quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Sugestão

Se os cariocas contrariarem o que o seu histórico de votos sugere e forem espertos, espalham cartazes com fotos do Lula junto do Sérgio Cabral por todos os lugares onde a caravana da vergonha passar naquele estado.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Caldeirada eleitoral

Quem está por aí tocando gaita de fole no saco do Luciano Huck não tem a menor, a menor moral de falar em candidaturas heterodoxas ou aventuras eleitorais. 

Tomem vergonha na cara.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Ah, se polonês fosse negro

Semana passada o apresentador William Waack foi colocado no pelourinho das redes sociais e açoitado ferozmente porque durante uma conversa fora do ar - que teve seu vídeo desviado por militantes que trabalhavam na sua emissora - disse que buzinar repetidamente no trânsito é "coisa de preto".
Já disse uma vez mas não custa repetir: não existe nenhum comportamento anti-social que seja coisa de preto ou de branco, é tudo coisa de humano, seguramente uma das espécies mais sem noção que habitam este planeta.
O jornalista foi afastado de seus programas, virou tema de rodas de conversa e até o ministro Gilmar Mendes se meteu na história, provavelmente num intervalo entre a concessão de um habeas corpus e outro.
Só que logo em seguida, em razão das comemorações pela independência da Polônia, o palpiteiro da GloboNews Guga Chacra disse que aquela era uma manifestação com "60 mil neonazistas".
A Polônia é um país refratário à imigração islâmica e curiosamente o único da Europa onde não ocorrem atos terroristas. Cada país recebe quem quiser, mas nos dias de hoje ser prevenido virou crime aos olhos do politicamente correto.
Para quem nunca ouviu falar do palpiteiro da GloboNews, ele é aquele de cabelo engraçado que ao saber de um atentado parece mais preocupado com o crescimento da "islamofobia" do que com o atentado em si.
Pois bem. A embaixada polonesa no Brasil protestou, ele foi surrado impiedosamente nas redes sociais, e no final se fez de vítima dizendo que sua frase generalizando milhares de pessoas e taxando-as de nazistas, supremacistas ou qualquer outra porcaria "ista" dessas foi "distorcida" - oh, adivinhe - por "fascistas".
E a posição da emissora para qual Guga Chacra trabalha (a mesma do William Waack)? O silêncio.
Para a GloboNews "coisa de preto" é crime capital, mas "coisa de polonês" é perfeitamente normal.

Prioridades

A humanidade deveria ter como obsessões a cura do câncer, da diabetes, das doenças renais, dos males de Parkinson e Alzheimer. Mas ao invés disso estamos discutindo se macho de vestido tem que ser chamado de "ela" ou se "palavras machucam".

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Duplo padrão não, padrão psicopata

Se esse episódio lamentável do William Waack sobre buzinar ser "coisa de preto" não acontecesse com ele, mas, por exemplo, com a Carolina Cimenti, sabem qual seria o assunto?
"Qual foi o machista que ROUBOU a imagem da moça e a EXPÔS na internet? Esse vídeo foi obtido de maneira legal? A polícia já identificou os criminosos?".
Por aí.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A canalhice contra William Waack

O William Waack disse, fora do ar, numa conversa privada, que buzinar sem parar no trânsito é "coisa de preto".
Não acho que exista isso de "coisa de preto" ou "coisa de branco", ainda que a turma de patrulheiros da justiça social, adepta da pitoresca tese da "apropriação cultural", acredite que exista sim "coisa de preto", "coisa de índio" e "coisa que branco não pode", esta última valendo para praticamente tudo.
Vemos nas redes sociais negros que namoram brancas sendo ofendidos e chamados de "palmiteiros" que "sujam a raça se misturando com ventres sujos". Vemos brancas serem destratadas porque ousaram colocar um turbante ou se fantasiar de Pocahontas. Enfim, certas categorias podem tudo.
E em público. Sem serem molestadas ou patrulhadas por isso. Vide as ofensas diárias que o negro (e gay) Fernando Holiday sofre na internet sem que NINGUÉM da grande imprensa altere o pulso.
Acho perfeitamente legítimo que um negro diga que detesta brancos, desde que não agrida brancos por aí ou cerceie seus direitos. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém.
Se o jornalista da Globo dissesse isso no ar, seria totalmente normal que fosse afastado, afinal o limite social e a educação devem existir, mas numa conversa fora do ar? Captada sem querer?
A frase do Waack é infeliz, lógico, mas ele tem o direito de dizer e pensar coisas até piores, desde que não invada a particularidade e o direito alheio.
Não se trata de defender sua frase tosca, mas de decidir se juntar ou não a este coro dos histéricos que usam a justiçagem social seletiva para exacerbar reações, perverter proporções e banalizar conceitos apenas para suprimir quem eles não gostam.
Falei isso - sob pedras - no meu Twitter: foi uma fala particular, pessoal, dita para permanecer fora do ar e as reações que causou só denotam que vivemos sob a patrulha de uma polícia do pensamento.
Do jeito como aconteceu, gravado e exposto de forma quase sub-reptícia, não se trata apenas de histeria fajuta sobre o que ele disse, mas principalmente sobre o que ele pensa e sobre quem ele é.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Jovem, sua geração é uma bosta

Jovem, sabe por que você fica aí igual um idiota idealizando os anos 80? Os filmes do Stallone, do Van Dame, os filmes de comédia, os astros de rock que agiam como verdadeiros loucos?
Sabe por que você sente saudades de programas de TV que nunca viu - como Os Trapalhões ou Perdidos na Noite ou Miami Vice - e comerciais que nunca assistiu, como o do cowboy do Malrboro ou Cremogema?
Sabe por que fica com essa sensação de que os tempos em que você vive são mais sem graça, mais insossos, bem menos interessantes do que o da turma que comia cigarros de chocolate, brincava de polícia e ladrão e contava e ouvia piadas sobre tudo?
Porque você é um otário que se deixou dominar pelo politicamente correto, deixou que os "ofendidos" sequestrassem a sua mente, permitiu que a intervenção estatal "do bem" tomasse conta do que te oferecem na propaganda, do que você consome nas lojas e até das suas aspirinas.
O mundo que você vive é mais chato e bem menos interessante mesmo, até a criatividade dos seus dias é resumida em "arte que existe para chocar", desde que não choque os protegidos da justiçagem social, desde que ofenda as pessoas certas de acordo com a agenda política.
No seu mundo o Stallone seria proibido, os Trapalhões seriam censurados e o Faustão (aquele legal do Perdidos na Noite, não esse castrado pela Globo) seria processado.
E, desculpe te dizer, tudo isso é culpa sua. Afinal, você mesmo gosta de encher o peito e dizer, de forma pejorativa, que qualquer reação à patrulha é uma tentativa de "volta ao passado".
O mesmo passado que você vive por aí choramingando que sente falta, mesmo sem nunca ter vivido.

domingo, 5 de novembro de 2017

Bolsonaro e a resistência

Sabe por que o Bolsonaro tem grandes chances em 2018? Porque acabaram as migalhas que atiravam para o brasileiro se distrair enquanto os donos do poder e sua corte se refestelavam no seu banquete imoral.
Um candidato de "centro", com aquele discursinho anódino e insosso, empurrando gentilmente a agenda social esquerdista e a agenda econômica da cleptocracia nacional tem grandes chances de ser ignorado, e espero que seja.
O país quebrado, com uma "retomada" lenta e que oferece empregos de R$1 mil para nível superior, sem segurança e os pilantras de "centro" só naquele papo de "não, porque a banda inflacionária...".
Abstrações e problemas acadêmicos são lindos, mas ninguém tem paciência para ouvir isso enquanto se afoga em boletos. Debater o papel do estado segundo o liberalismo ou o anarco-capitalismo é legal para ganhar curtida no Facebook e uma foto com pose de intelectual no rol de "colaboradores" de algum think tank, mas não enche barriga, não troca o carro de vez em quando e nem paga a viagem nas férias.
Quem não tem quem banque isso quer trabalhar, receber por isso e contar que seu imposto sirva para algo mais do que sustentar artistas Rouanet, políticos e intelectuais que "pensam" o país sem sentir o calor do sujeito que está ali na calçada sem tempo nem de pensar.
Não será dessa vez, espero eu, que algum debatedor em salinha refrigerada com cupcake no coffee break dirá: "não podemos ser passionais, o cidadão precisa aceitar um remédio amargo", e este ofereça a goela para tomar o purgante.
Pelo menos não sem resistir.

Trump e Bolsonaro

Nosso primeiro turno funciona mais ou menos como as primárias americanas e o que assistimos hoje é aquela busca pelo anti-Trump (Bolsonaro).
Os jornalistas e o estamento aboletado no poder vai tentar qualquer manobra para fugir do Bolsonaro e, caso não consiga, vai de Lula mesmo. A imprensa "entendida" inclusive já começou o trabalho sujo, comparando um homem honesto com um marginal, sob a lógica dos "dois lados radicais".
Hoje o Bush pai confessou ter votado na Hillary contra a "ameaça" Trump. Em quem vocês acham que o FHC e sua turma votariam aqui?
No fundo o que essa gente que vive desconectada da realidade quer dizer para o eleitor é o seguinte: você NÃO PODE votar como quiser.
Tentarão, usando de mentiras e terrorismo retórico, "proteger" o eleitor de si mesmo. Resta saber se este vai obedecer.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Professores não, doutrinadores

A educação no Brasil passou de mal a pior no momento que transmissores de conteúdo começaram a se achar "educadores".
Alunos brasileiros tem desempenhos pífios em praticamente qualquer avaliação comparativa com outros países, mas ao invés de ensinar as quatro operações básicas sem a ajuda da calculadora do iPhone ou a conjugar verbos e usar corretamente o infinitivo, esses professores doutrinadores preferem usurpar o papel das famílias e contrabandear suas agendas para o currículo escolar.

Se aproveitam de uma audiência cativa e de uma posição de superioridade para se imiscuir na educação de crianças e adolescentes ao arrepio dos pais.
E quando você ouve esses anormais falando sobre o próprio papel, sobrevalorizando sua importância, percebe como eles acreditam mesmo que a função deles é formar caráter, quase salvando a criança da própria família.
Ensinar um jovem a instalar um chuveiro, ventilador de teto, fazer um móvel ou princípios básicos de educação financeira os prepararia mais pra vida do que o lixo que se vomita nas salas de aula de escolas públicas e particulares do país.
O projeto escola sem partido nunca foi tão urgente.