sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Professores não, doutrinadores

A educação no Brasil passou de mal a pior no momento que transmissores de conteúdo começaram a se achar "educadores".
Alunos brasileiros tem desempenhos pífios em praticamente qualquer avaliação comparativa com outros países, mas ao invés de ensinar as quatro operações básicas sem a ajuda da calculadora do iPhone ou a conjugar verbos e usar corretamente o infinitivo, esses professores doutrinadores preferem usurpar o papel das famílias e contrabandear suas agendas para o currículo escolar.

Se aproveitam de uma audiência cativa e de uma posição de superioridade para se imiscuir na educação de crianças e adolescentes ao arrepio dos pais.
E quando você ouve esses anormais falando sobre o próprio papel, sobrevalorizando sua importância, percebe como eles acreditam mesmo que a função deles é formar caráter, quase salvando a criança da própria família.
Ensinar um jovem a instalar um chuveiro, ventilador de teto, fazer um móvel ou princípios básicos de educação financeira os prepararia mais pra vida do que o lixo que se vomita nas salas de aula de escolas públicas e particulares do país.
O projeto escola sem partido nunca foi tão urgente.
0 Comentários