quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

A fórmula 1 já andava sem emoção, agora vai ficar sem beleza

A Fórmula 1 resolveu abandonar o uso das "grid girls", modelos que circulavam na pista antes da largada e pelo autódromo durante a corrida e as premiações.
Segundo dirigentes da categoria, "o uso de grid girls tem sido presente nos GPs de F1 por décadas, sentimos que isso não condiz com nossos valores de marca e está em desacordo com as normas da sociedade moderna".
Antes a categoria já tinha realizado mudanças nos seus motores, diminuindo as cilindradas, as rotações por minuto, limitando o número de cilindros. Aquele barulhos, aquelas máquinas de botar medo, já tinham virado coisa do passado.
Observe também os pilotos. Declarações politicamente corretas, atitudes de bebês chorões, punições por "excesso de arrojo" e corridas sonolentas ao volante de carros com câmbio automatizado, acelerador eletrônico, suspensão ativa, ou seja, uns motoristas de mini-van usando capacete.
Quer dizer, se fosse alguma parada gay ou desfile com travestis a "sociedade moderna" acharia "lacrador e empoderado", mas como são belas mulheres, ah, aí não pode, isso é ultrapassado.
Depois que o Senna morreu e aqueles duelos com o Prost ficaram eternamente no passado a F1 já tinha ficado um porre, daí vieram os "motores ecológicos", os "pilotos filhinhos de mamãe" e agora essa.
Coloquem logo uma corrida de velotrol de unicórnio usando cotoveleira da Barbie e pronto.

A demissão da Globeleza

Minha avó era uma senhorinha que ia na Missa toda semana e rezava o Terço todo dia. Nasceu na década de 30 do século passado, numa família conservadora como era normal na época, noivou aos 17 anos, casou aos 18 e aos 21 já tinha duas filhas, perdendo uma para a meningite.
Não dá para dizer que ela entenderia a cabeça do mundo de hoje e nada seria mais diferente - quase extra-terrestre - para ela do que um "millennial".
Pois esta senhora do século passado conviveu durante anos com a "Globeleza" Valéria Valenssa (assim mesmo com dois esses) sem sequer emitir um muxoxo. Da mesma forma convivia com a travesti Rogéria na TV e um pouco mais tarde com a Roberta Close.
Ela passava na frente da televisão, olhava aquilo e seguia para fazer qualquer coisa que estivesse fazendo.
Mas a nova geração que luta por direitos e defende que a mulher faça o que quiser do próprio corpo se escandaliza com o que a velhinha que nasceu em 1931 achava perfeitamente normal.
Mulata dançando com o corpo seminu é objetificação. Travesti aparecendo em shows e programas é "tapa na cara da família tradicional". E por aí vai.
Em 2017 vestiram a Globeleza. Parecia uma pastorinha da época do Noel Rosa. E em 2018 finalmente resolveram aposentá-la, colocando uns casais (muito) vestidos de roupas típicas de várias regiões do Brasil.
Ficou parecendo um corso ou uma daquelas antigas sociedades.
Em época de "marchas das vadias" e nome do "empoderamento", vestiram a mulher à força. E em tempos de luta pela tal "visibilidade" das minorias, tiraram o emprego e a visibilidade de uma negra.
Parabéns, geração batuta, vocês são uma brasa!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Os "especialistas"

"O Livres vai crescer muito", "Uma candidatura de centro sai fortalecida", "Bolsonaro vai ser desmontado até o meio do ano", "Lula será candidato", "Ciro vai herdar os votos do Lula".
A turma saiu do ramo da análise e passou aos pedidos para a fada madrinha.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Brasil 3 x 0 Lula

OK, Lula perdeu seus recursos no TRF-4 por 3x0 e ficou bem mais enrolado com a justiça do que até eu mesmo esperava. E ainda que deseje vê-lo preso, continuo dizendo que o foco deve ser impedir sua candidatura. Simples.
Lugar de condenado ficha suja não é com o nome numa urna eletrônica, mas na escala da faxina na cadeia.
A esquerda em geral vai espernear, dizer que não teve provas, que é perseguição, golpe, etc., etc. Quem me lê mesmo há pouco tempo sabe que a esquerda não tem compromisso com fatos, apenas com narrativas.
E a narrativa é: o sujeito que era presidente durante a atuação do maior esquema de corrupção da história, que não trabalhou durante as três décadas anteriores à sua chegada na presidência e que saiu desta milionário é um inocente que não sabia de nada.
Isso não importa. Ninguém normal no Brasil acha mesmo que o Lula é inocente. Não desculpo nem a burrice, já que não tem imbecilidade no mundo que impeça uma pessoa de enxergar as fartas provas que foram produzidas contra ele.
Nesse caso quem diz que não as viu é só um calhorda mesmo.
Mas esse nem era o assunto, o assunto é o comportamento de petistas e apaniguados nas redes sociais e nos seus eventos controlados na presença de claques.
Todos, desde algum deputado de baixo clero, um rapper que nunca ouvi falar, um blogueiro sustentado por banner de prefeitura, senadores, comentaristas, juristas, aquele playboy que se diz líder dos sem-teto, todos, sem exceção, afirmam que o povo deve agir e "parar com o golpe e salvar a democracia".
É sempre "o povo tem que ir pra rua", "o povo tem isso", "o povo tem aquilo". Eles mesmos, até os mais reles militantezinhos de internet ou DCE, são incapazes de dizer "eu vou para a rua", "eu vou para o combate", "eu vou derramar sangue pelo Lula".
Eles só conseguem se imaginar como comissários, como líderes do populacho que vai atrás. Como os que, num regime socialista, comem cascata de camarão enquanto o tal "povo" revira o lixo atrás de comida.
Qual malandro não vai querer ser socialista assim, não é mesmo?

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Falta o chefe

Ninguém é mais a favor da lava-jato e reconhece mais sua contribuição para o desacanalhamento do Brasil do que eu.
Mas...
Tivessem que prender o Lula já teriam prendido. Se não fizeram até agora, mesmo com ameaças e desacatos à justiça, não será em ano eleitoral que vão fazer.
Nunca acreditei que fossem enjaular o chefe do bando com aquele espetáculo merecido que fizeram com o Sérgio Cabral, como muitos pensam, mas cheguei por um breve momento a achar que o fariam com aquela timidez característica com que recolhem petistas temporariamente (até que alguma turma de ministros os soltem). Mas confesso que agora nem isso.
O que sites, blogs, portais, jornais e TVs estão fazendo é carnaval para caçar cliques e audiência.
Torçam aí (assim como eu) para que ele fique mesmo impedido de concorrer (como deve) porque até para isso o laxante STF está arriscado a agir e soltar a candidatura.
E aí será imprevisível.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O país das águas poluídas

A não ser por algum fenômeno natural, não tem nada mais tosco e característico do Brasil do que POLUIR águas, não despoluir e depois colocar avisos nas praias como se aquila porcaria tivesse brotado do nada.
É como quem diz "estão avisados, agora não é mais problema meu".
Mas o pior é constatar que onde ainda não é poluído não tem nada a ver com preservação, conservação ou recuperação, mas simplesmente porque tal local ainda não tem gente o bastante para emporcalhar tudo com lixo e esgoto.
A balneabilidade no Brasil é inversamente proporcional à ocupação humana.
E assim o mar e os cursos d'água no país vão virando verdadeiros penicos.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Urna não é tribunal

Todo bandido desse país prefere "ser julgado nas urnas" e você ainda confia na "sabedoria do eleitor".
A política brasileira saiu do mero terreno da corrupção faz tempo, o que o cidadão lida hoje em dia é com o crime organizado propriamente dito.
Não é exagero ou só retórica, é um fato. Não vemos "líderes políticos" envolvidos em simples denúncias ou se defendendo de crimes menores, mas verdadeiros capos de máfias em guerra para manter seus esquemas de extorsão.
Resumindo: os caras se acham no DIREITO de te ROUBAR de todas as formas, usar o SEU dinheiro para viver MELHOR DO QUE VOCÊ e não serem nem punidos por isso, pelo contrário, não querem só a impunidade, querem CONTINUAR ROUBANDO.

Está bom, mas ainda falta

Também não se impressionem muito com o tratamento dado ao Sérgio Cabral - algemado nos pés e nas mãos - em Curitiba.
Apesar de governador e chefe de esquema, nunca foi considerado a "realeza" do PMDB, sempre foi um contínuo que chegou longe demais, como é o Picciani. Pezão é o contínuo do contínuo e todos são descartáveis.
Todos esses, assim como o Cunha e, do lado do PT, o André Vargas, são cabeças oferecidas à guilhotina para tentar acalmar a plebe.
Se anime quando ver um petista responsabilizado por ameaças como a da senadora Gleisi Hoffmann, de que "vão ter que matar gente para prender o Lula".
E se anime mais ainda quando você puder ver um Lula, Sarney, Renan Calheiros, Jucá, Padilha, acorrentados e de uniforme de presidiário.
Só aí o Brasil vai ter mudado mesmo.

O pobre e o pobre alegórico, a mulher e a mulher alegórica

Funk não é música, é discurso barulhento. Vamos deixar isso bem claro antes de qualquer coisa. Mas serve ao propósito de emburrecer e embrutecer o "povo" enquanto os virtuosos desconstruidões juram defender este mesmo povo.
É raro o "intelectual" que defende o funk como "manifestação artística do oprimido" e escute aquilo em casa. No máximo no final de alguma festinha de casamento nesses salões de festa que cobram mais de mil reais a cabeça. Em casa é só Chico, Caetano e João Gilberto.
Convenhamos que alguém que conviva pacificamente com músicas (e até teses de mestrado) de artistas que lançam músicas com nomes como "hoje eu não vou dar, vou distribuir", "minha pussy é o poder", "larguei meu marido, agora virei puta" ou "um otário pra bancar", não tem muita condição de reclamar de uma tal "só surubinha de leve", que, segundo consta, "incita o estupro".
Eles devem querer dizer que incita MAIS o estupro, só pode.
Concordo que essas excrescências deveriam receber o mesmo tratamento que um filme pornô sobre bestialismo, mas EU posso dizer isso, já que não enxergo nenhuma "música" desse estilo como manifestação ou grito dos "oprimidos", apenas como lixo.
Por outro lado a esquerda, que incentiva isso, que acha uma maravilha ONGs subirem favelas para ensinar aos jovens como bater lata, fazer funk ou jogar capoeira - ao invés de aprender contabilidade, mecânica, marcenaria, inglês - não tem esse direito.
Mas quem diz que eles são coerentes? Veja o caso das mulheres nas propagandas de cerveja. As mesmas que acham bonito tirar a roupa para protestar contra qualquer coisa em qualquer lugar condenam que uma modelo ganhe dinheiro se exibindo ao lado de um copo de cerveja.
São duas agendas conflitantes que eles usam e abusam sem medo do ridículo: o feminismo que proíbe comercial de cerveja com mulher seminua e o progressismo que apóia mulher pelada invadindo Igreja e até criança alisando homem nu em exposição de "arte".
Marx quando estava pesquisando sobre as relações de trabalho na Inglaterra e se deparava com algum dado que não corroborava com a sua tese simplesmente descartava o dado. E eles são iguais ao seu guru.
Defender mulher pelada invadindo um evento religioso e proibir mulher pelada num comercial de cerveja é incoerente, esquizofrênico, ridículo? É. Então o que eles fazem?
Desprezam o princípio "ser contra ou a favor de algo coerentemente" e justificam a incoerência com argumentos emocionais: a Igreja é uma instituição opressora assim como a indústria, sendo assim defendemos a "MULHER" contra ambas tirando ou botando a roupa.
Com o funk é mais ou menos a mesma coisa. A Valesca Popozuda cantando abjeções vale porque é mulher, oprimida, etc., etc. O MC Diguinho é homem, logo é apologia ao estupro, ainda que ele seja negro e favelado (de acordo com o assunto essas cartas de Super Trunfo mudam de valor).
Mas e a mulher que prefere andar vestida ou nua, de acordo com a sua vontade?
Não é mulher o bastante.
E o pobre que prefere ouvir um jazz, estudar francês e só queria uma oportunidade para isso?
Não é pobre o bastante.
São traidores da própria classe, conforme determinam os revolucionários ricaços em seus apartamentos.
E não ousem contrariá-los, afinal, você não quer atrapalhar quando eles estão muito ocupados curtindo um uisquinho ouvindo Miles Davis.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Isso você não vai ver na GloboNews

Um ano de Trump:
Economia crescendo em ritmo chinês, indústrias e empregos voltando, o ISIS derrotado, Coréia do Norte procurando a do Sul para conversar, recordes na bolsa de valores, corte de impostos, corte de regulações.
Oito anos de Obama:
É o primeiro presidente negro, dança bem e canta RAP.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A tolerância da afronta

Pode perceber: toda vez que alguém enche o saco de ligar a TV e ver algum programa ou novela dando lição de moral e fazendo panfletagem sobre gays ou transsexuais, toda vez que alguém reclama que aquele portal da internet não muda o assunto, que alguém percebe que o artista tal resolveu apoiar a agenda LGBT para sair da geladeira (alô, Ed Motta!), quando alguém ironiza a 3440232ª notícia sobre "casamento" gay em algum lugar do mundo (acho que ainda falta a Arábia Saudita e Tuvalu), enfim, quando as pessoas se "rebelam" contra essa gaiola das loucas que não sai de cena e dá a impressão de que 99% da população está "dentro do armário" esperando ser "libertada", as respostas da militância são sempre as mesmas:
- Heterossexualidade frágil.
- Vai ter gay até na TV Globinho sim.
- Cala a boca, fiscal de c*.
Entre outras variações e memes da Gretchen e dos Power Rangers.
Primeiro confundem saco cheio com "heterossexualidade frágil", como se hoje em dia não fosse até mais fácil para fazer networking e ficar bem na fita se dizer gay. Vê o Kevin Spacey. Foi acusado de molestar jovens sexualmente. Sua resposta? "Sou gay, galera, aplaudam minha coragem aí".
Depois jamais vou entender essa fixação pela afronta. "Vai ter gay SIM!". Quem disse que não deve ter? Garanto que a maioria das pessoas nem ligaria se não fosse algo praticamente ostensivo, forçado e que sobre-representa uma parcela da sociedade.
E finalmente o "fiscal de cu". Gays podem e devem ser representados? Lógico que sim. Novela? OK. Mas TODA novela? Filme, seriado? Beleza, mas precisa TODO FILME OU SERIADO ter o regulamentar casalzinho lésbico que vive mais feliz do que todos os héteros do mundo? Programa de TV? Show de bola, mas é mesmo obrigatório começar no Globo Rural falando da homossexualidade caprina e terminar no Bial falando sobre, como disse o Ratinho, "viadagem" mesmo?
Tenho certeza de que a maioria dos gays, aqueles que trabalham, estudam, vivem sua vida e têm no fato de ser gay apenas MAIS uma de suas características e não algo que norteia suas vidas e as define, também ficam constrangidos com esse show que só impressiona cabeças fracas e adolescentes bobalhões que trocaram a rebeldia do "rock" pela do "arco-íris".
Experimenta só tirar o seu c* da cara dos outros para ver como elas não vão fazer a menor questão de fiscalizá-lo.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A direita casaquinho queria Château Latour, mas o Bolsonaro está mais para Sangue de Boi

Tenho visto por aí gente tentando de todas as formas "classificar" a direita para colocar seu grupo dentro da "direita boa" enquanto o de fora seria a "direita ruim".
Se pelo menos alguma coisa o Reinaldo Azevedo tem que preste nesse caso foi a originalidade, já que partiu dele a primeira divisão: a direita "xucra", que discordava de sua megalomania e a direita "inteligente", que continuava aceitando sem muito questionamento as verdades do "tio Rei".
Dessa primeira classificação vieram as outras, sempre colocando eleitores e apoiadores do deputado Jair Bolsonaro como "ignorantes", "temerários", "ressentidos", "loucos", "iletrados" e por aí vai.
Entendo que a direita casaquinho (a turma do casaquinho do ombro e dos colóquios em salões de chá) esteja desconfortável com essa gente pequena se dizendo "de direita" e "conservadora" como eles. Esse pessoal que compartilha opiniões no grupo do Whatsapp da família, comete erros de português, tem aquele sangue quente de quem não pensa política com "isenção" ou "sem paixões", finalmente saiu do jugo intelectual da esquerda e resolveu mostrar a cara.
O indivíduo pode ser um caixa de banco, dono de papelaria, mecânico de automóveis, representante comercial, aposentado, dona de casa. Mas todas essas pessoas entenderam o básico: muito estado atrapalha e encarece a sua vida e engenharia social só presta para perverter a mente do seu filho e destruir o conceito normal de família.
Para quem viveu num país que até ontem aceitava que dissessem que Che Guevara foi um "herói" sem que, espantado, o interlocutor cuspisse o que estivesse bebendo no ato, é uma baita evolução.
O Partido Republicano nos EUA não vence uma eleição se os caipiras, brancos de classe média e a base evangélica não sair de casa. Estamos falando do hillbilly de chapéu de cowboy e carabina mão.
Dificilmente alguém vencerá a esquerda no Brasil se não conquistar o coração do cidadão médio.
Mas nossos reis filósofos de casaquinho no ombro fantasiados de Churchill preferem destratar essa gente e atacá-los com uma voracidade que não atacaram (e nem atacam) Lula, Dilma ou os petistas. E de quebra o único candidato que se declara de direita e conseguiu mobilizar uma base relevante.
O Bolsonaro pode ser recém-convertido para uma posição de estado-mínimo, mas o que ele diz nesse momento não difere em nada do que diz, por exemplo, o queridinho dos jantares no Rubaiyat, João Amoedo, do partido Novo.
Em relação aos costumes, ele diz exatamente o que a direita digna desse nome diz em qualquer lugar do mundo: contra ideologia de gênero, contra casamento gay, a favor do porte de armas, contra a liberação das drogas.
O problema então não é o conteúdo, mas a forma. Nossos sommeliers da direita o consideram "popular demais", "erudito de menos", não acham o buquê adequado. Ele está mais para Sangue de Boi do que para Château Latour.
E ao invés de aproveitar este movimento, aliar-se e moldar o que for possível, não, estão fazendo o trabalho da esquerda e matando a novíssima direita brasileira ainda no berço. Devem sentir saudades da época em que eram "indies" da política.
Viviam reclamando que o Brasil não tinha um político assumidamente de direita e quando este finalmente apareceu, decidiram que ele era "direita demais".
Vão lamber sabão.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Que raios de "empoderamento" é esse?

Uma "jogadora" de vôlei transsexual se disse "atingida como ser-humano" por aqueles que afirmam que um homem, ainda que usando roupas de mulher, não deve participar de esportes de competição na categoria feminina.
Vejamos, trata-se real e inegavelmente de um ser-humano. Creio que todos com um cérebro funcional e um mínimo de decência não negariam que homem, mulher ou transsexual são seres-humanos dignos e credores do tratamento respeitoso que todo ser humano merece.
Dito isto, fica a pergunta: uma pessoa com ossatura masculina, musculatura masculina, compleição física totalmente masculina, vira mulher apenas porque "se identifica" como tal e recorre a transformações meramente estéticas e cosméticas para ficar parecido com uma mulher?

Eu respondo sem a menor dúvida: não.

O que este cidadão obtém ao se imiscuir num esporte feminino é toda a vantagem que seu corpo masculino confere. Basta ver qualquer resultado de esportes de alto nível: atletismo, tênis, vôlei, basquete, natação. Os tempos e marcas dos homens sempre são superiores ao das mulheres, porque - e quem não gostar brigue com a biologia - homens são mais fortes do que mulheres.
Em alguns esportes a discrepância é tanta que ou nem tem versão feminina digna de nota (futebol americano, por exemplo) ou a categoria feminina é tão defasada tecnicamente que fica impossível de assistir de tão chato(futebol, por exemplo).
Já em outros esportes como, na minha opinião, o tênis, o jogo feminino é muito mais legal de ver - isso não tem nada a ver com as pernas das jogadoras - porque os pontos são mais longos, as jogadas mais suaves e as bolas mais disputadas.
E como se não bastassem essas comparações, uma única constatação basta para acabar com essa história de "diversidade" nos esportes: alguma mulher que se veste como homem pede para lutar boxe contra homens? Jogar basquete ou vôlei contra homens? E se pedir, será que fica no time mais do que uma partida?
Logicamente que não, porque o normal é que seus resultados sejam dignos de uma segunda ou até terceira divisão masculinas.
O politicamente correto colocou na cabeça das pessoas que basta que elas se identifiquem com qualquer coisa, que elas se tornam aquilo. Assim uma condição psicológica que se desvia do normal é imposta a toda a sociedade.
Eu acho isso estapafúrdio, mas se alguém quiser se dizer um Fusca ou uma foca, problema dela. Só não dá para querer chegar num posto de gasolina e completar o bucho de combustível ou chegar num oceanário e pular no tanque.
Não é justo com as mulheres, que lutam por espaço nos esportes e em outros setores da sociedade, que passem a competir com homens até nas suas próprias categorias, em clara desvantagem e ainda por cima proibidas de reclamar, senão são acusadas de "intolerância".
Que raios de "empoderamento" é esse?

Ministério Público Federal vira polícia ideológica

Da Gazeta do Povo: "Após ter suspendido a exposição “Queermuseu - Cartografias da Diferença da Arte Brasileira”, o Santander Cultural terá que realizar duas novas mostras enfatizando temas sobre a diferença e diversidade na ótica dos Direitos Humanos."
A reportagem prossegue: "Uma das novas exposições deve abordar obrigatoriamente a temática da intolerância em quatro eixos: gênero e orientação sexual, étnicas e de raça, liberdade de expressão, e outras formas de intolerância. A outra mostra vai tratar sobre as formas de empoderamento das mulheres na sociedade contemporânea, a diversidade de gênero feminina, incluindo questões culturais, étnicas e de raça, de orientação sexual e de gênero."
Ou seja, não apenas um órgão estatal quer OBRIGAR um ente privado a realizar uma exposição artística (sem se preocupar sequer com a disponibilidade de material DE QUALIDADE sobre o tema) como ainda IMPÕE a temática.
E dizem que o Brasil é uma "democracia".
Assim o ministério público deixa de ser um "órgão incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático", como é a sua definição, para se tornar uma POLÍCIA IDEOLÓGICA.
Se sou do Santander Cultural faria duas mostras: "O negão do Whatsapp e o preconceito falocêntrico contra orientais" e outra sobre "As dificuldades de ser uma tirolesa autêntica no Brasil".

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Sai o jornalismo, entra a panfletagem

Hoje meus gatos resolveram me acordar às 5 horas da manhã derrubando tudo de cima dos móveis. Perdi o sono, peguei o celular e o algorítimo do Facebook resolveu que eu adoraria ver as notícias do Globo naquele fim de madrugada.
Acabei anotando: todas as notícias eram sobre alguma lacração, zero com alguma descrição isenta dos fatos.
Uma sobre a Oprah vencer o Trump numa imaginária eleição, uma com direito a coraçãozinho comemorando o "casamento" gay na Austrália, duas metendo o pau no Bolsonaro, uma com encômios à pedófila Simone de Beauvoir, uma da economista Míriam Leitão defendendo o feminismo histérico dos dias de hoje e uma gracinha sobre uma escola de samba do Rio colocar o nome do prefeito Marcelo Crivella nas nádegas de uma escultura.
Se não estivesse ali bem claro que aquela é a página oficial do Globo, qualquer um poderia pensar que é algum jornalzinho de DCE de federal.
Os jornais hoje abdicaram da informação e passaram a se dedicar a te dizer que as coisas que sempre foram normais (porque são normais mesmo) estão erradas.
Se você acha absurdo que um travesti/transsexual dispute partidas de vôlei no meio de moças, você é "transfóbico". Se você percebe que quem mais mata em nome de religião no mundo são os seguidores de Maomé, você é "islamofóbico".
Se você cansou, como disse o apresentador Ratinho, de ver "viado" na TV desde a Sessão da Tarde até a Sessão de Gala, você é "homofóbico". Se a idéia de que um homem passando uma cantada em uma mulher para você não tem nada a ver com "abuso" ou mesmo "estupro", você é um machista.
E por aí vai.
Jornalistas, "especialistas", artistas que precisam deixar seu tributo no altar do politicamente correto caso contrário são ostracizados, nulidades e embusteiros profissionais, todos estão unidos nesse ataque diário ao que chamam de "senso comum que precisa ser desconstruído", mas que nada mais é do que o bom e velho bom senso.
Não existe mais notícia, por exemplo: algo acontece e eles te contam. Só "narrativa", engenharia social, lacração, lição de moral, cagação de regra e panfletagem.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A eleição de 2018 e o futuro

Na sexta-feira, 5 de janeiro, foi anunciado que o deputado Jair Bolsonaro se filiaria ao PSL para concorrer à presidência e assim dava um cheque-mate no movimento liberal "Livres", que até uma semana antes caçoava do deputado chamando-o de "sem teto".
O cálculo dos esquerdistas de azul era que o deputado teria dois possíveis destinos: ficar sem partido para se candidatar a presidente e ter que se abrigar em alguma legenda para tentar um cargo no legislativo ou, melhor ainda, desidrataria rapidamente e deixaria seus eleitores à mercê da sedução da "direita" (aspas necessárias) de cachecol na sua guerra de fancaria contra a esquerda de vermelho.
Não aconteceu nem uma coisa nem outra, e já no mesmo final de semana a Folha de São Paulo sacou uma das suas reportagens de gaveta e, possivelmente ignorando a diferença entre valor venal e valor de mercado, "acusou" o deputado de ser proprietário de imóveis que estão declarados na justiça como seus.
A pancadaria nas redes sociais beirou o nível de um pré-segundo turno e saiu gente de tudo que é lugar para tentar "terminar de desmontar" sua candidatura. Só alguém muito ingênuo acreditaria que isso é obra de petistas, mais preocupados com o julgamento do Lula no final de janeiro.
Há, sim, por parte daqueles que apresentavam como maior qualidade o fato de não serem o PT, muito interesse em tirar logo Jair Bolsonaro do tabuleiro e "enquadrar" seus eleitores.
Muito provavelmente se as patotas do Serra, Alckmin ou Aécio tivessem atacado o Lula e a Dilma com a mesma vontade que fazem com o Bolsonaro, não tivéssemos 13 anos de PT.
O pior é que nem acho que o Bolsonaro devia ser candidato a presidente. Estrategicamente seria mil vezes melhor sair como deputado, eleger uma bancada robusta e fortalecer o seu movimento em um partido ou tentar o senado.
Com essa candidatura para presidente ele corre o risco de ficar sem mandato ou, pior, ser eleito e apeado por um congresso que é sujo e vai ser hostil.
Meu maior interesse é erguer algo a partir daí. Fazer desse movimento uma estrutura sustentável e dinâmica que realmente faça da direita um ator relevante e perene na política brasileira.
Isso é maior do que a eleição de 2018.
Mas Bolsonaro, com seus muitos erros, exageros e deficiências, é inegavelmente o ÚNICO candidato assumidamente de direita que o país tem desde antes da intervenção militar de 1964. E curiosamente nunca vi tucano e/ou liberal atacar nem o PT desse jeito. A pergunta é: mas interessava?
Daqui a 100 anos a eleição de 2018 vai ser apenas uma comparação de porcentagens num verbete da Wikipédia. O grande lance é como o país vai atravessar esses 100 anos até lá.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Feminismo para quê?

“O estupro é um crime. Mas a sedução insistente ou desajeitada não é um crime nem o galanteio uma agressão machista”, com essas palavras, mais de 100 mulheres francesas, entre elas a atriz Catherine Deneuve, assinaram um manifesto contra o puritanismo do feminismo americano.
Elas prosseguem: “nos obrigam a falar o que acham correto, e aquelas que se recusam a fazê-lo são acusadas de traição e cumplicidade", acusando ainda o feminismo de ter se transformado num "ódio aos homens e à sexualidade".

Na loucura que toma conta da parcela esquerdista da sociedade americana (e por que não dizer do resto do mundo?), onde empresas como o Google estimulam que funcionários brancos sejam recebidos com vaias em reuniões de negócios, onde conceitos como "vivência" e "lugar de fala" tolhem qualquer tipo de debate saudável e racional, é bom e bem-vindo que um brado de rebeldia (sim, hoje a contra-cultura é não ser feminista, racialista, justiceiro social, etc.) venha da esquerdíssima França.
O feminismo atual se resume a ódio de homens, ódio de famílias tradicionais e ódio contra mulheres que optem por levar uma vida contrária ao que as feministas acham correta.
Homem não pode falar porque não tem útero. Branco não pode falar porque não tem a vivência do negro. Mulher que não é feminista é traidora da própria classe e por isso equivale a um homem branco.
O que elas não percebem (ou não querem perceber) é que se tudo é assédio, se tudo é abuso, se tudo é praticamente um estupro, então nada passa a ser. O enfraquecimento destes termos por fadiga de material parece não ser um problema para o feminismo, mais preocupado em destruir reputações, "rachar machos" e promover histeria coletiva.
Quando você equipara um "fiu-fiu" a um estupro, você não agrava o "fiu-fiu", mas banaliza o estupro.
Para se ter uma idéia, outro dia um rapaz teve que deletar sua conta no Twitter e escrever uma carta de desculpas porque uma moça que ele saiu alegou ter sofrido "abuso" pelo fato dele não ter ligado para ela no dia seguinte.
E enquanto saem por aí semi-nuas nas suas "marchas das vadias" e pregam um comportamento promíscuo como forma de "liberação feminina", por outro lado agem como mocinhas amish quando o assunto é uma relação entre um homem e uma mulher.
Nelson Rodrigues dizia que as feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado. Eu acrescentaria: e ainda por cima chato, histérico e neurótico.

Rodrigo Maia presidente

O atual presidente da câmara, Rodrigo Maia, teve incríveis 2,94% de votos quando tentou ser prefeito do Rio ao lado da CLARISSA GAROTINHO e foi jogado na presidência da Câmara para ser o avesso anódino e pouco relevante do furacão Eduardo Cunha.
Mas de repente acha que pode ser presidente. A mosca azul de Brasília é um helicóptero.
Duas suposições nessa pipa que o filho do César Maia tenta levantar: pode ser apenas "cacifagem" para tentar o governo do Rio, o que também seria uma piada, ou pode ser que Baby Maia acredite que a busca desesperada por um "anti-Bolsonaro" no lado "anti-petista" - mesma busca que não deixa o Luciano Huck voltar para o caldeirão de onde jamais deveria ter saído - abra espaço para qualquer um.
E no seu caso bota qualquer um nisso.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Acelerando os ataques

Esse bafafá político já em janeiro tem uma razão que nem é tão difícil de perceber: em 2014 candidato da tchurma patinava nos 15%, a porradaria do PT dizimou a Marina Silva e o candidato da tchurma herdou uma vaga para perder no segundo turno.
Esse ano o candidato da tchurma está muito atrás, não dá tempo de esperar pela ajuda do trabalho sujo do PT, então a tchurma resolveu sujar as luvinhas de renda agora, na imprensa, nas redes sociais, onde puder, antes que seja tarde.
É basicamente isso.

O bombardeio ao "mito"

A Folha de São Paulo - aquele jornal de DCE com uma diagramação melhor e anunciantes bem mais caros - resolveu dar uns tiros na reputação do deputado Jair Bolsonaro insinuando enriquecimento ilícito dele e de seus filhos.
Tudo bem que quando a reportagem cita que "fulano é dono de um apartamento na Barra" e você vai conferir na declaração fornecida à justiça eleitoral - sim, está tudo declarado - descobre que um dos Bolsonaros é dono de UM DÉCIMO do imóvel, mas tudo bem, dono é dono e nenhum jornal - ainda mais no Brasil, ainda mais a FOLHA - é obrigado por lei a citar um fato sem distorcê-lo para "encaixar na narrativa".
Se conselho fosse bom venderiam, mas é bom o Bolsonaro contratar alguém para fazer uma oppo research sobre ele, os filhos e as ex-esposas, para saber o que pode aparecer. Porque o consórcio de empresários malandros e políticos sujos que faz pilhagem no país há décadas vai usar de TUDO para evitar que um capitão de classe média com camisa de tio da Adidas e relógio Casio no pulso tome deles a chave do cofre.
Só que o assunto não é esse, o assunto é: o que você espera de um candidato presidencial? Se você quiser uma velha virgem, esqueça, não vai achar. Ainda mais num deputado que passou 30 anos na vida pública.
O que você pode exigir é que não seja ladrão e isso o Bolsonaro não é. Seu crime foi ser aberto demais ao dizer uma verdade: quem paga tudo o que o governo cobra no Brasil vai à falência. Ele pode ter declarado um valor menor de algum imóvel numa escritura? Sim. Mas pergunte aí ao seu pai ou ao seu tio o valor que eles colocaram nas escrituras das suas casas.
Mas os que o atacam (e não são poucos) tratam esse fato como se ele tivesse um triplex em nome de laranjas, ou fosse um "empresário" que só produz agendas de networking entre políticos e outros empresários, ou um banqueiro que passou a vida no bordel do mercado financeiro ou um apresentador de TV que até ontem era "parça" de políticos e empresários pegos na lava-jato.
Jornais infestados de esquerdistas, empresários pilantras que sempre viveram em contubérnio com políticos sujos, malandros, "especialistas" embusteiros e velharias que se apresentam como novidades, é essa gente que vai te dizer em quem votar? Te ensinar o que é honestidade?
Com certeza essa turma de gênios que atuam na política brasileira há décadas ficou milionária vendendo biscoitos de escoteiro e declarando tudo no imposto de renda.
Os caras realmente acreditam que eu e outros pensam que o Bolsonaro, trocentos anos em cargos eletivos, é uma vestal? Talvez seu maior erro foi, quem sabe por vaidade, permitir que construíssem essa imagem de donzela no botequim.
Mas com certeza não está enfiado nas patifarias que a corte bananense trama em Brasília e demais palácios pelo país. Caso contrário já teria sido dizimado pelos seus pistoleiros na imprensa.
Não o acho perfeito, não concordo com muito do que diz, não acho que tem gerenciado sua pré-campanha bem até aqui, mas não tenho como negar que é o único sujeito até hoje que apareceu com algo diferente de "pelo menos não ser do PT".
A razão dele empolgar muita gente tem algo a ver com o que ele é a favor, mas tem MUITO mais a ver com os valores de quem o ataca.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Chega a ser incrível como são iguais no mundo todo


Milagro Sala é uma líder SEM-TETO argentina. Faz arruaça, piquete, comanda acampamentos, ocupações e quebra-quebras. Está presa por incitação à desordem. É uma espécie de Guilherme Boulos de saia e penacho.

Mas vamos repetir o que interessa: Milagro Sala é uma líder SEM-TETO argentina.

Esta foto é da casa de Milagro Sala.


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

"Discurso de ódio"

Os justiceiros sociais têm essa tendência de associar quem discorda dos seus pontos de vista a "ódio". O fato é que não existe "ódio" nenhum, apenas nem todos vão se curvar às suas reengenharias sociais. Talvez eles é que odeiem constatar isso.