiro roubado pelos pais para montar um negócio?
Eles obrigatoriamente tem que mamar no bolso alheio a vida toda também?
Escolas na Suíça, intercâmbios no exterior, férias na Europa, contatos, o cacete a quatro, nada disso prepara esses bebês para a vida real?
A resposta, claro, é não. Viver de sinecuras e pendurado nos combalidos cofres de um país semi-falido é bem mais confortável.
Em recente pesquisa do Instituto Paraná, 10% dos entrevistados se disseram favoráveis à volta da monarquia.
Achei pouco, porque talvez um rei ou imperador só custasse menos do que essa montoeira de baronetes e sua prole encostada.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Nova direita é o escambau

Ser de direita já foi difícil. Na verdade, assumir-se de direita já foi péssima jogada. Se estivesse na faculdade você provavelmente não conseguiria nem uma paquera, quanto mais uma namorada e dependendo do seu emprego poderia resultar até em demissão.
Amigos virariam a cara, vizinhos iriam latir de volta para o seu cachorro, sua vida seria bem solitária.
Lembro quase com saudade desses tempos em que éramos uma confraria tão selecionada quanto os jantares de arrecadação do Partido Novo. Só que clubes de meia dúzia não mudam muita coisa, então foi com alegria que acompanhei a ascensão da direita no Brasil.
Ascensão que precisa ser confirmada no voto, diga-se de passagem, porque por enquanto ainda somos os campeões da hashtag, os populares da noite de autógrafos e os parlamentares da internet.
Mas há um caminho, um claro caminho para que a dominância total de esquerdistas declarados e disfarçados deixe de ser tão sufocante.
Só que precisamos parar de frescura para isso. Para começar, não existe "nova direita" num país onde há 50 anos não existe uma "velha direita". Existe direita. Ponto.
Dividir as pessoas em "direita esclarecida", "liberal", "bolsominions" e o cacete a quatro serve apenas para quem anda lucrando horrores com o papel de direitista.
Sim, porque esse negócio de direita no Brasil está virando isso mesmo: um negócio. E já começaram as disputas pelo mercado.
Nem ganhamos nada de fato - além da notoriedade recém surgida - e já vejo por aí esse comportamento farisaico de um lado e jacobino de outro.
E como só existem esquerdistas e isentões como opção, prefiro continuar aqui onde estou, mas faço um pedido: tentem não encher muito o saco.
Obrigado.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Não tem passaporte

A polícia federal anunciou a suspensão da emissão de passaportes por tempo indeterminado. Ainda que o cidadão pague duzentos e cinquenta e sete reais pelo documento, a justificativa é que não há dinheiro para fazer a emissão.
De certa forma a polícia insinua que o governo Temer cortou verbas em retaliação pelo desbaratamento da quadrilha que opera sob a mesa presidencial, daí a falta de verba.
Eu já suspeito que a PF quer é indispor o cidadão contra o governo, para criar mais um fato negativo, como se essa administração cafajeste do Brasil precisasse de mais fatos negativos.
Primeiro me irritei, depois pensei: quantos brasileiros, hoje, podem se dar ao luxo de precisar de um passaporte? Garanto que bem poucos.
As pessoas foram às ruas pedir a derrubada de Dilma e do PT, com seu projeto de cleptocracia autoritário. Veio um governo do PMDB, igualmente cleptocrata, ainda que bem menos autoritário. Só que parece pouco, não?
Agora corremos o risco de um Rodrigo Maia - mais um destes espermatozoides notórios que estão espalhados por todas as áreas de atividade o país - na presidência.
Não se enganem: o PT é pior do que todos, pois quer roubar também sua liberdade. Mas, como disse acima, é pouco apenas se livrar dele. O serviço precisa ser completo.
Em tribunais superiores e porões do executivo e legislativo já se preparam ataques à lava-jato. A camorra que infesta todos os três poderes da República não vai abrir mão do que possui há décadas assim tão fácil.
Brigam entre si em público e se juntam nos gabinetes para garantir suas sinecuras. O ministério público e suas aposentadorias gordas, a juizada e seus salários imorais, a polícia federal e suas facilidades administrativas, suas excelências deputados e senadores, suas vidas de corte de Versailles.
Você, meu amigo, está mais perto é da Bastilha. Passaporte pra quê?

terça-feira, 27 de junho de 2017

O Quaquá do PT

"Se o Lula for condenado vai ter luta nas ruas", disse Washington Quaquá - isso mesmo, "Quaquá" - presidente do PT do Rio de Janeiro.
Para quem não conhece a peça ele tem o gosto por dinheiro de uma striper americana com dólares na calcinha, o preparo físico do Nhonho e toda a credibilidade que o "sobrenome" Quaquá pode conferir a um político.
Chegou a apanhar ao vivo na TV enquanto dava uma entrevista e com certeza tem mais coragem para lutar contra um prato de nhoque do que contra um aluno do ginásio do Colégio Militar, que dirá contra a polícia, as forças armadas ou mesmo algum cidadão justamente indignado que resolva plantar-lhe a mão nas fuças.
A disposição dos petistas para luta é muito parecida com a inocência do Lula: só existe na cabeça deles.
O PT é bom mesmo em estrangular orçamentos, se atracar com propinas, dar jabs na probidade administrativa, arm locks em investigações, pontapés na inteligência alheia e diretos na cara da verdade.
Tirando isso basta cortar a mortadela que eles preferem correr atrás de algum deputado, senador, prefeito ou sindicato ainda controlado pelo partido para lutar avidamente por alguma boquinha.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

A imprensa e o eleitorado nunca se entenderam tão pouco

Trump venceu uma eleição que estava preparada para que perdesse. Trump confirmou seu indicado para a suprema corte. Trump apoiou candidatos que venceram cinco de cinco eleições especiais. Trump conseguiu confirmar seu decreto sobre imigração na suprema corte.
A economia do país vai bem, os empregos surgem, o ISIS bate em retirada, Israel tem novamente um aliado na Casa Branca.
Sob todos os aspectos, Trump está vencendo, mas curiosamente quem lê a imprensa americana e mundial tem a impressão de que ele é um presidente em fim de mandato, com um governo falido e sem futuro.
A imprensa no geral deixou de retratar fatos para forçar versões e impor visões de mundo. A desconexão é geral. Abdicou da informação para se dedicar à manipulação.
Trump apenas deixou isso bem mais escancarado.
Mais uma boa obra dele.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

As pessoas cansaram de levar toda a culpa

Enquanto a esquerda não voltar a falar de assuntos que afetam a vida das pessoas ao invés de LACRAÇÃO racial/LGBT/feminista/etc. ou dizer para as pessoas o quanto elas são horríveis, devem se sentir CULPADAS e o quanto DEVEM ao mundo, vão seguir perdendo eleições, influência e credibilidade ao redor do mundo.
E é bom que percam.

Trump vence mais uma, a imprensa perde outra

Nos Estados Unidos não existe essa aberração do "suplente", quando o ocupante de uma cadeira na câmara ou no senado precisa interromper o mandato, uma eleição especial é convocada para que o eleitorado escolha um novo representante para terminar aquele período.
Neste 20 de junho ocorreu uma dessas eleições especiais no sexto distrito da Geórgia. Os democratas e a imprensa que os apoia - ou seja, praticamente toda a imprensa - transformaram essa eleição num referendo sobre o presidente Trump.
Adivinha? Perderam.
Seguem alguns comentários que fiz no Twitter.
- Pesquisas indicavam vitória do democrata Jon Ossoff ou no máximo vitória apertada da republicana Karen Handel. Ela venceu por CINCO pontos.
- O melhor são as caras dos "jornas" da CNN quando descobriram - DE NOVO - que as pesquisas tentaram enganar o eleitor, mas só enganaram a eles.
- Os democratas torraram 25 MILHÕES nessa eleição do 6º distrito da GA (geralmente se gasta um milhão) e os eleitores correram para o lado oposto.
- Foram realizadas cinco eleições especiais para preencher cadeiras na câmara desde que Trump - "o impopular" - virou presidente. Vitórias democratas? ZERO.
- A candidata apoiada pelo Trump contra democrata vence. Analista na CNN: "este distrito detesta mais os democratas do que detesta o Trump".
Parece que há um padrão: a esquerda subestima o Trump, anuncia que ele será derrotado, mostra pesquisas que comprovam que a surra é inevitável, chega a eleição e o eleitor resolve contrariar os sábios, a imprensa transforma a vitória em uma "não derrota", como se ao invés de vencê-los mais uma vez, ele tivesse apenas se safado de uma derrota certa que, claro, vai acontecer na próxima vez.
Até que a próxima vez chega e ele ganha de novo. Risos.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O medo de perder a boquinha e da cadeia venceu o medo


Jair Bolsonaro e João Doria são duas assombrações de 2018. Pelo menos é o que um desses folhetins a serviço do PT afirma em sua reportagem de capa.
Esse tipo de linguagem que transforma o adversário em monstro, fascista, nazista e principalmente, alguém a ser destruído (e não derrotado) é o que a esquerda sempre fez.
A jornalista Míriam Leitão - ela própria uma esquerdista - sentiu isso na pele essa semana, quando foi agredida por delegados de uma convenção do PT dentro de um avião. O pecado dela é não ser petista, ou seja, não basta ser de esquerda, é também necessário se ajoelhar na frente do reizinho frouxo e corrupto que comanda o partido.
Mas o assunto não é a jornalista da Globo e sim a tática da esquerda que é igual em todo o mundo.
Neste 14 de junho de 2017, dia da bandeira dos Estados Unidos, um bandido abriu fogo contra deputados do partido republicano. Sua motivação, claro, é o clima de terror e pânico criado pelo partido democrata desde a posse de Donald Trump.
É impressionante como os "defensores da democracia", inconformados com a "ignorância do eleitor", não deram 24 horas de paz sequer ao presidente americano desde que ele assumiu o mandato.
A ordem é uma só: usar tudo, seja o que for, da forma mais espalhafatosa e incendiária possível, para derrubar o presidente custe o que custar.
E não pensem que será diferente caso Doria - este ainda mais palatável - ou Bolsonaro sejam eleitos no Brasil em 2018.
Do dia da eleição até a posse eles irão lamber feridas, se recuperar do choque, fingir respeito ao resultado das urnas e se preparar para a guerra.
Do dia da posse até o final do mandato - no tempo constitucional ou antes, de preferência - eles farão tudo para inviabilizar o governo, sabotar o país e instituir o caos para que suas flores do esgoto desabrochem no charco ao qual estão acostumadas.
A esquerda é isso. Se não for do jeito deles, não pode ser de jeito nenhum.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Estabilidade sim, mas não a qualquer preço

Rodrigo Janot ficou quanto tempo sentado sobre as denúncias envolvendo Dilma, Lula e petistas em geral? Meses? Mais de ano? Talvez por isso sua velocidade quando se trata do PMDB deixe de ser considerada diligente para ficar mais parecida com militância.
Que fique claro: o problema não é a celeridade no caso do PMDB, mas o passo de cágado em relação ao PT. Cadê as interrupções de mandato de desviadores de dinheiro na Baixada Fluminense, ladrões de aposentados do Paraná ou mamadores da lista da Odebrecht por todo o país?
O STF vai pelo mesmo caminho e quando se trata de petistas - o partido que colocou a maioria dos ministros ali - o atendimento tem a fidalguia e a calma de um chá das 5 em Londres, mas quando são os adversários do partido - ou políticos menores - é um verdadeiro Mc Donald's, os combos saem um atrás do outro.
De novo, o problema não é aplicarem a lei aos ladravazes do PMDB, PSDB, PP, DEM e demais siglas que poderiam ser resumidas em três letrinhas que o povo usa para elogiar a mãe dos outros, mas o garantismo que beira a chicana e o estadodireitismo que tem relações carnais com o deboche e a impunidade para o resto. Sim, o PT e seus sequazes são um resto.
Mas tal fato não apaga que as manobras de Michel Temer para se manter no poder estão se mostrando tão sujas quanto as do PT. Ele merece mais ainda cair só por isso.
Não é dizer que todos são tão nocivos quanto a seita lulopetista, mas que os demais aprenderam, observando na prática, seus piores métodos.
Dito isto, um Brasil corporativista, dominado por castas que se protegem mutuamente, por políticos e juízes que não vivem no país real, que não se apertam num ônibus ou metrô, que não precisam fazer contas todo mês, que mal sentem o calor que a maioria sente, este país precisa afundar na própria lama e sumir.
Rápido.
Precisamos de estabilidade política, econômica e social, mas não a qualquer preço. Até para que seja bom para todos e duradouro.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Olavo tem muita razão

Os filósofos antigos se reuniam com seus alunos ensinando-os a questionar e entender o mundo - ainda que em parte - ou vomitavam teses uns dos outros, concedendo títulos trocados e fomentando uma retroalimentação de influência fajuta?
O que se aproxima mais do que faziam os gregos antigos?
Um sujeito numa sala de aula dizendo que é "professor doutor", ganhando um extra no contra-cheque para participar de bancas de avaliação e viajando a soldo do pagador de impostos para congressos onde um lambe o rabo do outro que nem cachorro vira-lata?
Ou alguém que mesmo de longe, pela internet, sendo achincalhado gratuitamente e ostracizado pela elite esquerdista nacional ainda assim consegue ser ouvido, admirado e recebe o título de professor não de uma banca, mas de quem realmente ele ensina?
As filas e lotações esgotadas do filme "O Jardim das Aflições" provam que Olavo de Carvalho é um dos pensadores mais relevantes da história do Brasil.
Você pode falar da personalidade dele (eu não tenho nada contra), do palavreado (de novo não tenho nada contra) ou do que quiser, mas será um picareta se não admitir isso: ele tem, sozinho, mais influência fora dos muros das Disneylandias universitárias do que toda a academia brasileira junta.
Vem daí o ressentimento da patota.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Chola mais, esquerda

A mesma "indústria" cinematográfica brasileira (tão estado-dependente quanto a JBS) que indicou um programa de horário eleitoral chamado "Lula, filho do Brasil" como representante brasileiro no Oscar agora persegue dois filmes porque tem "muito viés político".
Não bastou cancelarem um festival com medo de levar à tela DOIS filmes feitos fora da igrejinha esquerdista, precisam também escrever críticas sem-vergonha desqualificando as obras não pelo que elas são, mas pelo que representam.
O Globo chegou a desativar as avaliações dos leitores, talvez já se preparando para um eventual tsunami da "onda conservadora".
O Brasil é cheio de "cineastas", mas curiosamente o que produzem é 99% de porcaria subsidiada. Os que não mamam em leis de incentivo estão pendurados em agências estatais ou universidades federais fingindo que trabalham.
Como dificilmente existe propaganda ruim, existe apenas propaganda, essa perseguição da esquerda deve estar despertando um bocado de interesse por estes dois filmes e acabará fazendo bem para suas bilheterias.
E logo para um pessoal que anda sempre com o taxímetro ligado, fazer propaganda de graça para os outros deve estar sendo terrível.
Chola mais.