quarta-feira, 28 de junho de 2017

Não tem passaporte

A polícia federal anunciou a suspensão da emissão de passaportes por tempo indeterminado. Ainda que o cidadão pague duzentos e cinquenta e sete reais pelo documento, a justificativa é que não há dinheiro para fazer a emissão.
De certa forma a polícia insinua que o governo Temer cortou verbas em retaliação pelo desbaratamento da quadrilha que opera sob a mesa presidencial, daí a falta de verba.
Eu já suspeito que a PF quer é indispor o cidadão contra o governo, para criar mais um fato negativo, como se essa administração cafajeste do Brasil precisasse de mais fatos negativos.
Primeiro me irritei, depois pensei: quantos brasileiros, hoje, podem se dar ao luxo de precisar de um passaporte? Garanto que bem poucos.
As pessoas foram às ruas pedir a derrubada de Dilma e do PT, com seu projeto de cleptocracia autoritário. Veio um governo do PMDB, igualmente cleptocrata, ainda que bem menos autoritário. Só que parece pouco, não?
Agora corremos o risco de um Rodrigo Maia - mais um destes espermatozoides notórios que estão espalhados por todas as áreas de atividade o país - na presidência.
Não se enganem: o PT é pior do que todos, pois quer roubar também sua liberdade. Mas, como disse acima, é pouco apenas se livrar dele. O serviço precisa ser completo.
Em tribunais superiores e porões do executivo e legislativo já se preparam ataques à lava-jato. A camorra que infesta todos os três poderes da República não vai abrir mão do que possui há décadas assim tão fácil.
Brigam entre si em público e se juntam nos gabinetes para garantir suas sinecuras. O ministério público e suas aposentadorias gordas, a juizada e seus salários imorais, a polícia federal e suas facilidades administrativas, suas excelências deputados e senadores, suas vidas de corte de Versailles.
Você, meu amigo, está mais perto é da Bastilha. Passaporte pra quê?
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