quinta-feira, 6 de julho de 2017

República dos bacharéis

Vivemos na república dos bacharéis. O brasileiro não vê o diploma como um meio, mas como um fim. Daí a imensa quantidade de dentistas representantes de laboratório, advogados vendedores de carros, engenheiros donos de restaurante, psicólogos atuando no comércio e filósofos/sociólogos/cineastas/dramaturgos/etc., vivendo de bolsa do governo.
Em quase qualquer parte do mundo entrar para uma universidade confere ao cidadão a entrada num clube de oportunidades e sucesso. Investe-se pesado nisso, porque a sua vida vai mudar para muito melhor depois do "canudo".
Uma pessoa formada em medicina, engenharia, direito, odontologia, arquitetura, psicologia, entre outras, nos Estados Unidos, por exemplo, certamente aumentará em alguns milhares de dólares sua renda anual e seu padrão de vida.
No Brasil a única garantia é a de uma anuidade escorchante de algum conselho profissional inútil, além de dívidas para pagar e o direito à cela especial caso resolva entrar para a política e termine preso.
Mas não importa, o brasileiro quer o canudo, o governo considera uma meta final distribuir canudos e as pessoas se dão por satisfeitas.
O que mais existe aqui é gente sacar a pistola no meio de uma discussão e mandar um "no meu TCC", "na minha tese de mestrado/doutorado" ou apenas declarar que é autor de não sei o que, dá aula não sei onde e já trabalhou com não sei quem.
Pegue a academia brasileira inteira, analise e você vai concluir que mais de 90% são mais dispensáveis para a sociedade do que um gari, um mecânico ou um bom marceneiro.
Que são mal pagos do mesmo jeito, mas pelo menos são mais úteis.
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