quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Tentando entender Jerusalém

Quando era mais novo sempre tive problemas em compreender o que faz de um árabe também um "palestino" e qual, afinal, era a grande diferença de um para outro.
E se você também nunca entendeu direito o que é um "palestino", já que todos falam árabe, a culinária e a cultura são árabes, a maioria de tal povo é muçulmana como a maioria dos árabes, enfim, é TUDO árabe, menos o nome, está tudo bem, é porque não tem diferença mesmo.
Toda aquela região era conhecida como "Palestina", nome dado pelos romanos como forma de impor sua dominação, já que deriva da palavra "filisteu", que por sua vez deriva de uma palavra hebraica, "peleshet", que significa invasor. Olha que ironia.
Este termo se referia aos povos do mar, de origem grega, invasores cuja expansão partia do Mar Egeu e que ocuparam a Faixa de Gaza. Muita história se passou até que Nabucodonosor - que destruiu Jerusalém - e o rei persa Ciro - que permitiu a volta dos judeus à região - deram lugar à ocupação romana, logo após o fim das "guerras judaicas" de resistência.
Roma então cria uma nova província e a chama de "Palaestina", com a principal intenção de dissociar a região de qualquer reivindicação judaica.
Ao longo dos séculos seguintes aquele local esteve subdividido em diversos domínios, entre províncias bizantinas, árabes e otomanas. Viveu uma curta reunificação sob os Cruzados e logo depois passou a ser dividido novamente em distritos do califado otomano.
Somente em 1922, já na ocupação britânica, voltaria a ser chamada de "Palestina", sob inspiração do nome dado pelos romanos. Nesse momento dois mil anos haviam se passado sem que tal termo fosse sequer usado para nomear algum povo ou território naquela região.
Tanto que em 1947, quando foi sugerida a criação de dois estados na Palestina Britânica, a resolução que estabeleceu a divisão falava em "judeus" e "árabes", não havendo qualquer referência a "palestinos".
Desde então, seja sob ocupação jordaniana e egípcia, seja sob o comando da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) o objetivo dos árabes era, antes de um estado árabe, a destruição de Israel e a expulsão dos judeus de toda a área. Não é outra a razão de jamais terem reivindicado um estado independente quando eram ocupados pela Jordânia e pelo Egito.
Por isso estes mesmos árabes se aproveitaram da ocupação jordaniana na JUDEIA E SAMARIA entre 1947 e 1967 para expulsar os judeus que ali viviam. Hoje o local é chamado de "Cisjordânia" na "Palestina" ocupada. E os jordanianos, sauditas e egípcios do local viraram "palestinos".
É uma excelente peça de ficção, um baita case de propaganda, mas não passa disso.
Agora que já sabe o que é um "palestino", você só cai nessa se quiser.
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