domingo, 5 de novembro de 2017

Bolsonaro e a resistência

Sabe por que o Bolsonaro tem grandes chances em 2018? Porque acabaram as migalhas que atiravam para o brasileiro se distrair enquanto os donos do poder e sua corte se refestelavam no seu banquete imoral.
Um candidato de "centro", com aquele discursinho anódino e insosso, empurrando gentilmente a agenda social esquerdista e a agenda econômica da cleptocracia nacional tem grandes chances de ser ignorado, e espero que seja.
O país quebrado, com uma "retomada" lenta e que oferece empregos de R$1 mil para nível superior, sem segurança e os pilantras de "centro" só naquele papo de "não, porque a banda inflacionária...".
Abstrações e problemas acadêmicos são lindos, mas ninguém tem paciência para ouvir isso enquanto se afoga em boletos. Debater o papel do estado segundo o liberalismo ou o anarco-capitalismo é legal para ganhar curtida no Facebook e uma foto com pose de intelectual no rol de "colaboradores" de algum think tank, mas não enche barriga, não troca o carro de vez em quando e nem paga a viagem nas férias.
Quem não tem quem banque isso quer trabalhar, receber por isso e contar que seu imposto sirva para algo mais do que sustentar artistas Rouanet, políticos e intelectuais que "pensam" o país sem sentir o calor do sujeito que está ali na calçada sem tempo nem de pensar.
Não será dessa vez, espero eu, que algum debatedor em salinha refrigerada com cupcake no coffee break dirá: "não podemos ser passionais, o cidadão precisa aceitar um remédio amargo", e este ofereça a goela para tomar o purgante.
Pelo menos não sem resistir.
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