quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A canalhice contra William Waack

O William Waack disse, fora do ar, numa conversa privada, que buzinar sem parar no trânsito é "coisa de preto".
Não acho que exista isso de "coisa de preto" ou "coisa de branco", ainda que a turma de patrulheiros da justiça social, adepta da pitoresca tese da "apropriação cultural", acredite que exista sim "coisa de preto", "coisa de índio" e "coisa que branco não pode", esta última valendo para praticamente tudo.
Vemos nas redes sociais negros que namoram brancas sendo ofendidos e chamados de "palmiteiros" que "sujam a raça se misturando com ventres sujos". Vemos brancas serem destratadas porque ousaram colocar um turbante ou se fantasiar de Pocahontas. Enfim, certas categorias podem tudo.
E em público. Sem serem molestadas ou patrulhadas por isso. Vide as ofensas diárias que o negro (e gay) Fernando Holiday sofre na internet sem que NINGUÉM da grande imprensa altere o pulso.
Acho perfeitamente legítimo que um negro diga que detesta brancos, desde que não agrida brancos por aí ou cerceie seus direitos. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém.
Se o jornalista da Globo dissesse isso no ar, seria totalmente normal que fosse afastado, afinal o limite social e a educação devem existir, mas numa conversa fora do ar? Captada sem querer?
A frase do Waack é infeliz, lógico, mas ele tem o direito de dizer e pensar coisas até piores, desde que não invada a particularidade e o direito alheio.
Não se trata de defender sua frase tosca, mas de decidir se juntar ou não a este coro dos histéricos que usam a justiçagem social seletiva para exacerbar reações, perverter proporções e banalizar conceitos apenas para suprimir quem eles não gostam.
Falei isso - sob pedras - no meu Twitter: foi uma fala particular, pessoal, dita para permanecer fora do ar e as reações que causou só denotam que vivemos sob a patrulha de uma polícia do pensamento.
Do jeito como aconteceu, gravado e exposto de forma quase sub-reptícia, não se trata apenas de histeria fajuta sobre o que ele disse, mas principalmente sobre o que ele pensa e sobre quem ele é.
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