quinta-feira, 27 de julho de 2017

Atenção nas "narrativas"

Imagine se o Lula consegue ser candidato. No país do STF garantista e do TSE coveiro de prova viva tudo é possível.
Agora visualize um locutor dizendo assim no horário eleitoral: você aí fazendo conta, cansado de sofrer, vem voltar a ser feliz.
E o cara em casa vendo isso e pensando "eu viajava, comprava, vivia".
Ah, mas a culpa é dele, tentarão explicar. E o locutor volta: não, a culpa é dela, no tempo dele não era assim.
Mas foi ele que a colocou lá. E lá vem o locutor: ela é limitada, arrogante, não fez nada do que ele aconselhou.
O que pretendo ao dizer isso? Torcer contra? Botar medo nos outros? Virar a casaca?
Não.
Apenas avisar: quem vender austeridade enquanto aumenta salário de funcionário público, quem defender cota de sofrimento enquanto manda os coletores atrás de mais niqueis para sustentar a corte, quem não oferecer o vislumbre do fim de toda essa bosta em que o país está enfiado, vai disputar colocação com o Levy Fidelix na contagem de votos.
Que haja um plano, mas que este plano inclua aspirações. Senão já sabem quem leva, com mentira e tudo.
O aviso está dado.
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