quarta-feira, 12 de julho de 2017

Lula é 9

Apesar de demorada - e talvez até mesmo por conta disso - a sentença que Sérgio Moro impôs ao chefão do PT é completa, detalhada, farta em provas e depoimentos, rica na sua narrativa dos detalhes da máquina de corrupção petista, equilibrada, serena, discreta e praticamente inapelável.
Ao afirmar, já na conclusão da sentença que condenou Lula a 9 anos e meio de prisão e inabilitação para a função pública, que "não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você", o juiz Sérgio Moro não só reitera um princípio de sua atuação, mas a aspiração de todo um país e um grito de desabafo no meio do cansaço e desespero nacional: chega de ser uma república das bananas dominada por quadrilhas, bandos e famiglias.
O PT não foi o único partido - aliás, não há nenhum que se livre disso - a transformar a coisa pública em cosa nostra, mas foi o primeiro que o fez também com a intenção de perpetuar uma gangue no poder, sempre "roubando pelo bem do país".
O Brasil não andará para frente enquanto não virar a página do passado e Lula, esse bon vivant que enganou muita gente por muito tempo, é uma página policial que já passou da hora de ser virada.
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