sábado, 8 de julho de 2017

A direita country club

Fique feliz ao saber que em Miami, nos Jardins, no Country Club ou no Gero, iluminados intelectuais do mais rarefeito escol da direita azevediana estão preocupados contigo a ponto de perderem preciosos momentos de repasto debatendo os destinos do país e o que é melhor para você.
Seja como você deve pensar, a forma como deve expressar isso, o que tem que fazer para ser um direitista esclarecido, um conservador que defende o bom e o belo e o elevado, e até qual candidato e partido representa melhor o que você pensa, as respostas estão todas nesses oráculos da imprensa escrita, falada, televisada, textãozada e tuitada.
Como alguém poderia contrariar um economista da PUC, um ex-banqueiro dono de partido, alguma sumidade com uma vitrine de MBAs no salão do apartamento no Leblon ou algum colunista famoso e influente - porque a "gente pequena" o fez assim - que determina como você deva pensar?
Merece ser chamado de escória, ignorante, iletrado, burro, limitado, etc., caso não se esforce para merecer uma festinha da Le Creuset do conservadorismo, a qual é de bom tom que retribua abanando o rabo e arfando.
O perigo é chegar na solidão da urna, sob a patrulha de mais ninguém além da sua vontade, e bater aquela vontade louca de contrariar.
O Brexit e o Trump aconteceram assim. Quem sabe o que pode acontecer por aqui, não é mesmo?
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