terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Feminismo para quê?

“O estupro é um crime. Mas a sedução insistente ou desajeitada não é um crime nem o galanteio uma agressão machista”, com essas palavras, mais de 100 mulheres francesas, entre elas a atriz Catherine Deneuve, assinaram um manifesto contra o puritanismo do feminismo americano.
Elas prosseguem: “nos obrigam a falar o que acham correto, e aquelas que se recusam a fazê-lo são acusadas de traição e cumplicidade", acusando ainda o feminismo de ter se transformado num "ódio aos homens e à sexualidade".

Na loucura que toma conta da parcela esquerdista da sociedade americana (e por que não dizer do resto do mundo?), onde empresas como o Google estimulam que funcionários brancos sejam recebidos com vaias em reuniões de negócios, onde conceitos como "vivência" e "lugar de fala" tolhem qualquer tipo de debate saudável e racional, é bom e bem-vindo que um brado de rebeldia (sim, hoje a contra-cultura é não ser feminista, racialista, justiceiro social, etc.) venha da esquerdíssima França.
O feminismo atual se resume a ódio de homens, ódio de famílias tradicionais e ódio contra mulheres que optem por levar uma vida contrária ao que as feministas acham correta.
Homem não pode falar porque não tem útero. Branco não pode falar porque não tem a vivência do negro. Mulher que não é feminista é traidora da própria classe e por isso equivale a um homem branco.
O que elas não percebem (ou não querem perceber) é que se tudo é assédio, se tudo é abuso, se tudo é praticamente um estupro, então nada passa a ser. O enfraquecimento destes termos por fadiga de material parece não ser um problema para o feminismo, mais preocupado em destruir reputações, "rachar machos" e promover histeria coletiva.
Quando você equipara um "fiu-fiu" a um estupro, você não agrava o "fiu-fiu", mas banaliza o estupro.
Para se ter uma idéia, outro dia um rapaz teve que deletar sua conta no Twitter e escrever uma carta de desculpas porque uma moça que ele saiu alegou ter sofrido "abuso" pelo fato dele não ter ligado para ela no dia seguinte.
E enquanto saem por aí semi-nuas nas suas "marchas das vadias" e pregam um comportamento promíscuo como forma de "liberação feminina", por outro lado agem como mocinhas amish quando o assunto é uma relação entre um homem e uma mulher.
Nelson Rodrigues dizia que as feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado. Eu acrescentaria: e ainda por cima chato, histérico e neurótico.
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