terça-feira, 14 de novembro de 2017

Ah, se polonês fosse negro

Semana passada o apresentador William Waack foi colocado no pelourinho das redes sociais e açoitado ferozmente porque durante uma conversa fora do ar - que teve seu vídeo desviado por militantes que trabalhavam na sua emissora - disse que buzinar repetidamente no trânsito é "coisa de preto".
Já disse uma vez mas não custa repetir: não existe nenhum comportamento anti-social que seja coisa de preto ou de branco, é tudo coisa de humano, seguramente uma das espécies mais sem noção que habitam este planeta.
O jornalista foi afastado de seus programas, virou tema de rodas de conversa e até o ministro Gilmar Mendes se meteu na história, provavelmente num intervalo entre a concessão de um habeas corpus e outro.
Só que logo em seguida, em razão das comemorações pela independência da Polônia, o palpiteiro da GloboNews Guga Chacra disse que aquela era uma manifestação com "60 mil neonazistas".
A Polônia é um país refratário à imigração islâmica e curiosamente o único da Europa onde não ocorrem atos terroristas. Cada país recebe quem quiser, mas nos dias de hoje ser prevenido virou crime aos olhos do politicamente correto.
Para quem nunca ouviu falar do palpiteiro da GloboNews, ele é aquele de cabelo engraçado que ao saber de um atentado parece mais preocupado com o crescimento da "islamofobia" do que com o atentado em si.
Pois bem. A embaixada polonesa no Brasil protestou, ele foi surrado impiedosamente nas redes sociais, e no final se fez de vítima dizendo que sua frase generalizando milhares de pessoas e taxando-as de nazistas, supremacistas ou qualquer outra porcaria "ista" dessas foi "distorcida" - oh, adivinhe - por "fascistas".
E a posição da emissora para qual Guga Chacra trabalha (a mesma do William Waack)? O silêncio.
Para a GloboNews "coisa de preto" é crime capital, mas "coisa de polonês" é perfeitamente normal.
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